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Bombeiros profissionais avançam para greve nacional
Fotografia: Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP)

Bombeiros profissionais avançam para greve nacional

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O Conselho Geral alargado da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) convocaramuma greve nacional para os dias 11 e 12 de novembro.

A ANBP destaca, em comunicado, que esta é uma “forma de luta para contestar a atual inércia no sector”, assumindo que os Bombeiros profissionais estão “insatisfeitos com o Orçamento de Estado 2022”.

“Consideramos que Orçamento de Estado esqueceu-se, mais uma vez, do sector dos bombeiros, não compreendendo nenhuma medida significativa, nem respondendo a qualquer das reivindicações pretendidas”, lê-se no comunicado que as duas entidades partilharam na sua página oficial, salientando que mais uma vez, os bombeiros profissionais foram “ignorados” e os seus direitos “desconsiderados”,  sendo a “especificidade e risco da profissão completamente ignorada no documento”.

A ANBP  e o SNBP) referem que os bombeiros profissionais exigem “aumentos salariais para todos; subsídio de risco igual ao das forças de segurança ( no mínimo, 100 euros), regulamentação de todo o setor dos bombeiros e proteção civil”.

Fotografia: Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP)

As duas entidades reclamam, também, pela “resolução da disponibilidade permanente e sua interpretação legal nos corpos de bombeiros sapadores, carreiras estruturadas (revisão da tabela salarial dos bombeiros sapadores e respetivo índice da tabela, pretendendo-se a sua atualização equiparada ao ordenado mínimo nacional. Tabela essa que não é atualizada desde 2002)”, salientando que os bombeiros profissionais “não têm aumentos desde 2009”.

As duas estruturas defendem, ainda, a “aposentação condigna para todos os bombeiros, com direito à pré-reforma, no mínimo, equiparada às forças de segurança; a integração imediata da Força Especial de Proteção Civil (FEPC- “Canarinhos”) nos quadros da ANEPC, deixando de ser precários. Situação esta que se arrasta há vários anos e o enquadramento dos operadores das centrais da gestão de emergência do CNOS e CDOS, na FEPC”.

Os bombeiros profissionais exigem, ainda, “organização da carreira de todos os profissionais das Associações Humanitárias de Bombeiros e regulamentação das EIPS, equiparando a sua atividade às forças de segurança, definindo como vencimento mínimo o valor igual ao da PSP e da GNR, no início da carreira, resolução da equiparação dos bombeiros sapadores florestais e enquadramento, na profissão, de todos os que reúnem condições para o fazer. É necessário organizar todo este setor e reestruturar esta carreira que está especificamente direcionada para a área das florestas e ambiente”, assim como um “sistema de avaliação justo e sério, tendo em conta que o SIADAP não se adapta à nossa atividade e é injusto”.

Entre as reivindicações constam, também,“horários de trabalho regulamentados para todos os bombeiros e setor da proteção civil, 35 horas de trabalho para todos os bombeiros e elementos da proteção civil, sejam eles do regime público ou privado, a abertura de concursos de ingresso e promoção em todos os corpos de bombeiros, mais e melhor formação profissional”.

A este ritmo, com esta proposta, consideramos que, a longo prazo, vamos todos receber o correspondente ao ordenado mínimo nacional! Uma situação lamentável, tendo em conta a importância do nosso trabalho junto das populações”, refere o comunicado.

Sobre esta proposta, os bombeiros profissionais consideram a mesma “lamentável, tendo em conta a importância do seu trabalho junto das populações.

“Um setor que já está em crise no que diz respeito a recursos humanos, vai tornar-se cada vez menos apelativo, com prejuízo do socorro de todos nós”, lê-se na mesmo comunicado que apela a que ainda no “decorrer do debate do Orçamento de Estado, muitas destas questões sejam debatidas sob pena, de mais uma vez, os bombeiros serem alvo de “injustiças””.


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