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(C/ VÍDEO) No Centro Qualifica da Profisousa adultos que aumentam a escolaridade têm direito a uma recompensa de 554 euros

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O Centro Qualifica da Profisousa atribuiu, no dia 15 de junho, o certificado do 9.º ano de escolaridade a Fernando Moreira e os certificados do 12.º ano a José Fernando Gomes e a Hélder Costa, que viram finalizados os seus processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).

Citado em comunicado, o coordenador do Centro Qualifica da Profisousa, Jorge Diogo de Oliveira, destacou que os “processos de RVCC atingiram, hoje, uma maturidade e um reconhecimento público que mereceu por parte do governo, e através do Acelerador Qualifica (PRR), uma aposta ainda mais motivadora, para que adultos com processos incompletos de escolaridade possam realizar os seus sonhos”.

“Trata-se de um apoio financeiro de 554 euros, atribuído a todos os que concluam com sucesso os seus processos de certificação nos níveis B3 e/ou secundário. Este incentivo vem repor, de alguma forma, a justiça nos processos de formação e qualificação das pessoas adultas, pois os processos de RVCC eram a única tipologia não abrangida, até agora, por quaisquer apoios financeiros”, disse.

Fotografia: Profisousa

O coordenador do Centro Qualifica da Profisousa referiu, ainda, que “ mais qualificação significa mais e melhor emprego e também que o mercado de trabalho tem vindo a tornar-se cada vez mais competitivo e que, constantemente, novos desafios são colocados aos trabalhadores e àqueles que procuram emprego”.

“ Para ajudar a população neste propósito, o Centro Qualifica da Profisousa dispõe de uma equipa altamente qualificada que informa e orienta os candidatos para as modalidades de qualificação que melhor se ajustam aos seus perfis. Foi o caso do acompanhamento feito aos nossos recém-certificados, cujos testemunhos apresentamos de seguida”, lê-se na nota informativa que nos foi endereçada.

O formando Fernando Jorge de Brito Moreira, de 47 anos, encarregado na AMBISOUSA – Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos, realçou que foi desafiado pela esposa a inscrever-se no CQ da Profisousa.

“Acabei por encontrar nesta oportunidade uma forma de também apoiar a minha esposa no seu processo de RVCC e, como nunca desisto de nada, esforcei-me para concluir o processo”, Claro que poderia ter feito melhor, mas a minha profissão absorve-me muito tempo”, disse.

Questionado se aconselharia este processo de qualificação a um amigo, Fernando Moreira referiu: “sim, porque este processo é uma oportunidade de aprender todos os dias, nomeadamente com os colegas de turma, com que nos cruzamos, e com os professores, que nos ajudam bastante.  Acredito que o saber não ocupa lugar”.

Fotografia: Profisousa

Hélder Ricardo Ferreira da Costa, de 37 anos,  empregado de armazém IDC Mobiliário, Paços de Ferreira, destacou que optou por se inscrever no CQ da Profisousa com o objetivo de se requalificar  e “tentar alcançar o 12º ano na expectativa de abrir novas portas no mercado de trabalho ou, eventualmente, progredir profissionalmente dentro da própria empresa”.

O formando explicou as razões pelas quais não terminou o 12º ano.

“Na altura estava em Lisboa, a jogar futebol, e a tutora que me acompanhava inscreveu-me em Humanidades, quando o meu desejo era inscrever-me em Desporto. Frequentei o curso até dezembro, mas acabei por desistir, porque não era o que queria. No segundo ano, solicitei a inscrição em Desporto e fui novamente inscrito numa área diferente, desta vez, Economia, e voltei a desistir no final do 1º trimestre. Inscrevi-me depois num curso de Promoção e Animação de Eventos Desportivos, promovido pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que frequentei durante um ano e meio, mas que fui forçado a interromper devido a uma lesão grave”, afirmou salientando que o incentivo do acelerador qualifica, de 550 euros, a que terá direito com a conclusão deste processo, não interferiu com a sua decisão.

“No meu caso não interferiu com a minha decisão, pois não tinha conhecimento até agora. Para quem puder vir a beneficiar deste incentivo no futuro é sempre um ponto positivo, aliado à qualificação e melhor preparação para o mercado de trabalho”, acrescentou.

Fotografia: Profisousa

 José Fernando Gonçalves, de 65 anos, assistente operacional na CM de Paços de Ferreira, afirmou  que foi a necessidade de aumentar as suas qualificações que o levaram a inscrever-se no CQ da Profisousa.

“Seria uma hipocrisia não assumir que espero que isto se reflita na minha carreira, até porque estou quase na idade de reforma e, apesar de gostar muito de aprender, de saber, de ir mais longe, naturalmente fiz o processo com a intenção de progressão. Gostaria, pelo menos, de passar de assistente operacional para assistente técnico.  Não estou, no entanto, a pensar parar por aqui”, disse, sustentando que sublinhando que pretende fazer uma formação em eletrónica ou informática.

“Não vou dizer que a esta altura da vida é demasiado tarde para frequentar uma licenciatura, pois sei que não. No entanto, o que passa pelos meus planos, depois deste processo de reconhecimento de competências, é fazer uma formação numa das minhas áreas de interesse: eletrónica ou informática. Outra possibilidade que poderei vir a explorar é o reconhecimento e certificação das minhas competências profissionais, através de um processo RVCC Profissional”, atalhou.


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