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Castelo de Paiva: Exposição “Rabão Carvoeiro - Um Barco Paivense” patente ao público até final do corrente mês
Fotografia: Câmara de Castelo de Paiva

Castelo de Paiva: Exposição “Rabão Carvoeiro – Um Barco Paivense” patente ao público até final do mês

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O “ Movimento Cidadãos do Mundo “, com o apoio do município de Castelo de Paiva e do Centro Sol Nascente, realizaram, no espaço do Centro de Interpretação da Cultura Local, no Largo do Conde, a cerimónia de inauguração da exposição denominada “Rabão Carvoeiro – Um Barco Paivense”, que estará patente ao público até ao final do corrente mês.

A autarquia paivense destaca a iniciativa teve como objetivos “divulgar a importância que teve na região duriense o Barco Rabão Carvoeiro e dos seus barqueiros, enquanto símbolos emblemáticos do património mineiro e da própria cultural paivense, assumindo-se esta iniciativa como uma jornada de homenagem e evocação desta memória histórica do concelho de Castelo de Paiva”.

Citado em comunicado, Luís Moreira, pelo Movimento Cidadãos do Mundo, recordou que estas causas culturais devem ser sempre valorizadas, para que a memória não se perca, destacando a “epopeia da Esquadra Negra e a importância que teve na economia mineira”.

Fotografia: Câmara de Castelo de Paiva

Luís Moreira realçou que esta exposição procura resgatar “das águas turvas esta embarcação tipicamente paivense e merece um lugar de honra na história de Castelo de Paiva”, enaltecendo a atribuição da denominação “Rabões da Esquadra Negra a uma rua de Pedorido, no Couto Mineiro do Pejão”.

Luís Moreira recordou a presença do antigo barqueiro de Rabões Carvoeiros, “representante de todos os barqueiros que outrora trabalharam na difícil tarefa do transporte fluvial no Rio Douro, e do escritor Manuel Araújo da Cunha, cuja escrita evidencia uma grande riqueza cultural”.

Luís Moreira desejou que a exposição possa ser visitada e ajudar a perceber a grandeza desta embarcação e o trabalho duro desta gente, no contexto de que o “Rio Douro foi desde sempre utilizado para a comunicação entre os povos da sua bacia, com muitas e variadas dificuldades na sua navegação comercial”.   

O ex-barqueiro António Martins Monteiro contou a “história desta atividade fluvial e episódios de uma vida dura e sofrida a bordo dos barcos rabões do transporte de carvão das Minas do Pejão”.

O ex-barqueiro relembrou as “dificuldades e técnicas de navegação, para levar as cargas inteiras até à cidade do Porto, evitando-se os riscos de um rio nem sempre calmo, para as estas embarcações que chegavam a carregar entre 50 a 100 toneladas de antracite”.

Manuel Araújo da Cunha, que soma a edição de nove livros ligados à temática da história do Douro, relembrou os “laços de amizade que o ligam a Castelo de Paiva”, abordando “a epopeia da exploração carbonífera do Pejão, bem como da aventura que era o transporte do carvão para a cidade do Porto, nestas possantes embarcações de fabrico artesanal, evidenciando que a indústria extrativa chegou a mobilizar nesta região mais de 2000 pessoas”.

A vereadora do pelouro da Cultura, Liliana Vieira, enalteceu a “grande labuta que foi a exploração carbonífera, num passado que importa revelar e não deixar no esquecimento”. .

O presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, José Rocha, reafirmou que a cultura não pode continuar a ser o “parente pobre da atividade autárquica, e que juntamente com a história, devem andar de mãos dadas, porque o conhecimento da história revela muito do que somos enquanto povo”.

 José Rocha relevou a importância da promoção turística na valorização do concelho, defendendo o interesse de “criar dinâmicas promocionais ligadas à história das minas, concordando que “não saber rentabilizar esses atributos e potencialidades de valorização do território seria imperdoável”. 

O programa integrou um momento musical, a cargo do quarteto de saxofones da Banda dos Mineiros do Pejão.


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