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Valongo premeia concorrentes dos Prémios «Transforma TI Valongo»

(C/VÍDEO) Valongo premiou concorrentes do «Transforma TI»

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A Câmara de Valongo premiou, esta segunda-feira, nos Paços do Concelho, os vencedores da 3.º edição dos prémios «Transforma TI Valongo», numa iniciativa promovida pelo município e implementada pelo CDI Portugal, através do Centro de Cidadania Digital de Valongo no âmbito do Projeto Switch to Innovation.

Os vencedores das seis melhores soluções tecnológicas para smartphone ou tablet (apps) receberam cada um o prémio monetário no valor de 1.500 euros.

Refira-se que o “Transforma TI Valongo é um programa que permite aos jovens desenvolver ideias criativas, transformando-as em apps – soluções tecnológicas para smartphones ou tablet”, sendo que o “produto tecnológico terá obrigatoriamente um fim social que ajude a resolver questões do dia-a-dia e/ou que promova a melhoria da qualidade de vida dos utilizadores ou ainda que ajude à resolução/minimização de um problema da comunidade de Valongo”.

Ao Novum Canal, o presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, realçou que o “Transforma TI Valongo”, é um acelerador que foi criado através de um prémio monetário, estando integrado  no conjunto de outras iniciativas que já existem há muito tempo.  

“Criamos o Centro de Cidadania Digital em Ermesinde, que reforçamos recentemente com a casa do conhecimento e Centro de Cidadania Digital em Valongo. Temos também um outro projeto com o nosso parceiro CDI Portugal, através do Centro de Cidadania Digital de Valongo, no âmbito do Projeto Switch to Innovation, um parceiro nas escolas, que vem dar uma dimensão diferente àquele investimento que fizemos das 29 laboratórios de aprendizagem. Tudo isto está interligado e tem como objetivo criar na comunidade educativa e nos jovens a ideia que têm talento para desenvolverem aplicações com relevância social”, disse.

O chefe do executivo reconheceu que através deste projeto foi possível garantir várias aplicações em diferentes domínios, com diversas funcionalidades.

“É um investimento que faz sentido, que cria uma rede dos vencedores que é acompanhada pelos centros de cidadania digital, para explorar esse potencial. No futuro dará frutos”, expressou, garantindo que os 1500 euros para um jovem é um valor interessante e possibilita que continuem a melhorar a aplicação.

O vereador Orlando Rodrigues, responsável pelos pelouros da juventude, educação e empreendedorismo social, relevou, também, a importância deste projeto na promoção das tecnologias da informação e no fomento, através das mesmas, da inclusão social.

“A autarquia tem vindo a apostar na área do digital e este projeto vem de encontro a esta preocupação, com uma forte aposta nas escolas, na comunidade, com implicações na área social. Trata-se de um projeto  que concilia o digital, as aplicações e tem uma componente social, para apoiar tarefas fundamentais no dia-a-dia da comunidade”, disse, sustentando que este projeto permite desenvolver estas áreas e até ser explorado do ponto de vista empresarial.

“Examos satisfeitos com esta terceira edição e queremos envolver mais jovens. Somos um concelho jovem e queremos que esta iniciativa possa ser mais abrangente e envolver as escolas, mas, também, outros parceiros e instituições da comunidade”, acrescentou.

João Baracho, diretor executivo CDI Portugal,  mostrou-se igualmente agradado com esta iniciativa.

“Esta é uma das muitas iniciativas do Centro de Cidadania Digital, que tem sido uma aposta, também, da Câmara de Valongo, e esta aposta tem sido positiva na medida que os projetos são concebidos na perspetiva de criar empregos. Dá a possibilidade de encarar a tecnologia, como se pode fazer o nosso próprio projeto e concretizar os sonhos dos participantes. Dentro do Cidadania Digital temos, também, o projeto Atualiza-se direcionado para desempregados para serem consultores do comércio local, digitalizarem o comércio local. Estamos a construir outros projetos dentro das tecnologias emotivas, realidade virtual e a realidade aumentada”, avançou, sustentando que é fundamental que a inclusão digital tem de continuar a ser feita e disseminada a toda a comunidade.

“A essas pessoas a criatividade também chega. Temos salas equipadas, metodologias e apoio e a comunidade está a comparecer e a fazer projetos interessantes e este ano fizemos, também, o Projeto Switch to Innovation, que é uma evolução do Centro de Cidadania Digital”, afiançou, enaltecendo que existem dois centros e a casa do conhecimento que permitem disponibilizar à comunidade esta tecnologia e implementar projetos.

“Pretende-se incluir socialmente e digitalmente, tudo isto com inovação. A tecnologia como um meio e não como um fim”, atalhou.

Miguel Santos, de Ermesinde, um dos participantes desta terceira edição do projeto “Transforma TI Valongo”, enalteceu a mais-valia desta iniciativa quer em termos de conhecimentos, quer em termos profissionais.

“Quando me inscrevi estava desempregado, foi através do Centro de Emprego que tive conhecimento e ainda bem que fiz parte deste grupo. Aprendi a fazer uma aplicação, a fazer programação. Assimilei novos conhecimentos, é uma excelente iniciativa que tem condições para abranger mais pessoas”, adiantou, assumindo que está a trabalhar na área de jardinagem, mas pretende aplicar a verba que recebeu para continuar a desenvolver a aplicação.

José Francisco, residente em Gondomar, relevou, também, a importância desta ação, e esclareceu que ao longo de um conjunto de sessões (60 horas no total), aprendeu com especialistas e adquiriu novos conhecimentos na área das tecnologias da informação.

“A minha área é eletrónica e vou apostar nesta área. Fiz esta ação mais por curiosidade, mas também, para obter novos conhecimentos”, concretizou.

Gonçalo Pinheiro, de Águas Santas, outros dos participantes, do Cenfim, adiantou que o facto de ter já conhecimento na área da programação fez com que optasse por integrar este projeto.

“Já tinha conhecimentos na área da programação e integrar esta ação permitiu-me acumular e assimilar novos conhecimentos, criar websites e aplicar o meu conhecimento à ajudar a comunidade”, disse, precisando que o seu objetivo passa por seguir mecatrónica.

O jovem reconheceu que esta ação é uma mais-valia, que deve ser alargada a mais pessoas, que permite, ao mesmo tempo, estar em contacto com empreendedores que concebem, desenvolvem e apresentam um produto ao mercado.

Rafael Conceição, de Gondomar, estudante em Valongo, manifestou que teve conhecimento da iniciativa através da escola, relevando a importância de ter conseguido trabalhar com profissionais da área.

“Quero trabalhar e desenvolver esta área pelo que para mim esta atividade foi uma mais-valia. É positivo que outros jovens possam dar o seu contributo e fomentem mais aplicações em prol da comunidade”, concretizou.

João Barroso, de Sobrado, estudante na Escola Profissional de Valongo, aluno do curso técnico-profissional de programação, reconheceu que, através, do projeto teve oportunidade de desenvolver outras apetências, adquirir novas valências e conhecimentos.

“O meu futuro passa pela programação, pelo que foi uma escolha e uma decisão acertada ter frequentado esta ação”, asseverou.

Refira-se que a aplicação «Falar com as Mãos», de Joel Teixeira Mota destina-se a “ajudar pessoas surdas a interagir com a comunidade e vice-versa. A aplicação tem um jogo para aprender gestos, oportunidade de encontrar ou registar tradutores, tem um dicionário de LGP, frases traduzidas para LGP e chat para a comunidade comunicar: https://grateful-twist-0359.glideapp.io/”.

A aplicação «Green», de Rafael Conceição “mostra vários pontos onde os utilizadores podem colocar o lixo, marcarem com empresas especializadas para levantarem o lixo às habitações mediante um custo e, por fim, ainda têm acesso a dicas de DIY do que fazer com materiais recicláveis: https://famous-sort-0978.glideapp.io/”.

A aplicação «BeFree», da autoria deGonçalo Filipe Pinto Pinheiro “reúne informação sobre desportos radicais e locais para a sua prática. Permite também o contacto com outros utilizadores para a prática de atividades radicais sempre com companhia: https://bumpy-haircut-2361.glideapp.io/”.

Já a aplicação «CarWash», de João Barroso Dia “é uma solução que faz a gestão dos estabelecimentos que limpam veículos, mostrando a sua qualidade, o seu preço e as informações do estabelecimento”.

A aplicação «Mecatronic Helper», de José António Leal Francisco é “uma solução para pessoas que precisam urgentemente de material de mecatrónica e não sabem onde encontrar. Faz o mapeamento do material mais barato e que está disponível mais rápido: https://purring-prose-4473.glideapp.io/”.

A app «Lembrete Dia-a-Dia», de  José Miguel Dias Santos é “uma solução para lembrar os utilizadores de coisas a fazer nos próximos dias e para pessoas esquecidas. Permite lembrar de pagamentos, listas de supermercado, consultas do médico, entre outros: https://habitual-planes-6403.glideapp.io/”.

Refira-se que a 4.ª Edição do Prémio Transforma TI Valongo arranca no dia 18 novembro 2021, às 18h00, no Centro de Cidadania Digital de Valongo.

As inscrições estão abertas até ao dia 15 de novembro através do formulário disponibilizado em: https://cdi.org.pt/transforma-ti-4a-edicao/


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