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DGS revela tendência fortemente crescente de novos casos Covid-19 a nível nacional
Fotografia: SNS

DGS revela tendência fortemente crescente de novos casos Covid-19 a nível nacional

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O relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19 elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) que incluem  a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (R(t)), nacionais e por região de saúde, apontam para uma “com tendência fortemente crescente a nível nacional”, tendo por base o número de novos casos de infeção.

“O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 203 casos, com tendência fortemente crescente a nível nacional. As regiões do Algarve e do Centro apresentaram uma incidência superior ao limiar de 240 casos em 14 dias por 100 000 habitantes”, refere a DGS.

De acordo com a DGS, “no grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 145 casos, com tendência crescente a nível nacional”, salientando que o “R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,17) e em todas as regiões”.

O relatório confirma que a “manter esta taxa de crescimento, a nível nacional, estima-se que o limiar de 240 casos em 14 dias por 100 000 habitantes possa ser ultrapassado em menos de 15 dias”.

Fotografia: DGS

O mesmo relatório realça que o “número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência estável, correspondendo a 28% (na semana anterior foi de 25%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”, sustentando que a “nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,3% (na semana anterior foi de 3,4%), encontrando-se acima do limiar definido de 4,0%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”.

A DGS esclarece que a “proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 2,8% (na semana passada foi de 4,1%), mantendo-se abaixo do limiar de 10,0%”, esclarecendo que “nos últimos sete dias, 96% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 92% dos casos”.

O documento avança que a “variante Delta (B.1.617.2) é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100% (em atualização) dos casos avaliados na semana 44/2021 (1 a 7 de novembro) em Portugal”, sublinhando que a “mortalidade específica por COVID-19 (11,1 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência crescente. Esta taxa de mortalidade revela um impacto moderado da pandemia na mortalidade”.

O relatório observa, ainda, que a “análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade moderada, com tendência crescente a nível nacional”.

“ A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são moderados, mas com tendência crescente. O agravamento da situação epidemiológica na Europa e o aumento da intensidade epidémica em Portugal deverá condicionar um aumento do nível de alerta do sistema de saúde para aumentos de procura de cuidados de saúde no próximo mês e reforço da capacidade de isolamento e rastreamento”, lê-se no documento que a DGS partilhou no site online.


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