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Greve dos trabalhadores da CP afetou vários utilizadores na região

Greve dos trabalhadores da CP afetou vários utilizadores na região (c/vídeo)

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A greve dos trabalhadores da CP e Infraestruturas de Portugal, agendada para esta sexta-feira, convocada pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) está, também, a ter efeitos na região.

Em Paredes foram vários os utilizadores que afirmaram terem sido apanhados de surpresa por esta paralisação pelo aumento dos salários e pelo reforço dos trabalhadores quer da CP quer da Infraestruturas de Portugal.

José Moreira, de Paredes, foi um dos utilizadores que afirmou ter sido apanhado de surpresa pela greve.

“Vou ter de gastar dinheiro de táxi para conseguir chegar a casa”, disse, confirmando que os impactos são mais visíveis para quem depende do comboio e não tem outro meio de transporte para ir trabalhar.

“Hoje de manhã verifiquei que várias pessoas chegaram, esperaram uma hora pelo comboio e depois acabam por ter de ir embora ou optar por outro meio de transporte para chegar ao local de trabalho porque os comboios acabaram por serem  suprimidos”, expressou, reconhecendo que esta é uma situação que traz sempre transtorno para a vida das pessoas.

Questionado se concorda com os motivos e as reivindicações dos trabalhadores da CP e das IP, José Moreira reconheceu que há trabalhadores que ganham a mais e outros que efetivamente têm salários abaixo do que deveriam ter.

Manuel Carvalho, residente na Trofa, mostrou-se igualmente desagrado com esta paralisação e a falta de comboios nestas circunstâncias.

“Vim com a minha esposa a uma consulta a Paredes, não sabia sinceramente da greve e não tenho outro meio de transporte para chegar  a casa. Terei que aguardar pelo próximo comboio até às 16h00. Não me resta outra coisa”, disse, mostrando-se indignado pela supressão dos comboios que não permitem que os utilizadores chegarem aos seus destinos a tempo e horas.

 “É uma greve que afeta toda a gente. Deveriam ter em conta que os utilizadores dos comboios são sempre os mais prejudicados”, adiantou.

Flora Carvalho, residente na Trofa, mostrou estar, igualmente, indignada com a falta de comboios.

“Vim a uma consulta a Paredes e deparei-me com esta situação. Terei que esperei várias horas. Ainda queria ir trabalhar, tinha bilhete de ida e volta, mas não vou chegar a tempo”, afirmou.

Joana Mendes residente em Paredes, aluna na Secundária de Paredes, confirmou igualmente ter sido prejudicada por esta greve.

“Acabei as aulas às 10h45 e agora só tenho comboio às 13h49”, avançou, admitindo não dispor de alternativas para se deslocar a casa.

Quanto à greve dos trabalhadores da CP e das IP, a aluna concordou que esta é um direito de todos os trabalhadores.

Guilherme Soares, aluno da Secundária de Paredes, reconheceu que este tipo de paralisações afetam em primeira linha os utilizadores.

“Terminei as aulas, mas terei de esperar para de tarde para conseguir regressar a casa. Os meus pais estão a trabalhar e não tenho alterativas para chegar a casa”, disse, admitindo que o direito à greve é um direito que assiste a todos os portugueses e que está consagrado na Constituição.

“Compreendo os protestos, os trabalhadores querem melhores salários e devem lutar por isso. É um direito que os portugueses têm”, acrescentou.  

Francisco Nunes, taxista de Paredes, admitiu que esta greve não faz sentido, além da supressão de comboios, muitas pessoas ficaram impedidas de fazer os seus passes, tirar bilhetes.

“Numa altura em que o país vive uma crise sanitária não faz sentido pedirem aumento de salários”, afiançou.

João Silva, de Paredes, afirmou ter sido também apanhado por este protesto, logo de manhã quando se preparava para tirar o passe.

“Ia para o Porto, São Bento, mas acabei por ser apanhado pela greve. Entendo a greve, mas acho que não é justo prejudicarem as pessoas desta forma”, atalhou.

A CP  – Comboios de Portugal recorreu, à sua publicação online, para admitir que a greve que está a decorrer poderá trazer perturbações na circulação.

“Informamos que por motivo de greve preveem-se perturbações significativas a nível nacional em todos os serviços, no dia 8 de outubro de 2021, com possível impacto nos dias anterior e seguinte ao período de greve, a 7 e 9 de outubro”.

A empresa esclarece que “tendo sido decretados serviços mínimos, prevê-se a realização dos seguintes comboios: Alfa Pendular e Intercidades; Regionais e InterRegionais; Comboios Urbanos de Lisboa; Comboios Urbanos do Porto e Comboios Urbanos de Coimbra”.

A CP afirma que “”no caso de transbordos rodoviários previstos por motivo de obras, no período de greve realizam-se apenas aqueles que substituem comboios constantes das listagens dos serviços mínimos”.

A empresa manifesta, por outro lado, que “aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, a CP permitirá o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos. Pode ser realizado até 10 dias após a data de fim da greve, nas bilheteiras ou no site CP, se reembolso, através do preenchimento do formulário online, com o envio de digitalização do original do bilhete e indicação de Nome, Morada postal, IBAN e NIF”.


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