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(C/ VÍDEO) Agrupamento de Escolas de Vilela recebem iniciativa de sensibilização para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

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O Agrupamento de Escolas de Vilela recebeu, esta sexta-feira, uma iniciativa de sensibilização integrada no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, cuja data tem como objetivos “a motivação, defesa da dignidade dos direitos e bem-estar, para que se crie um mundo mais inclusivo para as pessoas com deficiência física ou mental”.

No âmbito desta efeméride a Associação Mães², em conjunto com a Associação Salvador, levaram ao Agrupamento de Escolas de Vilela, uma iniciativa para sensibilizar os alunos sobre esta temática.

Amândio Santos, diretor de comunicação da Associação Mães², referiu que esta ação decorreu em dois estabelecimentos, na Secundária de Vilela, Paredes e na Secundária de Felgueiras, no âmbito do programa CER + que iniciou em novembro de 2019 e irá decorrer até novembro de 2022 e que aborda temas relacionados com os direitos humanos, a igualdade de género, o fair-play no desporto a violência no namoro e a integração dos cidadãos portadores de deficiência.

 “Enquanto associação Mães² só poderemos estar satisfeitos porque as duas ações que decorreram nos dois estabelecimentos de ensino foram um sucesso e permitiu-nos veicular a mensagem que estas questões não podem ser balizadas, isto é, as questões relacionadas com as mães não pertencem só às mães, as questões relacionadas com deficiência não pertencem apenas aos portadores de deficiência ou a quem deles cuida, assim como as questões relacionadas com a igualdade de género, o fair play a igualdade no desporto são temas que dizem respeito a toda a sociedade. É fundamental quando estamos a falar no futuro, sensibilizá-los para questões que são fraturantes. Temas como a integração das pessoas com deficiência já deveriam estar ultrapassados. Apesar disso, Portugal tem dado passos significativos nesta matéria, mas é fundamental trabalhar estas ações”, disse, realçando que a associação irá trabalhar já no próximo ano, também, na Secundária de Vilela, outros temas relacionados com as problemáticas anunciadas.

Amândio Santos confirmou que a melhor forma de combatermos a única deficiência que ainda existe é combatermos a deficiência da ignorância.

“Temos de a combater para que não haja mais cidadãos não integrados e possamos ser mais mães e pais ao quadrado”, acrescentou.

Célia Queirós, da Secundária de Vilela, relevou a importância desta data, salientando que a Secundária de Vilela é um estabelecimento inclusivo.

“Faz todo o sentido apostar nestas questões, da necessidade e da importância das acessibilidades”, adiantou, relevando a adesão dos alunos, a importância que os discentes conferiram a testemunho de Cristiano Magalhães, da Associação Salvador, e às atividades que este consegue fazer.

“Estar numa cadeira não impossibilita que se façam inúmeras coisas”, concretizou, sustentando que a escola tem alunos com deficiência motora, sendo que a vivência desta realidade permite aos alunos ter uma perceção e um enquadramento diferente desta problemática.

Célia Queirós relevou, ainda, o facto da escola dispor de condições de acessibilidade, é uma escola inclusiva, integra em vários equipamentos como rampas, dispõe de um elevador, para que os alunos com esta problemática consigam aceder a estes espaços, serviços e equipamentos.

“Temos um funcionário na biblioteca que tem dificuldades de mobilidade e criamos condições para que possa estar aqui a trabalhar. Tentamos criar condições para que todos possam usufruir dos nossos espaços”, atalhou.

Cristiano Magalhães, embaixador da Associação Salvador, recordou que conhece a associação há vários anos e tem já uma longa história de colaboração com a instituição no sentido de pugnar pelos direitos das pessoas portadores de deficiência.

“Esta ação em Vilela foi gratificante. Percebi o interesse dos diferentes públicos. Espero que o amanhã seja impactante naquilo que são as reivindicações dos cidadãos e do papel que venham a assumir nesta questão e noutras”, disse, sublinhando que a sociedade caminha para ser mais instruída.

“As leis, as acessibilidades ainda não são uma realidade. Não existe quem fiscalize de forma eficiente para que a lei seja cumprida. A última lei de 2007 estabelecida que muitos edifícios fossem acessíveis no prazo de dez anos e há muitos edifícios que não cumprem a lei”, manifestou, relembrado que o Estado tem de dar o exemplo e fiscalizar os privados que não cumprem.

“Em Portugal sou o referenciador de cemitérios porque existem muitos que não são acessíveis”, precisou ainda, admitindo que urge sermos reivindicativos e ativos, lutando pelo cumprimento desses direitos, sem medos.


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