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(C/VÍDEO) 16.ª edição da feira dos Doces Conventuais de Amarante decorre até 15 de Maio

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Amarante acolhe este fim-de-semana a 16.ª edição da feira dos Doces Conventuais de Amarante, uma iniciativa que decorre nos Claustros da Igreja de São Gonçalo e no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso., num evento promovido Associação Empresarial de Amarante que conta com a parceria da autarquia local.

O presidente da Associação Empresarial de Amarante, Bruno Costa, destacou, em declarações ao Novum Canal, o facto deste evento voltar a assinalar-se já com a presença física do público, após três anos de interregno devido à crise sanitária.

“Estamos a falar de um evento ímpar, que teve sempre muita adesão ao longos destes anos”, disse, salientando que  o evento conta, este ano, com 24 expositores, estando presente mais de uma dezena de concelhos do país.

Além dos doces, a edição deste ano integra os vinhos verdes do concelho de Amarante, cerveja artesanal e licores de vários pontos do país.

 “Foi possível agregar um pouco daquilo que é a melhor da doçaria conventual do país. Deixo um apelo para que as pessoas visitem este fim-de-semana Amarante e degustem a melhor doçaria de Amarante, usufruam dos espetáculos de música, de dança”, expressou, relevando a importância  da doçaria conventual para o concelho de Amarante, para a promoção do turismo e da sua economia local.

“Existem cinco doces conventuais em Amarante que dão uma visibilidade crescente ao município. Urge certificar estes produtos para que o consumidor assim que adquire estes produtos fique a saber que estão de acordo com as receitas originais. Há muitos anos que estamos a tentar fazer a certificação, não tem sido possível obter essa mesma certificação, mas posso adiantar que o processo está muito avançado e penso que nos próximos meses os doceiros irão começar a apresentar o selo de doce certificado”, avançou, reiterando que Amarante é uma cidade com gastromania, património e com doces únicos.

Fotografia: Câmara de Amarante

O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, relevou a importância deste certame para o território.

“A doçaria é um verdadeiro património nacional e este tipo de produtos está associado a tudo o que tem a ver com monumentos, a arte, com a cultura, a questão religiosa. Os doces conventuais estão associados à nossa cultura, à nossa matriz identitária, e, por isso, é que é tão importante que possamos acarinhar aqueles que mantêm vivas estas tradições, sobretudo, se tivermos em conta que este evento esteve sem se realizar nos últimos dois anos. Quero dar os parabéns à Associação Empresarial de Amarante que conseguiu retomar este evento que dinamiza a economia e potencia o património material e imaterial”, avisou.

O chefe do executivo amarantino relevou, ainda, a parceria entre a Associação Empresarial de Amarante e a autarquia local, confirmando a importância das redes para a valorização e dinamização das economias e dos seus produtos, assim como dos territórios.

“Não vale a pena pensarmos que sozinhos conseguimos ir a qualquer lado. As redes locais, regionais e as redes nacionais são determinantes e Portugal é um bocado avesso às redes, mas temos de mudar e avançar para tempos novos e perceber que temos de criar laços, elos para que a cadeia possa ganhar músculo, uma outra capacidade de intervenção”, afiançou.

Fotografia: Câmara de Amarante

José Luís Gaspar defendeu a certificação dos doces conventuais como um passo decisivo para a afirmação destes produtos quer no contexto local, acional e até internacional.

“A certificação é determinante não por causa do carimbo, mas simplesmente porque garante e atesta a qualidade do produto. Para quem conhece estes produtos sabe que já dispomos deste saber fazer, mas para quem  não conhece estes produtos, para quem vem de fora, é fundamental que tenha a perceção de que o que estamos a fazer é bem-feito”, avançou, apontando como exemplo da importância das redes, o acordo que a autarquia fez quer com a Associação Empresarial de Amarante, quer com Vila Meã, na questão do comércio local, do comércio digital, com a candidatura dos bairros digitais.

“Isto só faz sentido se formos capazes de associar quem está no terreno e a câmara municipal que dispõe de outras ferramentas, tem recursos humanos e técnicos e financeiros para poder dar corpo àquilo que é a vontade de mudar de toda uma cidade e que precisa disto”, atalhou, garantindo que a Amarante além do património, da sua cultura, beneficia de um paisagem natural única, as serras do Marão e da Aboboreira, e de uma gastronomia que vale a pena conhecer e degustar.


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