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(C/VÍDEO) Penafiel: Bombeiros de Entre-os-Rios celebraram 99.º aniversário. Presidente da direção reivindicou mais apoios.

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Os Bombeiros de Entre-os-Rios, em Penafiel, celebraram, este domingo, o 99.º aniversário, evento que ficou marcado pela atribuição das habituais atribuições honoríficas.

O presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Entre-os-Rios, José Vieira Pinheiro, relembrou o percurso histórico da coletividade e de todos quantos os que, com o seu esforço, contribuíram para a sua afirmação.

O responsável pela associação relembrou o esforço que a sua direção tem realizado no sentido de garantir a sustentabilidade financeira da corporação, recordou que os apoios são escassos, frisando que o programa de permanente de recuperação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil cerca apenas 5200 euros é diminuto para a disponibilidade que o corpo de bombeiros tem diariamente.

“A inflação que se faz notar torna insustentável a gestão desta casa, que tem sido possível graças à gestão criteriosa que tem sido feita. A Câmara de Penafiel atribuiu aos Bombeiros de Entre-os-Rios cerca de 23, 800 mil euros, valor insuficiente, ainda mais agora agravado pelo preço dos combustíveis. Esse valor não chega para sustentar as despesas salariais que esta associação tem”, adiantou, sustentando que outras autarquias asseguram o vencimento das corporações dos seus concelhos.

José Vieira Pinheiro reconheceu que a corporação de Entre-os-Rios, à semelhança de outras corporações, está a ser confrontada com uma crise de voluntariado, afirmando que a corporação tem vindo a desenvolver com a comunidade e outros atores e agentes esforços no sentido de melhorar os níveis de desempenho e o socorro a prestar à população.

Neste sentido, o responsável pela direção dos Bombeiros de Entre-os-Rios defendeu a renovação do parque automóvel das viaturas, muitas delas com mais de 30 anos, sendo objetivo da atual direção otimizar os serviços de saúde na emergência e no transporte.

“Temos contemplado no nosso plano e no orçamento uma ABSC, viatura de socorro, porque a mais recente conta já com dez anos de serviço e é pertinente a sua substituição. Para manter e melhorar a qualidade dos serviços, precisamos de criar uma equipa de intervenção permanente. Existem corpos de bombeiros que dispõem de duas e mais equipas, os Bombeiros de Entre-os-Rios necessitam apenas de uma”, sustentou, sublinhando que a instituição que dirige quer continuar a contar com o apoio da Câmara de Penafiel e demais agentes e atores ligados à proteção civil e ao socorro.

“A autarquia de Penafiel tem apoiado o voluntariado com medidas importantes, mas tal como outras corporações, hoje, em dia já não podemos contar com a carolice dos nossos voluntários, necessitamos de profissionalizar, cada vez mais, a proteção civil. Entre-os-Rios não é diferente de outras corporações”, adiantou, defendendo a existência de um posto de emergência médica do INEM em Entre-os-Rios.   

O comandante em regime de substituição dos Bombeiros de Entre-os-Rios, José Filipe, relevou a importância da corporação de Entre-os-Rios, o trabalho de todos os que contribuíram para a sua já longa história, a um ano de celebrar o centenário.

José Filipe assumiu que existe um caminho a percorrer, mesmo com as dificuldades que são conhecidas.

O responsável pelo corpo ativo enalteceu o papel dos bombeiros, o espírito de entreajuda, e de solidariedade, recordando que a direção e o comando trabalham para garantir melhores meios materiais, de forma a garantir a proteção e o socorro.

Falando dos novos desafios com que a corporação está confrontada, José Filipe apontou a necessidade de captação de novos bombeiros, assim como a falta de incentivos para fixá-los nos quadros de bombeiros.

“Sim, o voluntariado está em crise. Os tempos que atravessamos não são fáceis. A capacidade de resiliência tem sido a garantia de sucesso em todos os teatros de operações”, expressou, tendo apelado à capacidade de resistência dos soldados da paz.

“A atribuição destas medalhas são reflexo dessa entrega abnegada, mesmo com o sacrifício da própria vida”, disse.

O vereador Rodrigo Lopes, responsável pelo pelouro da Proteção Civil, enalteceu a importância da corporação de Entre-os-Rios, recordando que a Câmara de Penafiel tem um apreço e reconhecimento pelos bombeiros do concelho e está disponível para colaborar com os bombeiros e a proteção civil.

 “A autarquia agradece aos órgãos sociais dos Bombeiros de Entre-os-Rios presentes que atravessam dificuldades e a todos os que presidiram a esta instituição. Sabemos que quem está à frente destas instituições fá-lo de uma forma altruísta. O voluntariado vive momentos de dificuldades, mas a autarquia criou medidas para atenuar essas dificuldades e estimular o voluntariado. Criamos incentivos específicos para os bombeiros. Estamos em junho e estamos na altura de acionar apoios à devolução de IIM, apoio ao arrendamento e as refeições dos filhos dos bombeiros que frequentam, as nossas escolas”, disse, apontando, também, o seguro de saúde como sendo uma medida que vem mitigar as dificuldades que atingem os bombeiros.

O autarca recordou a Câmara de Penafiel tem procurado corresponder às necessidades da corporação de Entre-os-Rios.

“A equipa de intervenção permanente é um assunto que não está fechado e a autarquia é sensível a esta questão. Temos dado apoios para ajudar na renovação da frota, mas o Estado tem de corresponder à exigências que lhe são devidas. É necessário alocar fundos comunitários à renovação do parque dos bombeiros. A câmara assume a componente nacional. O Estado não gasta um tostão. É preciso criar linhas para que os bombeiros se candidatem e que estas candidaturas que sejam atendidas”, vincou, sublinhando que quem tem a responsabilidade primeira é o Estado Central.


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