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Artigo de Opinião | O prazer da leitura

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A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional.” Umberto Eco

Ler é descobrir. Ler é fruir de um mundo que se curva a nossos pés.
Somos feitos de atitudes, comportamentos, hábitos e construtos sociais. As multidimensões da nossa vida concorrem para um fim comum, o nosso bem-estar e a comunhão de esforços na comunidade onde nos inserimos.
Somos mais capazes quanto mais “mundo” e experiências colecionarmos. O nosso acervo de vida é composto por um conjunto incomensurável de sinapses familiares, sociais, profissionais, culturais e económicas servindo de referências para a identificação que fazemos dos outros e dos espaços onde nos inserimos.
Pareço estar a tergiversar em relação ao tema, todavia, a leitura é o húmus, a matéria invisível que nos alimenta nesta tarefa hercúlea que é viver e procurar o nosso bem-estar.

O prazer de ler consubstancia-se no poder da descoberta, da inesgotável curiosidade que nutrimos, na vontade permanente de transformarmos o nosso mundo, alimentando-o de sonhos, esperanças e sobretudo conhecimento.
Cada leitura é um caminho novo que decidimos empreender na nossa vida, levando-nos a lugares que jamais sonhámos em visitar, abrindo horizontes e iluminando as nossas “trevas” da preguiça e procrastinação.
As prosas, poesias, ensaios, bibliografias, contos, narrativas, peças jornalistas, narrativas que lemos são instrumentos permanentes de mudança, sejam pela positiva (identificamo-nos e assumimos que deveremos assumir novo rumo) ou negativas (percebemos que existe outras “realidades” mas estamos convencidos que não é isso que procuramos).
Permite-nos sonhar, projetando-nos para mundividências distintas, experimentando novas matizes, geografias, cores, sons, paladares, tatos, cheiros, tudo sem saírmos do mesmo lugar e com ausência de esforço físico ou financeiro.
Encorpa a principal fonte de conhecimento, onde extraímos novos saberes e saber-fazer, que nos reforça a capacidade crítica e nos alavanca para o exercício de uma verdadeira e plena cidadania ativa, onde a nossa voz será mais ouvida por estar cosida por linhas de inteligência e sabedoria.

Fico triste por ter que concordar com Nelson Mandela, ex-Presidente da África do Sul quando sobre a falta de leitura dizia:
“Hoje, uma das tristes realidades é que pouquíssimas pessoas, em especial jovens, lêem livros. A menos que encontremos formas imaginativas de resolver esse problema, as futuras gerações arriscam-se a perder a sua história.”
Espero que este texto contribua para inverter esta afirmação.
Um bom livro é um carrocel de emoções que todos, por obrigação, deveriam experienciar!

Por: Paulo Lopes, Diretor Geral do Novum Canal


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