Novum Canal

mobile

tablet

Dia Mundial do Tromboembolismo: 1 em cada 4 mortes no mundo está relacionada à trombose
Fotografia: Gescat

Dia Mundial do Tromboembolismo: Uma em cada quatro mortes no mundo está relacionada à trombose

Partilhar por:

Uma em cada quatro mortes no mundo está relacionada com a trombose, avança o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT), numa referência ao Dia Mundial do Tromboembolismo, data que se assinala dia 13 deste mês, definida pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH), que em Portugal conta com o apoio deste grupo.

O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) alerta que trombose é uma doença silenciosa, grave e que pode ser fatal, considerada uma causa de morte global, sendo que a “ trombose contribui para a mortalidade de 1 a cada 4 pessoas no mundo, por complicações da doença, ou mais especificamente relacionadas ao tromboembolismo venoso (TEV)”.

De acordo com a GESCAT, os “membros inferiores são os locais mais comuns de trombose e os principais sintomas são o inchaço, a dor, o calor e a vermelhidão local”.

Este grupo reforça, em comunicado, que tem como objetivos “colocar em debate toda a problemática associada a este problema de saúde urgente, aumentando assim a consciencialização da população e dos profissionais de saúde para as causas, fatores de riscos e sintomas”.

Ao assinalar esta data pretende-se, ainda, “fomentar o conhecimento e compreensão sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença”.

Citado em comunicado, o médico oncologista e presidente do GESCAT, Sérgio Barroso, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Trombose refere que a trombose é uma doença “silenciosa, assintomática, repentina e grave causada pela formação de um coágulo sanguíneo numa veia, principalmente nos membros inferiores. Se não houver uma ação rápida, pode ser fatal”.

Dia Mundial do Tromboembolismo: 1 em cada 4 mortes no mundo está relacionada à trombose
Fotografia: Gescat

“A boa notícia é que este problema pode ser prevenido. Portanto, é fundamental que todos tenham os “OLHOS ABERTOS PARA A TROMBOSE” e que o GESCAT continue a levar conhecimento até à população para dar a conhecer os fatores de risco para a trombose, assim como seus sinais e sintomas, evitando-se assim o aumento da prevalência da doença em Portugal”, destaca em nota informativa.

O mesmo grupo confirma que atualmente, “estima-se que esta doença afete duas a cada mil pessoas por ano, com uma taxa de ocorrência de 25%, o que a torna a principal causa de morte cardiovascular evitável. O problema é mais comum do que se pensa e requer tratamento célere e especializado. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que a Trombose ocorre nas três maiores causas de morte por doenças cardiovasculares no mundo: Enfarte, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Tromboembolismo (TEV)”.

 “É por este motivo que o GESCAT defende que a trombose deve ser considerada um problema de saúde urgente e crescente e que o primeiro passo para a prevenção da trombose é entender como é que esta doença se manifesta no corpo. A falta de conhecimento de grande parte da população acerca desta patologia silenciosa atrasa frequentemente o seu correto diagnóstico e consequente tratamento, o que a torna a principal causa de morte cardiovascular evitável”, esclarece o presidente do Grupo de Estudos.

O GESCAT avança que a “trombose é uma condição na qual os coágulos de sangue se formam (em geral) nas veias profundas das pernas, virilha ou braços, causando uma Trombose Venosa Profunda (TVP). Se não for prevenida ou diagnosticada rapidamente, a TVP pode progredir, levando à rutura do coágulo, o qual pode migrar até os pulmões e causar uma Embolia Pulmonar (EP). A EP é uma situação grave e que precisa de atendimento medico de emergência. Juntos, a TVP e a EP formam o que conhecemos como Tromboembolismo Venoso (TEV). TVP + EP = TEV. Esta condição médica perigosa, frequentemente ignorada e potencialmente fatal, contribui para a morte de 1 em cada 4 pessoas em todo o mundo”.

Falando dos sinais e sintomas, o grupo confirma que “sendo o acesso aos cuidados de saúde fundamental, é importante que as pessoas estejam atentas à realidade desta doença e a prestar a devida atenção aos sinais do seu corpo”, esclarecendo que o “TEV é frequentemente prevenível e há métodos cientificamente validados que podem reduzir o seu risco” e apontando como fatores de risco a “hospitalização, cirurgia, cancro / quimioterapia,  imobilização prolongada, acidentes e traumatismos, história familiar de TEV, pílula anticoncecional, gravidez, obesidade, consumo excessivo de álcool e tabagismo”.

O mesmo grupo avança que “dados epidemiológicos recentes sugerem que aproximadamente 60% de todos os casos de TEV no mundo estão associados a internamentos hospitalares e o TEV é a principal causa prevenível de morte hospitalar”.

O GESCAT concretiza que os “cuidados diários para a prevenção incluem atitudes simples como evitar ficar muito tempo sentado sem se movimentar, a necessidade de praticar exercício físico regularmente, manter uma alimentação equilibrada, manter o peso, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente se associadas ao cigarro e ao uso de anticoncecionais”.

Recomenda-se “em viagens longas utilizar sempre roupas e sapatos confortáveis e fazer uso de meias elásticas caso tenha algum histórico pessoal ou familiar de formação de coágulos sanguíneos. Quando surgem alguns destes sintomas, é fundamental procurar ajuda junto do médico assistente”.

Quanto ao diagnóstico e tratamento, o presidente do GESCAT alerta que “ao identificar os principais sintomas da trombose, é necessário procurar imediatamente ajuda médica para confirmar o diagnóstico da trombose suspeita e começar rapidamente o tratamento da doença”.

“Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento da trombose venosa profunda deve começar imediatamente para impedir o crescimento do coágulo sanguíneo, impedir que o coágulo avance para outras regiões do corpo e, assim, evitar uma possível embolia pulmonar. O tratamento pode contemplar anticoagulantes para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões e meias de compressão para melhorar o edema causado pela trombose”, acrescenta.

Refira-se que no próximo dia 6 de novembro, pelas 14h30, no Hotel Olissippo Oriente, em Lisboa, o GESCAT vai realizar uma reunião de doentes, subordinada ao tema “Impacto da Trombose Associado ao Cancro”. A informação sobre as inscrições para a reunião vai estar disponível na Página de Facebook e no site do GESCAT.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!