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Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal adverte para dificuldade de acesso a cuidados de saúde nas comunidades migrantes
Fotografia: APDP

Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal adverte para dificuldade de acesso a cuidados de saúde nas comunidades migrantes

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No Dia Mundial dos Refugiados, que se assinala a 20 de junho, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) alerta para as dificuldades que as comunidades de migrantes, refugiados e minorias étnicas com diabetes ainda sentem no acesso aos cuidados de saúde.

A APDP destaca, em nota informativa, que “para aumentar a acessibilidade destas comunidades, integrando-as nos cuidados de saúde, a associação está a desenvolver o projeto “Aceder Saúde”, que oferece o acompanhamento especializado de uma equipa multidisciplinar, contribuindo para a segurança na proteção do contágio pela Covid-19, melhoria do estado de saúde e compensação da diabetes”.

A associação reforça que “este projeto, que abrange quatro áreas distintas e fundamentais de intervenção (assistência remota, assistência presencial, apoio social e educação) foi um dos vencedores do Prémio Solidário BPI | Fundação “La Caixa” 2021 e conta com a parceria da Câmara Municipal de Oeiras e de várias organizações de base comunitária”.

Citado em comunicado, José Manuel Boavida, presidente da APDP, destaca que o “aumento e diversificação dos fluxos migratórios trouxeram novos desafios ao nível da saúde pública”.

“ Por um lado, os migrantes apresentam diferentes padrões de morbilidade e estado de saúde, e, por outro, dificuldades na utilização dos serviços de saúde, verificando-se a sua subutilização e, consequentemente, a da prevenção das doenças crónicas, mas também a sobre utilização dos serviços de urgência, uma situação que estará relacionada com os vários fatores que influenciam a acessibilidade”, alerta José Manuel Boavida.

Fotografia: APDP

“As mudanças de estilo de vida resultantes da migração e a aculturação a um sistema de vida diferente são fatores que também afetam o estado de saúde dos migrantes. Exemplo disto são as mudanças no tipo de alimentação, no stress diário, ou até na atividade física/sedentarismo, o que pode levar a problemas de saúde como obesidade ou subnutrição, que prejudicam a saúde e contribuem para o aumento da incidência de doenças como a diabetes”, acrescenta.

A APDP relembra que a “esta situação já complexa juntam-se também a situação pandémica, que contribuiu para acentuar os problemas sociais, como o desemprego, a violência e o risco de pobreza, mas também de saúde, como a capacidade de acesso aos cuidados de saúde e o incumprimento do plano terapêutico, principalmente devido à não aquisição da medicação prescrita”.

Dulce do Ó, enfermeira coordenadora do projeto, explica que “esta é uma realidade ainda mais preocupante no caso das pessoas com diabetes, uma vez que esta é uma doença crónica que requer cuidados diários e tratamento continuado e já complexa por si só.”

“Neste momento, é crucial apostar no apoio especializado e multidisciplinar, remoto e presencial, facilitando a articulação com as respostas locais e transmitindo informação relativa às questões da legalização e da integração no SNS e educando estas comunidades”, remata.

A APDP declara que projeto o “Aceder Saúde” abrange quatro áreas: “acompanhamento por uma equipa multidisciplinar da APDP em sistema remoto – Linha de Apoio da Diabetes, que existe desde março de 2020, com o objetivo de prestar aconselhamento especializado às pessoas com diabetes, evitar deslocações desnecessárias e reduzir a possibilidade de contágio no período em que durar a pandemia da covid-19, reforçando assim a comunicação com este grupo de risco”, “assistência presencial, com acompanhamento especializado e multidisciplinar – as pessoas podem ser acompanhadas presencialmente na APDP para a realização de consulta médica ou de enfermagem”.

O projeto abrange, também, “apoio do serviço social da APDP – articulação com as respostas locais, transmitindo a informação relativa às questões da legalização e da integração no SNS a estas populações e facilitando navegação no sistema de saúde e social e “educação – Desenvolvimento de um programa de educação, que envolve a realização de 3 sessões de formação em grupo sobre as temáticas: Conheça a diabetes, Diabetes e Covid-19, Direitos e deveres do migrante”.


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