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(C/VÍDEO) Pneumologista alerta para os riscos e doenças que o tabaco provoca no Dia Mundial do Não Fumador

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Assinala-se esta quarta-feira, o Dia Mundial do Não Fumador, data que tem como objetivos alertar para os fatores de risco associados ao consumo de tabaco.

A médica pneumologista, Laura Simão, advertiu que um simples cigarro tem cerca de 4500 substâncias e dentro dessas substâncias, setenta são cancerígenas.

“O cigarro tem material radioativo, tem materiais pesados, e tem muitas substâncias que provocam malefícios na nossa saúde. Fumar um cigarro por dia é muito. O objetivo é fumaram zero cigarros por dia. Existe uma substância no tabaco que se chama nicotina e é essa que causa dependência do tabaco. É por isso que as pessoas gostam de fumar, porque dá prazer e até concentra no que estão a fazer. Ajuda à concentração. O problema maior são as outras substâncias todas que lá estão. A ciência, demorou anos, mas mostrou causa e efeito dos efeitos tabaco. Por exemplo, cancros, tumores malignos na boca, lábio, língua ,laringe, cordas vocais, pulmões, bexiga, mama, tubo digestivo, próstata, entre outros”, disse.

A especialista alertou, também, para o facto do consumo do tabaco provocar a doença pulmonar obstrutiva crónica, também designada de bronquite.

“Para além do cancro provoca outra coisa que é doença pulmonar obstrutiva crónica, também designada de bronquite, não é um cancro mas é uma doença que provoca má qualidade de vida à pessoa que a tem. Provoca falta de ar e a pessoa fica dependente de oxigénio, recorre às urgências e não tem uma vida boa, têm limitações. Para além de andarem sempre em médicos e inaladores”, referiu, chamando, também, a atenção para o cancro do pulmão, que só tem cura em 5% dos doentes.

“Os outros que têm cancro do pulmão não têm cura, morrem todos, é uma questão de tempo. Não é como os outros cancros. Existem avanços em certos tratamentos, mas a sobrevida é muito baixa. Não é um cancro para se brincar e está associado ao tabaco”, acrescentou, sustentando que existem outras doenças que o tabaco provoca, que não são da área pulmonar, nomeadamente o facto de estragar as artérias e as veias, provocar doenças cardiovasculares, e inclusive estragar as artérias das pernas, suscitando, muitas vezes amputações.

“As amputações não são só provocadas pela diabetes. O tabaco também provoca isto”, sublinhou, confirmando que o consumo do tabaco faz com que a pele do rosto fica mais seca, com mais rugas, com uma cor acinzentada.

“Assim que deixam de fumar os fumadores notam logo a diferença na pele”, afiançou, sustentado que é possível  prevenir estas doenças, dispondo, hoje, as pessoas, mesmo as que não conseguem deixar de fumar, de mecanismos e instrumentos que lhes permitem ultrapassar esta dependência.

“O tabaco é uma toxicodependência. Temos de ajudar as pessoas e existem consultas de cessação tabágica, medicamentos para deixar de fumar. As pessoas que fumam não são um caso perdido. Podem ser ajudadas”, manifestou, deixando, também, uma palavra aos adolescentes, esclarecendo que dispõem, hoje, de todo um manancial de informação sobre os efeitos do tabaco que estão disponíveis nas redes sociais, na internet e nas mais diversas plataformas a que podem aceder.

“Hoje temos internet, acesso ao conhecimento e não há desculpa para não saber o que o tabaco provoca, acho que devem procurar e fazerem depois as suas escolhas. Não é por não terem acesso ao conhecimento que as pessoas fumam. As pessoas sabem tudo. Têm essa responsabilidade sobre a sua saúde”, afirmou.

Paulo Dias, proprietário de um estabelecimento em Paredes, fumador durante 12 anos, assumiu que deixou de fumar há 20 anos, reconhecendo que os ganhos para a sua saúde aumentaram significativamente.

“Entendi que era melhor para a minha saúde, mas também para a carteira.  Deixei de fumar sem ajuda. Acho que não havia vontade mais forte que a minha. Não é uma decisão fácil, mas se as pessoas quiserem e fizerem um esforço conseguem. Não estou minimamente arrependido. Foi uma decisão importante e terá repercussões a nível de saúde. Para já não tenho o incómodo da tosse que tinha. Sinto-me bastante melhor”, avançou, aconselhando os fumadores a prosseguirem no mesmo caminho.


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