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Maestro Élio Leal reconhece que público está desejoso de voltar a usufruir de música clássica

(C/VÍDEO) Maestro Élio Leal reconhece que público está desejoso de voltar a fruir música clássica

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O maestro Élio Leal, professor no Conservatório de Música da Metropolitana e diretor artístico da Orquestra Juvenil Metropolitana, que esteve, na Igreja de S. Pedro, em Amarante, para um concerto a convite da Orquestra do Norte destacou, em declarações ao Novum Canal, que o público está ávido de voltar a consumir este tipo de concertos.

“Verifica-se que as pessoas têm necessidade de voltar a fruir das atividades culturais que estiveram muito tempo interrompidas e esperamos que este regresso seja um sinal de que não voltaremos atrás”, disse.

Questionado sobre a sua apetência por esta área, o maestro, um jovem de 34 anos, reconheceu que há cada vez mais maestros jovens a singrarem por esta área.

“Felizmente que há cada vez mais jovens a enveredarem por esta área e que vão tendo oportunidade de fazerem o que gostam em Portugal, embora as condições ainda não sejam as ideias, mas é positivo perceber que os jovens podem ambicionar terem algum tipo de carreira nesta área”, disse, reconhecendo que há oportunidades e que é necessário também saber agarrar essas oportunidades.

“O maestro é o elemento de uma orquestra com o papel mais ingrato, que não tem um instrumento. O seu instrumento é uma orquestra, não é possível ter esse instrumento em casa, como um violinista, um flautista ou outros. O maestro faz a sua aprendizagem, muitas vezes, em palco. Todas essas oportunidades têm que ser devidamente aproveitadas porque representam para o maestro a possibilidade de tocar o seu instrumento”, expressou.

Élio Leal confirmou, por outro lado, existir um publico fiel a estes eventos e uma maior apetência e consciencialização para este tipo de programas, tendo desmistificado a ideia que estes concertos são direcionados apenas a um público elitista.

“Quantos mais concertos existirem, mais público interessado haverá. Há uns anos a esta parte que tem sido feito um caminho no sentido de aproximar a música erudita do público e esse é um caminho que as autarquias têm feito, aliás, as câmaras municipais são um elemento fundamental neste processo de levar até ao público este tipo de música, muitas vezes, considerada mais séria e mais elitista, mas isso não é verdade. Ainda existe um pouco esta ideia, mas isso passa pela formação do público, sendo vital desconstruir essa ideia de que a música clássica não é para todos”, concretizou.

O programa teve como referência dois compositores ingleses, tendo iniciado com “Serenade em mi menor” de Edward Elgar: I. Allegro piacevole, II. Larghetto, III. Allegretto; seguindo-se “St. Paul’s Suite” de Gustav Holst: I. Jig: Vivace, II. Ostinato: Presto, III. Intermezzo: Andante con moto, IV. Finale (The Dargason): Allegro; e Sinfonia N.º 44 em mi menor “Fúnebre” de  Franz Joseph Haydn: I. Allegro con brio, II. Menuetto e Trio: Allegretto, III. Adagio, IV. Finale: Presto”.

Refira-se que Élio Leal é “licenciado em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, professor no Conservatório de Música da Metropolitana e diretor artístico da Orquestra Juvenil Metropolitana”.

O maestro Élio Leal já dirigiu a “Orquestra Sinfónica do Chipre, Orquestra Ibérica, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra Promenade, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Câmara do Luxemburgo, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Reportório da ESML, Percussões da Metropolitana, entre outras”.

É, também, “maestro da West Europe Orchestra desde 2005, orquestra de jovens que fundou e com a qual foi vencedor nacional do Prémio Carlos Magno para a Juventude na sua 1ª edição em 2008, representando Portugal neste importante concurso organizado pelo Parlamento Europeu e pela Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno de Aachen (Alemanha)”.

Este projeto foi distinguido pelo “então presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, e pela chanceler alemã, Angela Merkel. Com a West Europe Orchestra, gravou ainda um CD dedicado à música portuguesa a convite da editora Lusitanus Edições e em 2012 fez uma digressão à Grécia”.  

Em 2013, Élio Leal recebeu a “distinção de ‘Profissional do Ano’ pelo Rotary Club do Bombarral e foi um dos 11 finalistas do ‘Concurso Internacional de Direção Solon Michaelides’, entre 180 candidaturas de todo o mundo”, tendo em “2016, foi um dos 12 jovens maestros portugueses selecionados para participar na categoria de Direção de Orquestra da 30ª Edição do Prémio Jovens Músicos onde teve a oportunidade de dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa”.    

Élio Leal recentemente “apresentou-se em concerto com o pianista Artur Pizarro e dirigiu, em estreia absoluta, “O Pequeno Príncipe” do compositor Sérgio Azevedo, baseado na obra de Antoine de Saint-Éxupéry e “As Fábulas de La Fontaine”, numa encomenda da Metropolitana ao compositor Lino Guerreiro, no âmbito da inauguração do LU.CA – Teatro Luís de Camões, a convite da Câmara Municipal de Lisboa”.


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