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GNR lançam repto às gerações mais novas para preservarem planeta

(C/VÍDEO) GNR lançam repto às gerações mais novas para preservarem planeta

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O vocalista dos GNR, Rui Reininho, que,  esta manhã, esteve na Escola Secundária de Amarante, acompanhado por Tóli César Machado e Jorge Romão, no âmbito do Dia da Floresta Autóctone, que se assinala esta terça-feira, deixou um repto às gerações mais novas para que contribuam, com o seu exemplo e as suas práticas, para um planeta mais saudável e sustentável.

“É um privilégio estarmos vivos e a respirar independentemente dos disparates que se continuam a fazer com consequências nefastas para o ambiente e para o nosso planeta. Somos uma pequena semente neste processo todo planetário e temos todos de lutar no sentido de garantir a sustentabilidade dos recursos e do próprio planeta”, frisou, fazendo um apelo para que os mais novos possam com o seu exemplo contribuir para fomentar novas práticas ambientais mais sustentáveis que contribuam para a salvaguarda e preservação dos recursos naturais.

“Continuam-se a cometer erros, mesmos em termos energéticos. Há que começar a corrigi-los”, expressou, admitindo que hoje há uma maior consciencialização para as questões ambientais, mas, também, uma “maior hipocrisia”.

 “Já não consigo esperar pelo ano de 2050”, disse.

Jorge Romão alinhou, também, pela mesmo diapasão quanto à salvaguarda que urge fazer dos recursos naturais e ao papel que os mais novos têm, cada vez mais, na implementação e disseminação de boas práticas que zelem pelo nosso futuro.

 “A mensagem que lhes deixo é que não cometam os mesmos erros que outras gerações cometeram”, atalhou, sustentando que também nestas questões os negacionistas fazem-se sentir pela negativa.

“Relativizam as alterações climáticas”, concordou, mostrando-se preocupado face à proliferação do plástico, com consequências gritantes para o meio ambiente.

GNR lançam repto às gerações mais novas para preservarem planeta

Tóli César Machado destacou, por seu turno, que a própria crise energética que estamos a viver é, também, uma outra forma de chamar a atenção para o próprio conforto das pessoas e das comunidades.

“É vital envolver as pessoas nestas coisas, chamá-las à responsabilidade e só aprendem, infelizmente, quando as outras coisas começam a falhar”, adiantou.

Sobre os 41 anos da banda GNR, Rui Reininho relembrou que o grupo é uma banda autóctone, com raízes em muitos concelhos da região, confirmando que o concelho de Amarante foi um dos roteiros que fez parte do crescimento do grupo.

“Recordo-me de dois concertos que fizemos, um numa passagem de ano, com muito frio, e um outro, no campo do Amarante FC, com imenso calor. É isso que também queremos para as nossas vidas, esses extremos desde que sejam naturais”, sublinhando que os temas baseados na natureza sempre serviram de inspiração e estiveram presentes no seu repertório.

“As dunas, recordo-me agora, goste-se ou não dos passadiços, e das inovações que são feitas na orla marítima, mas verifico que hoje há um cuidado que não existia naquela altura. Por outro lado,  verifico, também, que a nossa costa já não é a mesma. O mar avança e os vulcões continuam a avisar-nos que não somos só nós”, acrescentou.

Ana Cristina Santos, diretora da Escola Secundária de Amarante, admitiu que este foi um dia especial para a escola que hoje promoveu várias atividades.

“Este foi sem dúvida um dia especial para a comunidade educativa e para a comunidade escolar rumo ao objetivo da sustentabilidade, sendo nosso objetivo alterar atitudes e comportamentos pela quantidade de espécies autóctones que já temos na escola e outras que iremos adquirir e que podem ser alvo de uma visita. Queremos que estas práticas façam refletir os nossos alunos, consigam, com o seu exemplo, influenciar os pais e seus agregados, rumo à tão desejada alteração de comportamentos. Temos alunos do terceiro ciclo ao secundário e a palavra de ordem é o ambiente”, confessou.

A diretora da Secundária de Amarante confirmou que, atualmente, existe uma maior consciencialização por parte da comunidade escolar para estes temas.

“A comunidade escolar e educativa têm já uma maior consciência da importância do meio ambiente e da necessidade de o preservar e salvaguardar e essa importância tem sido visível também neste estabelecimento de ensino que arrecadou mais um galardão eco escolas. Isso é sinónimo que de facto há preocupação em desenvolver atividades rumo ao desenvolvimento sustentável. Referir que também ganhamos o selo de escola saudável. Iremos ter, seguramente, mais distinções porque o ambiente é, neste estabelecimento, uma temática recorrente. É preciso mudar mentalidades e acredito que iremos conseguir fazê-lo com tempo, determinação e vontade”.

A diretora da Secundária de Amarante enalteceu, também, o trabalho dos parceiros, na implementação de atividades que têm como metas a valorização dos recursos, a disseminação das boas práticas ambientais e a maior consciencialização para estes temas junto da comunidade.

“Os parceiros da escola também são de excelência e temos boas relações quer com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), quer com a Câmara de Amarante. No que toca ao ICNF estiveram sempre connosco nas atividades, algumas das temáticas foram inclusive iniciativa deles, colaborando e ajudando-nos a agir localmente na questão do ambiente”, frisou.

O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, relevou a importância desta data na salvaguarda do nosso ecossistema, recordando que desde o último sábado que o município tem vindo a promover várias atividades junto da comunidade.

“Hoje é um dia especial, com uns padrinhos especiais, numa data que remete para a necessidade de salvaguardar o planeta, os nossos recursos e fomentar um maior respeito pelo ambiente”, confessou, concordando que cabe aos mais jovens assumirem, também, um maior protagonismo na defesa dos nossos ecossistemas.

“Os jovens são o futuro. Temos responsabilidades para promover a diferença, mas os jovens têm de dar passos certos no caminho da sustentabilidade ambiental. A poluição mata sete milhões de pessoas por ano. Em Portugal morrem cinco mil pessoas por causa da poluição. É dramático e é preciso parar com esta realidade e fazermos algo diferente. Existe uma preocupação a nível global, pena é que alguns continentes ainda não respeitem isso”, admitiu, salientando que é necessário haver uma maior vontade política.

“Portugal tem dado o seu contributo, mas esta é uma questão que requer o envolvimento de todos. Há muitos países que não respeitam a questão ambiental e espero que haja uma maior consciencialização da importância que temos todos para a preservação do todo”, expressou, reiterando que Amarante ao longo destes anos tem vindo a plantar milhares de árvores.

“Estamos a fazer dois trilhos junto ao rio Tâmega, estamos a plantar milhares de árvores, estamos a reflorestar, estamos a trabalhar no novo povoamento das nossas espécies autóctones”, asseverou.

Falando do Parque Florestal de Amarante, José Luís Gaspar confirmou que esteve recentemente, em Lisboa, com o ministro do Ambiente, salientando estar expectante que no próximo ano as coisas possam encaminhar-se no sentido da sua resolução.

“A questão de ser propriedade ou tutela da câmara municipal ou do ICNF, o que interessa é que possa cumprir o propósito quando o António Orlando Cerqueira comprou aquela quinta para aí fazer aquele belo parque. Sei que existe uma preocupação. O município de Amarante tem um projeto para a reabilitação, mobiliário urbano, iluminação e o asseio, substituindo as árvores que estão em mau estado. Acredito que no próximo ano possa haver novidades. Continuamos empenhados que aquele parque volte a ter vida e sei que o ICNF também tem vontade que isso aconteça”, assumiu.

O chefe do executivo amarantino relevou, por outro lado, o trabalho que está a ser realizado no âmbito do turismo natureza.

“Amarante é um concelho muito procurado, os alojamentos locais estão cheios porque as pessoas procuram lugares diferentes, mais amigos do ambiente. Amarante tem uma área de 302 quilómetros, 600 quilómetros de cursos de água, os rios menos poluídos da Europa e tudo isto faz com que o turismo, a floresta façam um casamento perfeito. Iremos avançar com 100 quilómetros de trilhos naturais na Serra do Marão, ligando equipamentos, coisas seculares que estamos a recuperar, permitindo que quem nos procura usufrua com o património, a criatividade e o ambiente”, adiantou.

Sandra Sarmento, diretora regional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), referiu que celebrar o Dia da Floresta Autóctone é celebrar o património natural, a floresta nativa.

“Quando falamos em floresta falamos em biodiversidade, em regulação do ciclo da água, estabilização do solo, produção da madeira, fruição e no lazer. A sua celebração assume uma importância vital. Ao unirmos a questão ambiental, com a vertente artística e cultural é do maior simbolismo. Os jovens são um veículo na consciencialização ambiental. Temos de trabalhar com eles um futuro mais verde e mais sustentável”, concretizou.

Inês Fonseca, aluna do 11.º ano de escolaridade, da área de informática, reconheceu que esta é uma data fundamental para a comunidade escolar, mas também para a comunidade, no seu conjunto, que promove a importância da floresta e da árvore, mas, também, uma maior consciencialização para as questões ambientais e para a necessidade de todos contribuirmos para a salvaguarda dos ecossistemas.

“Estamos a falar de uma responsabilidade coletiva. Cada vez mais verifico que há um maior problema com as questões ambientais, não existe um planeta B e torna-se urgente salvaguardarmos os recursos e atuar já”.

Hélder Barros, aluno do 11.º ano de escolaridade, relevou a necessidade da comunidade interiorizar em definitivo a importância de preservarem os recursos e contribuírem para um futuro mais sustentável.

Para assinalar o Dia da Floresta Autóctone, a banda de Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão apadrinhou esta plantação, numa altura em que se prepara para dar início às celebrações dos seus 40+1 anos de carreira.

A iniciativa enquadrou-se na estratégia de promoção e conservação do Campus Escolar e pretendeu, também, sensibilizar para a proteção e conservação da natureza e da biodiversidade..

Recorde-se que em 2019 foram os Blind Zero a apadrinhar a plantação de uma árvore Freixo Duarte D´Armas na Escola Secundária de Amarante.


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