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“Morrer para Renascer” de Filipe Bacelo já nas bancas
Fotografia: DR

(C/VÍDEO) “Morrer para Renascer” de Filipe Bacelo disponível nas livrarias

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“Morrer para Renascer”, assim se designa a mais recente obra de Filipe Bacelo, autor de Ermesinde, concelho de Valongo, que vai já na sua quarta obra.

Filipe Bacelo destaca, em declarações ao Novum Canal, que este seu trabalho é a continuação dos seus três anteriores livros, sendo uma viagem autobiográfica.

“São sentimentos meus, mas que são comuns a muitas pessoas. “Morrer para Renascer” é um livro de poesia, uma história de alguém que passou pela escuridão, por um mar de tormentas enorme e é, também, a personagem principal do “Comboio das Nove”, que é o Ricardo.  Baseei-me todos os meus livros em mim, porque fui alcoólico durante vários anos, e no momento que despertei decidi que tinha de ser mais e melhor e comecei a escrever. Esta é a minha viagem do querer sair do álcool, da força que me faltava. É quase um diário. Foi o meu encontro onde queria chegar”, disse, sustentando que tudo o que está no livro narra uma série de situações que descreveu enquanto estava sóbrio, mas também retrata o seu estado ébrio.

Fotografia: DR

“São sentimentos de culpa, revolta. Momentos em que não assumimos a responsabilidade da nossa vida e culpamos todos os outros. Descobri pela escrita que era o responsável pela minha vida e pelos meus atos”, disse, assumindo que a escrita é para si uma espécie de terapia.

“É uma terapia. Criei uma página no Facebook, sem pensar sequer em escrever e esta aventura já me levou a três Feiras do livro em Lisboa, ao Porto, e noutros locais. Criei uma página designada “Lugar Nenhum” e hoje tem o nome de Filipe Bacelo.  Foi aqui que deixei os meus sentimentos em forma de poesia e pensamentos. Escrevia o que ia na alma e as pessoas identificaram-se com o que escrevia. Foi uma terapia para mim e para quem me lia”, referiu.

Filipe Bacelo confirmou que o feedback que tem tido por parte dos leitores a este seu último trabalho, tem sido extremamente positivo.

“As pessoas sentem as emoções que lá estão. O mesmo aconteceu com o “Comboio das Nove” que já vai na sua terceira edição, o que me deixa extremamente feliz”, acrescentou, sustentando que a sua primeira obra foi “O Amor Vence Sempre”, seguindo-se o “Comboio das Nove”, “Pensamentos de um Lobo” e este “Morrer para Renascer”.

Fotografia: DR

“São obras que estão interligadas, mas que podem ser lidas separadamente”, afirmou, realçando que o facto de participar em várias ações solidárias e da sua mensagem ser assimilada por muitos dos seus leitores têm contribuído para que continuem a seguir a par e passo a sua obra e também a sua página oficial.

Quanto à sua participação em eventos sociais, Filipe Bacelo confirmou que tenta fazer a sua parte enquanto cidadão, salientando que num tempo tão desafiante como o que estamos a viver urge também estar com os mais vulneráveis e os mais frágeis.

“É importante olhar para dentro, perceber os nossos estados de emoção, pedir ajuda, mas também ajudar, mudar os nossos hábitos, contribuir para ajudar a nossa comunidade, os que nos estão mais próximos”, atalhou, manifestando que a designação “Lobo Solitário” que usa frequentemente advém de um texto que escreveu há cerca de 15 anos em que já constava a designação “Lobo Solitário”.

Fotografia: DR

“Desde novo que sempre  me identifiquei com a energia do lobo, a sua força, a proteção e a união da alcateia. O solitário foi o caminho que tive de fazer, tive uma separação devido ao álcool. Passei um processo de um ano e meio sozinho e foi nesse processo que me encontrei e fui buscar respostas para mim. Quais os caminhos que queria escolher e perdoar-me do meu passado. Foi esse caminho solitário que tive de fazer”, garantiu.

Questionado quais os projetos que tem na calha, Filipe Bacelo avançou que está a escrever dois romances.

“É a continuação do “Comboio das Nove” que foi inspirado no momento que fui esperar a minha companheira, na altura estávamos separados, à estação de Ermesinde. Foi este reencontro que passei para o papel, aquelas emoções todas e decidi fazer-me ao caminho. Gosto de poesia, nunca tinha escrito um romance porque é um processo diferente. Já escrevi o fim da segunda parte e talvez no Verão seja editado”, declarou.  


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