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Apresentada Comissão Sub-regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa

(C/VÍDEO) Apresentada Comissão Sub-regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa

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A nova comissão Sub-regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa foi, esta segunda-feira, apresentada, no auditório do Museu Municipal de Penafiel, em cerimónia que contou com a presença do presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM Tâmega e Sousa), Pedro Machado, e de vários atores e agentes ligados à proteção civil e à problemática dos fogos rurais.

A CIM Tâmega e Sousa destaca, em comunicado que o “Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) prevê quatro níveis territoriais de desenvolvimento, um dos quais o sub-regional, no âmbito das NUT III, como é o caso do Tâmega e Sousa”, salientando que a “governança do SGIFR é realizada através de comissões de gestão integrada de fogos rurais, cabendo a esta CIM a função de presidir à Comissão Sub-regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa”.

Aos jornalistas, o responsável pela CIM Tâmega e Sousa e presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, destacou que  o novo modelo vai de encontro às necessidades da região em matéria da prevenção e tudo aquilo que é a problemática dos fogos rurais.

“Efetivamente, a região tinha um modelo mais local e mais municipal, naturalmente que existia, na mesma um plano distrital, mas esse plano era mais uma soma de parcelas e não propriamente um conjunto, obedecia a uma outra lógica. Agora, o que se pretende é que haja orientações nacionais e que haja respostas que sejam planeadas e concertadas a nível regional e a nível sub-regional, para além depois das abordagens mais locais, ao nível municipal. Se pensarmos, por exemplo, nos investimentos que vão ter de ser elencados, existem investimentos que devem ter uma lógica supramunicipal e daí a importância de planearmos isto a uma escala NUT II e NUT III”, disse, salientando que será, também, importante verter tudo isto para os instrumentos financeiros.

“Haverá recursos também para o efeito e naturalmente que esses investimentos e essas necessidades têm de ser planeadas, tendo em vista esta lógica sub-regional  e regional”, concretizou, confirmando que as comissões sub-regionais tem de seguir uma lógica integrada.

“Não estaremos a falar apenas do combate, pretende-se intervir, também, ao nível da valorização do território, valorização da floresta, dos recursos endógenos, atividades económicas, porque para prevenir os fogos temos de ter ocupação equilibrada do território. Naturalmente que o combate será sempre importante. Ainda recentemente reuniu com a corporação de bombeiros do meu concelho que me deu nota que uma das necessidades com que se depara é a de um centro de treinos que pode ser construído numa escala diferente, não apenas a pensar nos Bombeiros de Lousada, mas que sirva outras corporações de outros concelhos. É por aqui que queremos ir porque o país não abunda em recursos e temos de ser capazes de implementar uma lógica sub-regional e a CIM do Tâmega e Sousa é a entidade capaz para conseguir fomentar essa articulação”, concretizou.

Pedro Machado manifestou, por outro lado, que  os atores e os vários agentes ligados à proteção civil  e outros têm de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para melhorar a prevenção e o combate.

“Naturalmente que ninguém pode afirmar que o cenário A ou B não se irá repetir, temos é de fazer  tudo o que estiver ao nosso alcance para que isso não volte acontecer”, afirmou, confirmando a necessidade de potenciar a valorizar o território, os seus recursos endógenos, criar incentivos para atividades económicas de valorização da agricultura e da floresta.

“Este modelo promove uma lógica integrada de tudo aquilo que influência os fogos florestais e na resposta dos meios, promove uma articulação regional e sub-regional”, atalhou.  

Falando das comissões sub-regionais, o engenheiro Paulo Mateus, da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais disse trata-se de uma nova “forma de governança que veio valorizar as sub-regiões, de acordo com os limites das NUT III, precisamente pela importância da existência de uma gestão integrada por sub-região na problemática dos fogos rurais”.

 “Estamos a falar de um novo edifício de programação, de planeamento, de governança, de nos articularmos todos, seja ao nível nacional, regional, seja ao nível sub-regional e ao nível municipal. O modelo de planeamento é um modelo integrado, holístico, que considera todas as entidades como importantes e têm de fazer o seu trabalho para que tudo funcione”, expressou, sublinhando que o modelo tem vasos comunicantes entre o nível nacional, regional, sub-regional e municipal.

“É um modelo de planeamento construído de forma integrada que considera as necessidades e as expetativas no nível local, dos territórios”, acrescentou, mostrando-se otimista de que este é modelo que melhor serve as regiões e os territórios.

“Iremos ter todos os atores e agentes a trabalhar no mesmo sentido, é, também, um modelo que tem em linha de conta as necessidades dos próprios territórios, naturalmente que o resultado desta programação terá de ser mais eficiente”, sustentou.

Refira-se que esta comissão é um “órgão de coordenação que tem como missão a execução da estratégia de gestão integrada de fogos rurais, a articulação dos programas de gestão do fogo rural e de proteção das comunidades contra incêndios rurais, assim como programas conexos de entidades públicas e privadas e o respetivo planeamento à escala sub-regional”.


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