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Greve geral nos CTT agendada para esta sexta-feira

Greve geral nos CTT agendada para esta sexta-feira

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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações e o Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços convocaram, para esta sexta-feira, uma greve geral nos CTT.

Na origem desta greve, o  Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações relembra, no seu site oficial, que “a greve do dia 25 de maio demonstrou o descontentamento dos trabalhadores”, salientando que  “os CTT nada disseram, ignorando as expectativas dos trabalhadores”.

Este sindicato reforça  que “os sindicatos estão unidos nesta luta e efetuarão as ações necessárias para levar a cabo a mobilização dos trabalhadores”.

A mesma estrutura sindical declara que “o preço da paz social não pode valer 7,5 euros, tem que ser muito superior”.

Este sindicato esclarece, no mesmo comunicado, que os “trabalhadores têm razão”, e avançam que o “aumento do custo de vida exige aumentos salarias”, avisando que a “taxa de inflação já vai em 8%”.

Também o Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços recorreu, ao seu site oficial, para explicar os motivos desta paralisação.

Esta estrutura aponta como principais motivos desta greve “permitir que os trabalhadores dos CTT demonstrem a sua indignação pela aplicação dos míseros aumentos de 7,5 euros na tabela salarial, através da aplicação de um ato de gestão” e “demonstrar a sua indignação pela aplicação do ato de gestão por parte da empresa, ao invés de negociar com o SINDETELCO, salvaguardando assim a paz social na empresa”.

A estrutura sindical reforça que irá estar atenta “em não permitir que nos próximos anos a empresa continue a aplicar atos de gestão, em contraponto com a negociação coletiva”, afirmando que os trabalhadores “não quererem continuar a trabalhar para lá do horário de trabalho, de forma gratuita”.

“Relembramos que está em vigor um pré-aviso de greve às Horas Extraordinárias”, refere a estrutura sindical que destaca que pretende “demonstrar a sua insatisfação pelo facto de a empresa fazer ouvidos de mercador aos pedidos do SINDETELCO para que sejam revistos os valores do abono para falhas”.

“Relembramos que a tabela de salarial existente e as progressões foram conquistas dos sindicatos durante várias décadas, apoiadas pelos trabalhadores através de forte sindicalização”, lê-se no comunicado que o secretariado nacional desta estrutura partilhou no seu site oficial, que reitera a sua luta pela “valorização do trabalho” e “aumentos dignos”.

 “CTT tudo farão para garantir o mínimo de perturbação nos seus serviços”

 Já a empresa CTT admite, em comunicado enviado dos órgãos de comunicação social, que a greve marcada para, esta sexta-feira, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações e Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios,Telecomunicações, Media e Serviços, poderá eventualmente, suscitar “perturbações na normal distribuição de correio e encomendas”, realçando, no entanto, que tudo fará “para garantir o mínimo de perturbação nos seus serviços”.

“Os CTT prepararam, como habitualmente, um plano de contingência para minimizar eventuais impactos sentidos na operação. Este inclui a antecipação da distribuição para o feriado – véspera do dia da greve – bem como a mobilização de meios no sábado seguinte, quando tal se justifique para recuperar de eventuais atrasos”, lê-se no comunicado que escalrache que os CTT respeitam a greve anunciada, criticando, no entanto, as datas escolhidas para a greve geral.

“Os CTT respeitam o direito à greve, previsto na Constituição da República portuguesa, um direito inalienável na forma de expressão dos colaboradores. Contudo, os CTT não podem deixar de estranhar e repudiar as datas escolhidas pelas organizações representativas dos trabalhadores para a sua realização, numa semana com um feriado – como já tinha acontecido em greves gerais anteriores”, sustenta a empresa que “condena e lamenta veementemente a greve convocada para o dia 17 de junho (sexta-feira após um feriado e antes do fim de semana) e repudiam as razões para a sua realização”.

Os CTT relembram, no mesmo comunicado, que foi iniciado pela partes um processo negocial de concertação para chegarem a um acordo salarial.

“As partes, encetaram como sempre o fazem todos anos, um processo negocial de concertação para chegarem a um acordo salarial. Nestas reuniões, esteve sempre presente o diálogo construtivo na tentativa de chegar a um acordo, não tendo, porém, sido possível chegar ao desejado entendimento. Não podem, assim, os CTT aceitar que digam ter havido falta de diálogo de negociação com os sindicatos, quando existiu um processo de negociação tendo em vista o acordo entre as partes”.

Os CTT destacam, ainda, que “de modo a não prejudicar os seus trabalhadores, vão avançar com um aumento mínimo de 7,5 euros para os trabalhadores da empresa com os salários mensais mais baixos”.

“Assim, os CTT, como é público, de modo a não prejudicar os seus trabalhadores, vão avançar com um aumento mínimo de 7,5 euros para os trabalhadores da empresa com os salários mensais mais baixos, no âmbito do Acordo de Empresa atualmente em vigor”.

“ Este aumento de 7,5 euros vai ser aplicado aos trabalhadores com remuneração base mensal compreendida entre 705,01 euros e 2.853,17 euros a 31 de dezembro de 2021. Além disso, aos colaboradores que foram abrangidos pela evolução do Salário Mínimo Nacional aplicado a partir de 1 janeiro 2022, é assegurado um aumento mínimo de 7,5 euros, face à remuneração base mensal que auferiam à data de 31 dezembro 2021”, esclarece a empresa.


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