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(C/VÍDEO) I Jornadas Parlamentares do Distrito do Porto

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A Federação Distrital do Porto do Partido Socialista organiza durante o dia de hoje as I Jornadas Parlamentares do Distrito do Porto sobre o tema “O PS e o Desenvolvimento da Região do Tâmega”.

Refira-se que as I Jornadas Parlamentares do Distrito do Porto decorreram nos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, com o objetivo de fazer o diagnóstico dos principais problemas que afetam as populações destes territórios e encontrar propostas e medidas que contribuam para o desenvolvimento da região.

A iniciativa juntou os deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto, autarcas da região, nomeadamente, a Presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, Cristina Vieira, e o Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, bem como a Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, o Presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, e o Presidente da Federação Distrital do Porto do PS, Manuel Pizarro.

Em Amarante alguns dos deputados e autarcas quiseram ver in loco as condições do hospital de s. Gonçalo para apurarem da possibilidade de maior aproveitamento daquele espaço para dimi-nuir a sobrecarga do hospital padre américo, em Penafiel.

A ferrovia e a linha do Tâmega foi outros dos aspetos focados. Os socialistas pretendem a reativação do troço entre livração e Amarante.

No Marco de Canaveses a tónica foi acentuada no problema do abastecimento de água e saneamento. Neste concelho a autarquia encontra-se em litígio com a empresa gestora destes sistemas, sendo que, conforme sublinhou a presidente, cristina vieira, a cobertura total é inferior a 50%, pelo que é necessário a intervenção e investimento do estado.

O presidente da Federação Distrital do PS Porto, Manuel Pizarro, destacou, em declarações ao Novum Canal, justificou estas jornadas com a necessidade de proceder a um levantamento dos problemas e das dificuldades que afetam estes concelhos e aproximar os eleitos dos eleitores.

“Tivemos um excelente resultado eleitoral no país e em especial nesta região e sentimos bem o peso da responsabilidade que é dar resposta aos compromissos que assumimos perante as pessoas. Por outro lado, temos consciência que esta é uma zona com indicadores económico-sociais mais débeis, onde a resposta do Estado tem de estar mais presente e com estas jornadas queremos aproximar os eleitos dos eleitores”, disse.

Manuel Pizarro confirmou que os temas da mobilidade são temas centrais.

“Esta região tem de ter uma mobilidade mais simples, menos poluente, mais confiável para as regiões vizinhas, nomeadamente para a Área Metropolitana do Porto e isso pode promover muito a região. Veja-se o que já conseguimos com a eletrificação da linha do Douro até ao Marco de Canaveses, os recursos que as pessoas poupam e a mobilidade tem uma grande importância económica e social e, por isso mesmo, teremos de fazer mais coisas em matéria rodoviária e ferroviária”, frisou, defendendo a  reativação da linha entre Livração e Amarante.

“Essa linha foi encerrada quando fazia cem anos. Foi encerrada em 2009 com o compromisso de que se tratava de uma interrupção para resolver problemas de segurança e apesar de todos estes anos a resposta só pode ser a requalificação da linha”, expressou.

O presidente da Federação  Distrital do PS Porto manifestou-se igualmente a favor da execução da linha ferroviária do Vale do Sousa.

“Existe um passivo em matéria de mobilidade entre esta região e a Área Metropolitana do Porto que tem de ser resolvido e a linha ferroviária do Vale do Sousa é um instrumento essencial para essa resolução. Diria que é algo que o Estado deve à população desta região”, adiantou, sublinhando que a água e o saneamento são, também, temas determinantes para a região.

“Existem concelhos que têm atrasos e deficits grandes que têm de ser resolvidos e tenho a expetativa que o próximo quadro comunitário de apoio também ajude a resolvê-los”, concretizou.

Falando da água e da taxa de cobertura da água e do saneamento no Marco de Canaveses,  Manuel Pizarro afirmou: “ isto não abona em favor dos autarcas que durante estes anos, antes do PS chegar à Câmara do Marco, governaram este território”.

“Na verdade é que na região existem diferenças muito grandes entre municípios, por exemplo, nos municípios de Lousada e de Paredes a realidade é completamente diferente e isso não acontece por acaso. Existem outros municípios que não investiram na água e no saneamento e a verdade é que as pessoas não podem ser vítimas da falta de atenção de alguns autarcas relativamente a esta questão e isso exige muito investimento público”, acrescentou.

Questionado sobre a situação que se verifica em várias unidades no país, com o encerramento de vários serviços de urgência, Manuel Pizarro recordou que no distrito do Porto não existe nenhum caso de encerramento de serviços de urgência.

“Estou convencido que vai continuar a ser assim, o que não quer dizer que não haja aspetos a melhorar. Há coisas a melhorar na capilaridade da rede, há pequenas extensões de saúde que têm de funcionar melhorar ou até serem reativadas e usar de forma mais ampla o Hospital de Amarante”, avançou, sustentando que durante muito tempo as pessoas queixavam-se da falta de médico de família, um problema que foi debelado.

“ Hoje, nestes três concelhos, felizmente, que salvo um ou outro problema conjuntural, as pessoas passaram a dispor de um médico de família”, atalhou.

O deputado Hugo Carvalho, eleito pelo círculo eleitoral do PS Porto, realçou a importância do PS Porto fazer este trabalho de proximidade no território e ter escolhido fazê-lo em Amarante, Marco de Canaveses e Baião.

“Identificando os principais problemas queremos sensibilizar os atores políticos para esses mesmos problemas. Queremos dar a conhecer o trabalho desenvolvido no CHTS e conhecer os problemas e as potencialidades no setor da saúde”, frisou, afirmando que nesta visita a questão da mobilidade foi também um tema que esteve em destaque.

“Queremos mais e melhores condições para as populações. A reativação da linha do Tâmega é uma prioridade política para o PS e iremos lutar por uma convicção justa da região”, precisou, assumindo que quanto ao São Gonçalo, esta unidade tem de integrar uma estratégia de longo prazo no sentido de reforçar as suas valências.

O deputado Carlos Brás, eleito pelo círculo eleitoral do PS Porto, confirmou que o PS tem uma responsabilidade acrescida face aos resultados eleitorais que obteve no distrito, mantendo uma política de proximidade quer com os cidadãos, as autarquias e instituições.

Carlos Brás esclareceu que a escolha destes três municípios para iniciar estas jornadas, que se irão prolongar ao longo destas legislatura, evidência bem a importância que o PS confere a esta região.

“Queremos criar uma malha que possa convergir os interesses que os autarcas têm em cada território, com os interesses regionais e integrá-los nos interesses nacionais”, precisou, adiantando que as próximas jornadas vão decorrer no Vale do Sousa, ainda que não exista ainda um calendário definido.

O presidente do Conselho de Administração do CHTS, Carlos Alberto, referiu que nesta deslocação ao Hospital São Gonçalo, unidade que integra o CHTS, os deputados procuraram conhecer as debilidades e as potencialidades do Hospital de Amarante.

“O hospital tem debilidades, mas, também, tem aspetos positivos. No caso concreto, o trabalho do hospital registou um forte crescimento em todas as linhas de produção desde o número de doentes internados, consultas externas cirurgias desde 2016 até aqui e este é o caminho que iremos continuar a fazer”, aludiu, afiançando que o CHTS está em franco crescimento, com muitos doentes para tratar.

“Teremos de contar com o Hospital de São Gonçalo de uma forma muito intensa.  As cirurgias passaram de dois mil para seis mil. As cirurgias na globalidade que eram de cerca de 10 a 15% em 2016, neste momento, já ultrapassam os 30%. Tem existido nitidamente um aumento da atividade do Hospital de São Gonçalo”, afirmou, relembrando que recentemente o CHTS foi autorizado a contratar 22 novos especialistas.


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