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Castelo de Paiva: Projeto do Centro Sol Nascente quer dar mais vida à comunidade do Couto Mineiro
Fotografia: Centro Sol Nascente

(C/VÍDEO) Castelo de Paiva: Projeto do Centro Sol Nascente quer dar mais vida à comunidade do Couto Mineiro

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Dar mais vida às aldeias isoladas do Couto Mineiro, em Castelo de Paiva, através de um vasto conjunto de atividades é o objetivo do projeto “Ó Bizinha anda cá ver isto!”,  do Centro Sol Nascente, iniciativa que está integrada no Programa Nacional Bairros Saudáveis.

André Maria, colaborador e coordenador do Centro Sol Nascente, que esteve na programação do projeto Bairros Saudáveis, destacou, em declarações ao Novum Canal, que o projeto conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Raiva, Pedorido e Paraíso e o município de Castelo de Paiva, partiu de uma análise do território, tendo como preocupação última dinamizar, em diferentes níveis, a comunidade do Couto Mineiro e Pejão, que  abrange as três freguesias da Raiva, Pedorido e Paraíso.

“A base do projeto é o contacto no terreno com a população e é a partir daí que a comunidade é integrada nas nossas atividades. Todas as iniciativas foram pensadas para resolver problemas diagnosticados por nós ao longo dos nossos 24 anos de associativismo junto da comunidade, e estão a ser integradas várias entidades parceiras, que fortalecem o projeto”, disse, salientando que o projeto pretende “ouvir as pessoas, eternizar memórias, melhorar o acesso à saúde, valorizar a figura do vizinho”.

 “O centro Sol Nascente está em atividade há 25 anos e tem um vasto historial  do território e foi fácil fazer esse diagnóstico, até pelo conhecimento que temos do mesmo. Pretendemos intervir em vários eixos, a nível social, económico, a nível de saúde,  a nível ambiental e iremos também impacto na arte, na cultura, no desporto e também no turismo”, frisou, adiantando que no âmbito deste projeto estão previstas várias atividades.

Fotografia: Centro Sol Nascente

No domínio da saúde está prevista a realização de rastreios como eletrocardiogramas, medir as tensões, o nível de colesterol, glicémia.

“Na área da saúde, as atenções, neste momento, estão direcionadas para a área da Covid-19, mas existem outros problemas que também carecem de uma resposta. Para fazer este trabalho, iremos contar com dois técnicos que vão estar no terreno para conhecer a realidade. Com base nesses contactos iremos fazer rasteiros semanais e realizar atividades físicas que vão ser feitas de forma semanal, tentar perceber se os mais idosos necessitam de alguma medicação, entre outras”, frisou.

No domínio do ambiente, está prevista a realização de uma ação de reflorestação de São Domingos, em abril, no primeiro fim-de-semana de abril, numa ação simbólica para a comunidade, integrando uma missa campal no final.

Na área das minas do Couto Mineiro e Pejão, André Maria assumiu que será realizado um levantamento das memórias deste importante espólio e património que existe no concelho.

“Vamos contactar as pessoas que trabalharam nas minas, que são os últimos guardiões desse tempo e com a ajuda da RCAF – Associação Recreativa Cultural e Ambiental de Folgoso e o grupo de dinamização de Pedorido vamos aos lares, contactar essas pessoas, fazer gravações que se vão transformar num podcast e num livro”, acrescentou.

“Vamos fazer uma rota cultural dos fontanários, queremos fazer pinturas artísticas com retratos do tempo do Couto Mineiro Pejão. Queremos fazer oficinais artesanais, elementos que fazem parte do Couto Mineiro Pejão. Existem vários elementos que iremos representar”, disse, realçando que irá ser promovida uma estufa com uma horta comunitária relacionada com cultivos alternativos.

André Maria referiu, que no âmbito do projeto, irá ser criada a atividade Midões Peixes do Rio, uma vez que esta zona está sedeada próximo de Midões, um cais do Rio Douro, sendo objetivo transformar peixe num prato gastronómico para atrair mais pessoas ao concelho.

André Maria esclareceu, ainda, que o projeto tem a duração de cerca de um ano, que contam com o apoio da comunidade.

“O grande destaque deste programa tem a ver com proximidade, vamos contar com o apoio das associações, teremos atividades na rua, junto das habitações de cada um-“, expressou, garantindo que sem o envolvimento da comunidade, a implementação das atividades que estão previstas não fazem qualquer sentido.

Refira-se que as 13 medidas que integram o “Ó (B)izinha Andá Cá Ver Isto!” foram apresentadas no dia 22 de dezembro de 2021, ao CLAS – Conselho Local de Ação Social de Castelo de Paiva, que integra 50 Entidades públicas e privadas que constituem a Rede Social de Castelo de Paiva.

O projeto conta com o financiamento do Programa Nacional Bairros Saudáveis e irá abranger cerca de  duas mil pessoas.


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