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Trabalhadores da CP e Infraestruturas de Portugal em greve. Sindicatos falam em adesão significativa.

Trabalhadores da CP e Infraestruturas de Portugal em greve. Sindicatos falam em adesão significativa.

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Os trabalhadores dos Comboios de Portugal e das Infraestruturas de Portugal estão em greve, numa paralisação convocada pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) que invoca como razões para esta paralisação o aumento de salários.

José Manuel, dirigente da Fectrans, em declarações ao Novum Canal, realçou que a paralisação dos trabalhadores têm-se feito sentir em todo país, com os trabalhadores, à exceção dos que estão a cumprir os serviços mínimos, a aderirem em grande número.

José Manuel destaca que os trabalhadores aponta o congelamento dos salários que não têm crescido nestes últimos anos e lembra a necessidade de se proceder ao recrutamento de novos trabalhadores..

O dirigente da Fectrans esclarece, ainda, que além da questão do aumento dos salários, é fundamental “valorizar dignamente e de avançar realmente com medidas que levem à restruturação que o sector necessita”, assim como “fixar trabalhadores, avançar com um plano de admissão de novos trabalhadores”.

José Manuel concretiza, ainda, que além de “aproveitar as instalações e o conhecimento existente para aumentar e melhorar o transporte ferroviário” é urgente fomentar a “abertura de postos de trabalho e contratar mais trabalhadores com melhores salários”.

Questionado se está confiante que a paralisação dos trabalhadores da CP e da IP irá atingir os seus objetivos, o dirigente assumiu que os trabalhadores lutam para atingir objetivos.

Nesta questão, José Manuel relembrou que a Fectrans esteve reunida no dia 6 deste mês, com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, na sequência do pré-aviso de greve entregue, pelas diversas organizações sindicais, tendo o Ministro das Infraestruturas convocado as organizações sindicais envolvidas na greve de hoje para a afirmar que, o governo está a trabalhar, no sentido de que no próximo OE – Orçamento do Estado possa haver suporte para responder às reivindicações dos trabalhadores.

O dirigente manifestou, ainda, que o setor e os trabalhadores necessitam de respostas imediatas, sendo que a Fectrans irá esperar e confiar no ministro, garantindo, no entanto, que se não surgirem propostas que vão de encontro àquilo que são as reivindicações dos trabalhadores, não resta outra alterativa que não seja a de implementar novas formas de protesto.

Sérgio Miguel, coordenador regional da zona norte da Fectrans, confirmou que, à exceção dos serviços mínimos que foram decretados pelo colégio arbitral, a adesão nas duas empresas, quer na CP, quer nas IP, é quase total.

Sérgio Miguel realçou que neste protesto existem reivindicações que são comuns às duas empresas e outras que são próprias de cada uma das entidades, nomeadamente a suspensão do regulamento de carreiras na CP.

O coordenador regional da zona norte de Fectrans recordou que em cima da mesa estão, ainda, integração e a contratação de novos trabalhadores.

O coordenador manifestou, por outro lado, o esforço que tem sido feito na requalificação no material circulante, mas relembrou que urge fazer o mesmo esforço no que toca aos recursos humanos das duas empresas.

Nesta questão, Sérgio Miguel avançou mesmo que este investimento tem de ser alargado aos trabalhadores especializados que não viram os seus salários aumentados e que, muitas vezes, acabam por deixar as empresas, em busca de melhores condições de trabalho.

Sérgio Miguel referiu, ainda, estar preocupado com o que afirmou estar a passar-se na linha do Minho, com a renovação desta linha e a mobilização de trabalhadores para outras zonas do país.

A Fectrans partilhou, há instantes, na sua publicação oficial, uma nota salientando que a “greve na CP, na IP e empresas afiliadas (IP-Telecom; IP-Património e IP-Engenharia) está a ter uma adesão bastante elevada, que reduziu a actividade destas empresas a serviços mínimos e mesmo assim incompletos”.

“A palavra suprimido é a que mais se lê nos painéis informativos das estações, porque a maioria dos trabalhadores da circulação e área comercial, comando de circulação e de infraestruturas, da área oficinal, serviços de apoio técnicos/administrativos estão em greve, o que provocou a redução dos comboios da CP e da Fertágus aos serviços mínimos, à supressão dos comboios de mercadorias operados pelas empresas privadas, bem como ao encerramento de serviços da IP ligados às estradas”, avança a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

“Com esta greve os trabalhadores destas empresas demonstraram o seu descontentamento face ao sistemático congelamento dos salários que não têm crescido nestes últimos anos, o que os aproxima cada vez do SMN – Salário Mínimo Nacional, criando já dificuldade ao recrutamento de novos trabalhadores”, acrescenta a Fectrans que reitera a importância de se proceder à admissão de mais trabalhadores, “não só para substituir os que estão já em falta, mas também para fazer face ao aumento da oferta que tem vindo a ser anunciada”.

A Fectrans reivindica a “harmonização das regras de trabalho na CP e na IP” e a “revisão das convenções coletivas existentes e cumprimento do acordo firmado com o MIH sobre a certificação das profissões ferroviárias”,  que informa que que o “governo agora faz a leitura da adesão a esta greve, ou certamente terá o prolongamento do conflito nestas empresas”.

Contactada a Infraestruturas de Portugal, fonte da empresa afirmou não dispor, ainda, dos números de adesão à greve, afirmando que quanto às reivindicações dos trabalhadores não irá fazer quaisquer comentários  até porque as negociações com os vários sindicatos continuam.

A empresa adiantou, por outro lado, que o próprio Ministério das Infraestruturas e Habitação ainda esta semana esteve reunido com as organizações sindicais envolvidas na greve de dia 08 de outubro.

A CP  – Comboios de Portugal recorreu, à sua publicação online para admitir que a greve que está a decorrer poderá trazer perturbações na circulação.

“Informamos que por motivo de greve preveem-se perturbações significativas a nível nacional em todos os serviços, no dia 8 de outubro de 2021, com possível impacto nos dias anterior e seguinte ao período de greve, a 7 e 9 de outubro”.

A empresa esclarece que “tendo sido decretados serviços mínimos, prevê-se a realização dos seguintes comboios: Alfa Pendular e Intercidades; Regionais e InterRegionais; Comboios Urbanos de Lisboa; Comboios Urbanos do Porto e Comboios Urbanos de Coimbra”.

A CP afirma que “”no caso de transbordos rodoviários previstos por motivo de obras, no período de greve realizam-se apenas aqueles que substituem comboios constantes das listagens dos serviços mínimos”.

A empresa manifesta, por outro lado, que “aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, a CP permitirá o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos. Pode ser realizado até 10 dias após a data de fim da greve, nas bilheteiras ou no site CP, se reembolso, através do preenchimento do formulário online, com o envio de digitalização do original do bilhete e indicação de Nome, Morada postal, IBAN e NIF”.


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