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Jovem de Penafiel entra no ICBAS com nota 20

(C/VÍDEO) Jovem de Penafiel entra em Medicina com nota 20

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Foi com um sorriso rasgado que falamos, esta sexta-feira de manhã, com Alice Vieira Lopes, uma jovem de Santa Marta, concelho de Penafiel, aluna que obteve a média mais elevada a nível nacional, vinte valores, no ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto.

Ao Novum Canal, a aluna confessou estar visivelmente radiante e entusiasmada com este novo desafio, apesar das inúmeras tarefas que tem ainda por ultimar e de na segunda-feira estar já no Porto, naquela que será uma nova fase da sua vida.

A jovem assumiu que fez todo o seu percurso escolar em Penafiel, primeiro na Escola Básica Penafiel Sul, em Marecos, tendo transitado depois para a Secundária, admitindo que foi sempre curiosa e com um paixão pelo saber e pelo conhecimento.

Alice Vieira Lopes confidenciou que a sua ligação e a paixão pela área de medicina começou a ganhar forma na Secundária.

“Até então não tinha ainda formado qualquer decisão. Sempre estive mais ligada e inclinada para a área da Matemática e áreas relacionadas com a disciplina, mas optei por escolher medicina porque percebi que, porventura, encaixaria melhor com o meu perfil”, disse, salientando que as suas primeiras opções foram o ICBAS e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto no Hospital de S. João.

A aluna confessou que terminou o secundário com média de 20 valores pelo que sabia de antemão que iria conseguir atingir os seus intentos.

“Obviamente sinto-me orgulhosa, não vou dizer que foi fácil, pelo contrário, foi um trajeto difícil, trabalhei muito, mas sempre consegui conciliar tudo e a minha prioridade foi sempre a de conciliar a minha vida pessoal com a minha vida escolar”, afirmou, adiantando que o facto de ter sido sempre uma pessoa curiosa foi fundamental no trajeto e nas opções que tomou.

“É uma área em que podemos explorar muito e o simples facto de ter sido sempre uma pessoa curiosa e apaixonada pelo conhecimento, em querer saber sempre mais, acredito, fez-se levar sempre mais longe e atingir os meus objetivos”, atalhou.

Alice Vieira Lopes relevou, também, a qualidade de ensino e do corpo docente da Escola Secundária, estabelecimento de ensino onde fez grande parte do seu percurso escolar.

“Sinto que esta escola me preparou bem para os exames nacionais, os professores sempre nos prepararam bem para os desafios que tínhamos pela frente. A escola tem um excelente corpo de professores e é graças a eles que cheguei onde cheguei”, manifestou, enaltecendo, também, as condições materiais da Secundária de Penafiel e todas as pessoas que contribuíram para o seu sucesso escolar.

Sobre o seu próximo desafio, a jovem aluna declarou querer continuar a aproveitar a vida académica, agora num novo estabelecimento, e atingir o seu objetivo que é formar-se em medicina.

“Já estive na instituição, estou a ser muito bem acolhida por toda a gente, pelos alunos do segundo ano. Já tive oportunidade de conhecer o diretor do ICBAS e o diretor do curso de medicina e senti-me bem recebida. Espero conseguir fazer o meu curso  e tirar o máximo de partido daquilo que a instituição e os seus docentes  terão para me transmitir”, afiançou, reconhecendo que será difícil manter o mesmo patamar em termos de notas.  

“Sei que é uma tarefa difícil, mas continuarei a empenhar-me como sempre o fiz, a assimilar novos conhecimentos. Quero fazer o curso, mas também focar-me noutros aspetos, as pessoas que vamos conhecendo. São estas que ficam para a vida”, frisou.

Quanto ao seu futuro profissional, a jovem reiterado que o seu foco, neste momento, passa por fazer o curso, manifestando que terminado o curso não terá dificuldades em aceder ao mercado de trabalho.

“Julgo que isso vai acontecer de forma natural. O maior problema vai, porventura, ser aceder à especialidade, mas ainda estou numa fase inicial e quando chegar lá terei tempo para decidir”, asseverou, confirmando que gostava de seguir dermatologia, embora esteja ainda tudo em aberto.

O diretor da Escola Secundária de Penafiel, Vítor Leite, enalteceu, também, o facto deste ano terem entrado 16 alunos em medicina, só da Secundária.

“Outros alunos poderiam ter também entrado. Felizmente que, neste estabelecimento de ensino, começa já a ser uma prática comum entrarem alunos em cursos de medicina, o que diz bem da qualidade dos alunos, o que nos deixa obviamente satisfeitos porque se trata da vida deles, mas também do nosso investimento”, concretizou.

O responsável pela Secundária de Penafiel reconheceu, por outro lado, que grande parte deste sucesso deve-se, também, ao excelente corpo dos docentes que o estabelecimento dispõe.

“A qualidade dos professores da escola é muito elevada, verifico que os alunos correspondem, apropriam-se daquilo que é a cultura da escola e os resultados acabam por aparecer e isso foi conseguido não apenas este ano, mas em anos anteriores. Nos últimos cinco anos, em três anos, os alunos obtiveram o melhor resultado a nível nacional e isso corresponde ao empenho que eles têm, mas também às condições que lhes são proporcionadas”, sustentou.

Questionado sobre a importância dos rankings das escolas e a importância que estes têm naquilo que é a produtividade académica, Vítor Leite acabou por admitir que estes, muitas vezes, são limitados refletem apenas um conjunto de dados de determinadas áreas geográficas, locais, colégios, alunos, mas não dizem tudo.

“Não reflete o ensino, nem a qualidade do ensino das escolas, serve para fazer uma escala, na minha opinião muito distorcida, é o que é, mas quase não diz nada daquilo que é a realidade do ensino nas escola”, precisou, confirmando que existe um forte investimento nas pessoas que acaba por ser transferido no pós-secundário e no acompanhamento dos alunos na sua formação académica.

“Tudo isto faz com que as pessoas se identifiquem com a tal cultura da escola, mantenham essa relação com o estabelecimento de ensino”, retorquiu, confessando que em termos de futuro académico e profissional, a escola dispõe, hoje, de uma credibilidade crescente, mesmo ao nível do ensino profissional, e na relação que mantém com os agentes e atores empresariais da região, o que acaba por facilitar essa inserção no mercado de trabalho.

Susana Vieira, mãe de Alice Vieira, recordou que a filha sempre foi uma aluna motivada, interessada e com uma curiosidade em aprofundar cada vez mais os seus conhecimentos.

“É um orgulho para a família e os amigos. Conhecemos as suas capacidades e o ser humano excelente que ela é. Sabíamos que iria entrar na primeira opção. Foi sempre uma aluna de excelentes novas, uma aluna curiosa”, anuiu, sublinhando que é difícil à filha manter o mesmo nível que tem mantido até aqui, até porque o ensino, as exigências e os objetivos a atingir serão agora outros.

“O meu sonho é que ela seja feliz e que consiga atingir os objetivos, mas sempre com o foco de que o trabalho não é tudo”, acrescentou, com um sorriso no rosto.

Refira-se que a Universidade do Porto tem duas escolas com mestrado integrado em Medicina: o ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, com a média de ingresso mais alta do país; e a FMUP- Faculdade de Medicina, com a segunda média mais alta.

O ICBAS fica junto ao Palácio de Cristal e trabalha com o Centro Hospitalar Universitário do Porto (sediado no Hospital de Santo António). Já a a FMUP trabalha com o Centro Hospitalar Universitário de São João (polo da Asprela).

O ICBAS tem ainda os cursos de Veterinária, Ciências do Meio Aquático, Bioengenharia (a meias com a FEUP), Bioquímica (a meias com a FCUP) e leciona o ciclo básico da Faculdade de Medicina Dentária.


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