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O hóquei patinado e o futuro da modalidade estiveram em debate no "Hóquei em Patins Summit 21”

(C/VÍDEO) Paredes: O hóquei patinado e o futuro da modalidade estiveram em debate no “Hóquei em Patins Summit 21”

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O hóquei patinado, o futuro da modalidade e a aposta na formação foram alguns dos temas que estiveram em destaque, este sábado de manhã, no âmbito da iniciativa “Hóquei em Patins Summit 21”, promovida por um grupo de entusiastas da modalidade e que juntaram à conversa Carlos Daniel, jornalista da RTP; Rui Orlando, coordenador da Sport TV Porto, e Humberto Ferreira, jornalista do site ZeroZero.

A iniciativa contou, também, com as presenças de Miguel Dominguez, Ceo Neivasports, que apresentou a palestra “Visão Corporativa do Hóquei em Patins”, e Rui Abreu, diretor de Marketing do FC Paços de Ferreira, que abordou o tema “Comunicação em clubes de menor dimensão”.

Carlos Daniel, em declarações ao Novum Canal, assumiu que existem questões que estão relacionadas com a organização e dimensionamento da modalidade que importa analisar.

“O hóquei em patins tem de voltar a crescer e a ter importância internacional, é o grande desafio, porque do ponto de vista nacional é uma modalidade forte, tem pujança, tem os maiores clubes vinculados à competição e terras como Paredes, onde continua a ter forte implantação. Efetivamente o grande desafio é que o hóquei em patins volte a ter mais força em países como a Itália, que recupere a força que teve na Argentina e no Brasil e chegar aos países no centro da Europa, criar uma rede mais competitiva. O facto de a França estar numa final pode até ser bom para o hóquei em patins, pode deixar algum lastro e fazer com que exista mais um competidor a bom nível, que é o que faz falta ao hóquei em patins”, disse.

Carlos Daniel relevou, também, a questão do talento como sendo vital para atrair os mais novos para a experimentarem a modalidade.

“Um miúdo que se inicie numa modalidade tem sempre uma atleta de referência, quer ser como este ou aquele atleta e é isso que faz com que o miúdo jogue, claro que há influência familiar, dos amigos e da escola. O hóquei necessita disso. Cresci a ver o Cristiano, o Livramento e queria ser como eles. O hóquei é uma modalidade bonita e jogá-la é ainda melhor”, afirmou.

Questionado acerca da presença da França no Campeonato da Europa de Hóquei em Patins que termina este sábado e que decorreu durante cinco dias no Multiusos de Paredes, Carlos Daniel assumiu que a sua presença na final não deixando de ser uma surpresa, era já de alguma forma anunciada.

“Os especialistas já iam dando nota disso mesmo, de que esta França já no Campeonato do Mundo tinha mostrado ser uma equipa mais competitiva que podia surpreender e neste europeu ao vencer logo no primeiro jogo percebeu-se logo que era uma equipa a ter em conta, o jogo com Portugal é mais surpreendente ainda, porque Portugal, hoje, é mais forte. Mas no desporto não podemos ter esta fatalidade de que quando não se ganha está tudo mal. Não faz sentido. No hóquei em patins já vencemos tantas vezes pelo que faz sentido que sejamos capazes de perceber, mesmo que tenha ocorrido um jogo com a circunstância estranha, como foi o Espanha-França, se calhar, desta vez, não tinha de ser Portugal a ganhar e se for a França a vencer até pode ser uma coisa boa para o hóquei em patins”, garantiu.

Carlos Daniel relevou, também, a aposta que tem sido seguida de reabilitar vários equipamentos desportivos em Paredes, como o Multiusos e o Estádio das Laranjeiras.

“Tive sempre a opinião, pode ser relativamente controversa, que o facto de haver uma cidade desportiva num concelho como Paredes e à volta de uma cidade grande como já é Paredes, não excluía o facto de poder ser útil haver grandes modalidades a disputarem jogos no centro da cidade. Vejo com bons olhos a recuperação do pavilhão e a realização do Campeonato da Europa de Hóquei em Patins é a prova da utilidade disto e da promoção do concelho e da cidade e não tenho dúvidas que o futebol em Paredes vai beneficiar, sobretudo, da presença de adeptos, com o facto da equipa principal jogar no centro da cidade”, garantiu.

Rui Orlando afinou, também, pela mesma posição de Carlos Daniel, reconhecendo que apesar da expressão que o hóquei em patins tem já no país, necessita de ser cuidada e não pode viver fora da realidade, estando obrigado a refletir permanentemente sobre si própria e sobre a forma como deve encarar o futuro.

“Esse exercício é um exercício de responsabilidade para perceber o caminho que se deve fazer”, adiantou, salientando ser determinante entender o hóquei em patins quer na dimensão interna, quer na sua dimensão externa.

“A dimensão interna, como disse, temos de cuidar dela, somos uma potência na modalidade e temos um campeonato nacional que é dos melhores campeonatos do mundo. A este nível estamos bem. A questão é: a força que temos internacionalmente por sermos uma referência na modalidade, o que é que fazemos com ela? Se podemos ser a locomotiva, envolvendo os nosso parceiros porque sem eles e perdidos em guerras internas entre Portugal, Espanha, Argentina e Itália, o hóquei acaba por não sair deste âmbito. Ou se, pelo contrário, usamos essa vantagem que temos e podemos ser locomotiva de uma qualquer estratégia que vise uma implantação maior da modalidade. Ainda, que isso nos possa fazer perder um bocadinho de palco”, afiançou, defendendo ser vital correr alguns riscos em benefício do crescimento da modalidade.

Questionado sobre a presença da França na final, Rui Orlando confessou que o próprio selecionador nacional já teria advertido para esta possibilidade.

“Excetuando o jogo entre a França e a Espanha que foi feio, mas não é culpa do hóquei em patins, porque já aconteceu noutras modalidades, agora, e em nome do interesse da modalidade, não tenho nada a lógica da equipa e acho até que a vitória da França poderia ser um boa notícia para a modalidade”, manifestou.

Humberto Ferreira, do jornalista do site ZeroZero, alinhou, também, pelo mesmo diapasão dos dois conferencistas, assumindo que a realização destes eventos permite escalpelizar e compreender melhor a modalidade.

Humberto Ferreira avançou, ainda, que Portugal continua a ser uma potência, tem o melhor campeonato do mundo e os melhores atletas, com um modelo competitivo eficaz, o que faz com que os jogos sejam apelativos e isso acaba também por se ver na seleção nacional.

“O trabalho deve seguir este caminho e tentando agarrar os parceiros que queirem trilhar este percurso”, asseverou, manifestando não ter ficado surpreendido com a presença da seleção gaulesa na final.

“A qualidade da seleção francesa e os atletas que integra o seu conjunto é evidente, agora, surpreendeu-me mais a forma como as coisas aconteceram para estar na final e isso acaba por surpreender qualquer pessoa que acredita no desportivismo e na ética”, frisou, destacando a prestação da seleção nacional nesta prova.

“Gosto muito da seleção nacional e dos seus atletas e acho que na globalidade estiveram bem e aquilo que fizeram frente à Espanha vai ficar nos anais da modalidade”, anuiu.


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