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No Dia Europeu do Antibiótico instituições alertam para as consequências do seu uso indevido
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(C/VÍDEO) No Dia Europeu do Antibiótico instituições alertam para as consequências do seu uso indevido

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Assinala-se esta quinta-feira Dia Europeu do Antibiótico.

A Ordem dos Farmacêuticos (OF), a Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH), em articulação com a Associação Nacional das Farmácias (ANF), a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) e a Associação Portuguesa de Analistas Clínicos (APAC) associam-se às comemorações desta data alertando sensibilizando as pessoas para os riscos e cuidados da utilização indevida de antibióticos.

A data visa, também, chamar a atenção para o problema das resistências antimicrobianas.

A Ordem dos Farmacêuticos destaca, no seu site online,  que os “dados mais recentes confirmam que o número de doentes infetados por bactérias resistentes está a aumentar na União Europeia e que a resistência aos antibióticos constitui uma grave ameaça para a saúde pública”.

A instituição realça que “uso prudente dos antibióticos pode ajudar a impedir o desenvolvimento destas bactérias resistentes e a manter os antibióticos eficazes para o uso das gerações futuras”, salientando que os vários atores e agentes ligados à saúde, mas também os  decisores políticos têm o “dever de contribuir para a preservação da eficácia dos antibióticos”.

Já a Pfizer Portugal salienta que inicia esta quinta-feira e decorre até 24 de novembro, a Semana Mundial de Consciencialização Sobre o Uso de Antimicrobianos, sublinhando, em comunicado, que “1/3 dos portugueses não toma os antibióticos até ao fim do tratamento. 1/4 da população armazena-os em casa:

De acordo com a Pfizer Portugal este cenário foi “agravado pelo consumo excessivo e desnecessário de antibióticos durante a pandemia”, sustentando que “apesar de se ter registado uma evolução favorável, um terço da população portuguesa ainda toma os antibióticos de forma inadequada”.

A empresa destaca que os antibióticos “fundamentais para a prática da Medicina moderna, quando mal consumidos, os antibióticos são responsáveis pelo desenvolvimento de bactérias resistentes”, reforçando que a “manter-se esta tendência, dentro de alguns anos poderemos voltar à era pré-antibióticos, tempo em que ferimentos e infeções simples podiam causar danos consideráveis ou mesmo levar à morte, transformando procedimentos médicos de rotina em procedimentos de elevado risco”.

No Dia Europeu do Antibiótico instituições alertam para as consequências do seu uso indevido
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A campanha da Pfizer “Tome a atitude certa” além da chancela científica do GIS – Grupo de Infeção e Sépsis, conta este ano com o apoio da Ordem dos Farmacêuticos, tendo como objetivo “alertar para a utilização excessiva ou incorreta dos antimicrobianos, um comportamento que conduz ao desenvolvimento e à disseminação crescente de bactérias multirresistentes”.

““Tome a atitude certa” vai ter uma presença forte nos canais digitais, com principal foco nas redes sociais, e nas redes nacionais de mupis. Inclui-se nas celebrações da Semana Mundial de Consciencialização Sobre o Uso de Antimicrobianos, marcada para o período entre os dias 18 e 24 de novembro, e tem como público-alvo decisores políticos, administradores hospitalares, médicos e enfermeiros, farmacêuticos, comunicação social e público em geral”, lê-se no comunicado que nos foi endereçado.

Com base num inquérito realizado pelo Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, “Consumo de Antibióticos” lançado no ano passado, no âmbito do Dia Europeu do Antibiótico, com o objetivo de retratar os hábitos, as perceções e comportamentos das famílias portuguesas face aos antibióticos, a Pfizer adianta que “73% dos inquiridos confirmaram que tomam antibióticos; dos restantes 27%, cerca de metade (13%), afirmaram nunca ter tido necessidade de tomar antibióticos e os outros 14% recusam tomar antibióticos mesmo quando prescritos pelo seu médico. Dos inquiridos que afirmam tomar antibióticos, 76% só o faz quando prescrito pelo seu médico. São os mais jovens que tomam menos antibióticos, o que é expectável dada a melhor condição geral de saúde”.

O inquérito concluiu que “dos portugueses que tomam antibióticos, cerca de 59% recebeu a indicação para a toma em consultas médicas de ambulatório ou similares, 19% em consultas de emergência, 14% teve o antibiótico prescrito por dentistas e 7% durante internamentos hospitalares”.

O estudo confirma que “entre os que tomam antibióticos, 40% considera a duração do tratamento o mais importante. Para 27%, a informação mais importante são os efeitos indesejáveis. São os mais idosos e em particular os homens que dão mais importância à duração do tratamento. As mulheres dão também grande importância a esta dimensão e aos efeitos indesejáveis, mas tal como os mais jovens atribuem maior importância à interação dos antibióticos com outra medicação. Entre os mais jovens há uma maior preocupação com a frequência das tomas que nas outras faixas etárias”.

O inquérito precisa que “dois terços dos inquiridos declarou seguir a prescrição até ao final do tratamento; 9% deixa de tomar o antibiótico assim que se sente melhor, sendo este valor muito superior entre os homens e os mais jovens”, salientando que “metade dos inquiridos afirma devolver na farmácia os antibióticos que sobram, mas 30% guarda-os para uma próxima necessidade. 25% diz ter sempre um stock de antibióticos em casa – a esmagadora maioria fruto do último tratamento”.   

Ainda de acordo com este estudo “somente 36% da amostra identificou corretamente o propósito dos antibióticos: tratar infeções provocadas por bactérias; 35% afirmou não saber. São as mulheres e os mais jovens que melhor conhecimento demonstram sobre o consumo dos antibióticos: 39% das mulheres face a 33% dos homens identificou corretamente as infeções tratadas por antibióticos, em contraste com apenas 24% dos mais idosos”.

O inquérito avança, ainda que “dois terços dos inquiridos afirmaram conhecer o conceito de resistência aos antimicrobianos, registando-se um maior desconhecimento na população acima de 65 anos (44%). Para 95% dos que conhecem o conceito, este é um problema sério”.


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