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Paços de Ferreira acolhe, pela primeira vez, maior competição de clubes em polo aquático feminino
Fotografia: Clube Aquático Pacense

(C/VÍDEO) Paços de Ferreira acolhe, pela primeira vez, maior competição de clubes em polo aquático feminino

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As piscinas municipais de Paços de Ferreira acolhem, de quinta-feira a domingo, a principal prova desportiva de polo aquático: a Euro League Women, competição que irá contar com cinco equipas.

Hugo Folgar, presidente do Clube Aquático Pacense, destacou, em declarações ao Novum Canal, a importância deste evento que vai trazer até à Capital do Móvel os melhores emblemas de polo aquático feminino, naquela que é a maior competição de clubes.

“É a primeira vez que Paços de Ferreira acolhe uma competição deste calibre e a segunda vez que Portugal acolhe Euro League Women”, disse, salientando que para a formação pacense o mais importante é a participação.

“Estamos a falar de uma competição, como disse, que integra as melhores equipas a nível europeu, pelo que os objetivos do Clube Aquático Pacense passam por participar, assimilar e evoluir naquilo que são os seus processos de aprendizagem na modalidade, aprendendo com algumas das melhores equipas. A presença do Clube Aquático Pacense nesta prova também só é possível devido ao facto da mesma se realizar em Paços de Ferreira. Os últimos dois anos não foram fáceis para o clube devido à crise pandémica que atingiu o país, mas conseguimos trazer a prova para Paços de Ferreira e isso é extremamente positivo”, referiu.

O dirigente reconheceu que existe uma diferença em termos de qualidade entre o Clube Aquático Pacense e as restantes equipas presentes neste grupo.

“Iremos defrontar equipas que estão noutro patamar e que já foram várias vezes campeãs da Europa”, expressou, reiterando que a participação do Clube Aquático Pacense tem como propósitos assimilar processos e competir com as melhores.

Paços de Ferreira acolhe, pela primeira vez, maior competição de clubes em polo aquático feminino
Fotografia: Clube Aquático Pacense

Quanto às equipas favoritas, Hugo Folgar admitiu que nesta fase é difícil apontar uma equipa, mas avançou que vai ser interessante ver as formações do Orizzonte Catania, de Itália, e do Ethnikos Piraeus, da Grécia, que já foram campeãs da Europa.

Questionado quanto à dificuldade de acolher uma competição como esta, Hugo Folgar realçou que foi necessário proceder à criação de condições logística, transformação do equipamento, da iluminação, das pistas, tendo o apoio da autarquia pacense sido fundamental”, expressou, reconhecendo que as condições e o acolhimento que é reconhecido aos pacenses vão ser um excelente cartão de visita para as equipas que vão integrar a prova.

Sobre a expressão que o polo aquático tem na região, o dirigente do Clube Aquático Pacense admitiu que a região Norte do país é a mais potente no polo aquático, mas carece de falta de visibilidade e de expressão.

“A nível de expressão não temos a expressão que deveríamos ter. Dever-se-ia investir, a sério, no polo aquático pelo que é fundamental fazer-se estas iniciativas também para projetar a região e a própria modalidade em si. Estamos a falar de uma modalidade que a par do futebol entrou em 1900 nos Jogos Olímpicos. Não estamos a falar destas últimas modalidades que entraram. É uma modalidade que tem séculos de história e que Portugal tem uma expressão menos que mediana, quando comparada com Espanha que tem campeões da Europa, equipas profissionais. Estamos aqui ao lado, mas parece que não aprendemos nada”, acrescentou.

Hugo Folhar reconheceu que faltam, sobretudo, condições de treino e à Federação Portuguesa de Natação promover mais atividades.

“Costumo dizer que a federação acaba por ser uma mera prestadora de serviços à qual temos de pagar. Não existe um plano de alto rendimento para se conseguir formar uma grande geração de atletas. Não é por falta de atletas, mas por falta de investimento”, atalhou.

Falando da vitalidade do Clube Aquático Pacense, Hugo Folgar declarou que o clube é Já uma referência no Vale do Sousa, a par do Lousada, do Paredes e do Foca, em Felgueiras, dispondo de boas condições e instalações.

“Estamos a falar de quatro equipas com expressão na região”, atalhou, confirmando que o Clube Aquático Pacense tem vindo a crescer, sendo um emblema com as condições para continuar a crescer e assumindo o desejo de acolher também uma prova internacional, mas em masculinos.

O dirigente do Clube Aquático Pacense manifestou, ainda, que a realização de uma prova como a que vai iniciar esta quinta-feira irá ter impactos ao nível da economia local, na restauração, na hotelaria e até no comércio local.

“Tem sido uma aventura e nesta região os hotéis já estão cheios. Em Paços de Ferreira não há uma cama disponível, em Lousada a mesma coisa. Estamos a falar de uma prova com impactos diretos”, precisou.

Refira-se que em Portugal, até agora, apenas o Real Clube Fluvial Portuense organizou esta prova.

O Clube Aquático Pacense ficou colocado no Grupo D e irá medir forças com Orizzonte Catania, de Itália, oito vezes campeã, CN Sabadell, Espanha, cinco vezes campeã, a equipa grega do Ethnikos Piraeus e o SK Olimpia Kosice, uma das mais fortes equipas da Eslováquia.


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