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IV Nyckelharpa Meeting iniciou esta sexta-feira e decorre até domingo com alguns reajustes

IV Nyckelharpa Meeting iniciou esta sexta-feira e decorre até domingo com alguns reajustes

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Iniciou esta sexta-feira e decorre até domingo, em Paredes, o IV Nyckelharpa Meeting, encontro conhecido a nível nacional e internacional e que este ano volta a sofrer alguns reajustes devido ao facto de Didier François, professor, violinista e um dos mais conceituados executantes de Nyckelharpa ter testado positivo à Covid-9.

Na apresentação que decorreu, esta sexta-feira de manhã, na Casa da Cultura, a vereadora Beatriz Meireles confirmou que de facto o instrumentista belga testou positivo, facto que levou a que a autarquia e demais elementos que integram a organização (pelo Conservatório de Música de Paredes e pelo Centro Português de Nyckelharpa (CPN)) tivessem que fazer alguns reajustes ao programa.

“O convidado principal Didier François, pessoa que iria lecionar as masterclasses e no fundo a peça-chave, o concerto final, agendado para Igreja de Gandra, testou positivo à Covid-9. Fomos informados, esta quinta-feira à noite e rapidamente tivemos de ajustar esta situação e dar conhecimento à Delegação de Saúde, sendo que o convidado está em isolamento e todos os outros que estiveram em contacto com ele vão ser testados, mas neste momento estão negativos. As masterclasses vão ser lecionadas pelo professor Sérgio Calisto, que não esteve em contacto com o instrumentista belga. Portanto, as masterclasses estão asseguradas. Já o concerto final, temos de perceber se vai ou não realizar-se atendendo ao constrangimento desta situação, mas a seu tempo, nas redes sociais do município, transmitiremos essa situação”, disse.

A vereadora realçou que, em todo o caso, que o IV Nyckelharpa Meeting é já uma referência no concelho, na região, no país e no estrangeiro, relembrando que o professor Aires Montenegro foi a pessoa que idealizou o projeto e tem contribuído para a sua afirmação.

“Foi ele que idealizou o projeto, a Câmara de Paredes abraçou a ideia, envolvemos também o Conservatório de Música de Paredes porque entendemos que a aprendizagem e o aumento do número de alunos era vital para o crescimento do mesmo. De referir que este meeting estava a crescer até que surgiu a pandemia, no ano passado o meeting decorreu online, este ano tivemos, também, que fazer alguns reajustes, mas em todo  caso é de salientar que temos vindo a ser contactados por pessoas de fora do concelho que demonstraram o seu interesse neste instrumento  e o próprio concerto final na Igreja de São Miguel de Gandra tem muitas pessoas interessadas em marcar presença. Estou convicta que vamos levar este instrumento longe e fazer de Paredes o grande berço da Nyckelharpa até porque o professor Sérgio Calisto é um dos proeminentes professores de Nyckelharpa em Portugal”, expressou.

A vereadora da Cultura assumiu, mesmo que fruto das contingências com Didier François,  o professor Sérgio Calisto vai ter um maior protagonismo na edição do “IV Paredes Nyckelharpa Meeting”.

“Como já é professor no Conservatório, a organização do evento conseguiu envolvê-lo e convencê-lo a lecionar a Nyckelharpa na instituição onde leciona”, avançou, realçando que além da presença de instrumentistas de renome, este Paredes Nyckelharpa Meeting tem tido como preocupação em formar públicos mais jovens para que o futuro do instrumento esteja assegurado.

“Já dizia Adriano Moreira de Castro, o nosso famoso brasileiro de torna-viagem da Casa da Castrália: “depois do pão é a educação” e acrescento entre parêntesis “educação não formal” que é a cultura é a primeira necessidade do povo e a cultura também não pode ser vista como dizia Sophia de Mello Breyner Andresen como algo para enfeitar. A cultura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano e para o seu crescimento, para que o ser humano se sinta completo. A aposta nas crianças é por isso, vital para o seu crescimento e compramos, inclusive, instrumentos de dimensões menores para os mais novos experimentar e também programamos masterclasses para este público de forma a envolvê-los no projeto. Para nós e para o crescimento do projeto, é fundamental criar raízes e dar frutos”, adiantou, reconhecendo que a afirmação deste projeto é um processo lento, que demora a dar resultados.

O professor Aires Montenegro lamentou a impossibilidade de Didier François estar presente nas masterclasses e até no concerto final, realçando, no entanto, a possibilidade do concerto na Igreja de São Miguel de Gandra ainda se manter de pé.

“O Sérgio Calista que é um dos mais conceituados Nyckelharpistas em Portugal, vai estar esta tarde na Casa da Cultura a conduzir as masterclasses, sendo um instrumentista já de nível elevado, reconhecido a nível internacional, que irá reunir com alguns músicos para tentar encontrar e definir um programa que se adapte de forma a possam tocar juntos e preencher o concerto, mas isso só logo, quando ele chegar, é que será combinado”, manifestou, reiterando que o professor Sérgio Calisto tem já um projeto no Conservatório de Música de Paredes e irá assumir cada vez mais um maior protagonismo na divulgação da Nyckelharp.

“Queremos implementar cursos livres. Estamos a tratar com o diretor do Conservatório, juntamento com o professor Calisto no sentido de promovermos a oficialização dos primeiros cursos de Nyckelharp. Que tenha conhecimento está apenas oficializado num conservatório na Bélgica.  Estamos a falar de um processo burocrático e lento, mas este ano queremos implementar vários cursos livres”, acrescentou, relembrando que no âmbito do projeto foram já adquiridos pequenos instrumentos para sensibilizar os mais jovens e incentivá-los a tocar.

“Queremos facultar instrumentos para os mais novos com duas filas, o que se torna mais fácil para começarem a aprender. O meu sonho é que as crianças comecem a aprender. O meu neto, por exemplo, tem nove anos e já começou a aprender, depois temos outros aprendizes com idades diferenciadas. Este é um instrumento fácil de executar pelo que quando cegarem aos quinze anos conseguem manusear o instrumento com algum à vontade. Estamos a falar de um instrumento que tem, também, uma função social  e contribuiu para a inclusão de grupos e agregados mais desfavorecidos”, atalhou, manifestando estar convicto que Paredes será, cada vez mais, a capital deste instrumento em Portugal.


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