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Aprovado plano para despoluição e conservação do Rio Paiva
Fotografia: S.O.S. Rio Paiva – Associação de Defesa do Vale do Paiva

Região: Aprovado plano para despoluição e conservação do Rio Paiva

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A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, por maioria, um plano para a despoluição do Rio Paiva e conservação deste importante curso de água, na sequência de um Projeto de Resolução apresentado pelo partido PAN, acompanhado de projetos semelhantes apresentados pelo CDS, PEV e BE.

A Associação de Defesa do Vale do Paiva – S.O.S. Rio Paiva, destaca, em comunicado, que a “votação contou com a aprovação de todas as forças parlamentares com exceção da bancada do Partido Socialista que se absteve”.

A Associação S.O.S. Rio Paiva, na nota informativa enviada aos órgãos de comunicação social, afirma congratular-se com esta “votação histórica, uma vez que a despoluição do Rio Paiva é uma reivindicação com mais de duas décadas, durante as quais foram apresentadas centenas de denúncias de descargas poluentes, corte ilegal de vegetação ripícola, construção ilegal de infraestruturas nas margens e em terrenos protegidos, violação do caudal ecológico, entre outras”.

Fotografia: S.O.S. Rio Paiva – Associação de Defesa do Vale do Paiva

A associação  recorda que este é um “rio que é atualmente classificado como “Zona Especial de Conservação da Rede Natura 2000” (Decreto Regulamentar n.º 1/2020)”.

A S.O.S. Rio Paiva reforça que o “projeto do PAN exige ainda que o Governo interceda, em parceria com a Câmara Municipal de Castro Daire, para que a nova ETAR do Arinho entre em funcionamento”.

“Esta ETAR, que vai substituir a velha ETAR da Ponte Pedrinha, encontra-se concluída há dois anos”, afirma a associação, lamentando, o facto, do novo equipamento não ter entradod em funcionamento.

A S.O.S. Rio Paiva relembra que “a velha ETAR da Ponte Pedrinha (que “trata” os esgotos da vila de Castro Daire) é um dos principais focos de poluição do Rio Paiva, como admitiu recentemente o Ministro do Ambiente, por se encontrar obsoleta e não ser capaz de fazer um tratamento adequado dos esgotos”.

A mesma associação recorda que “em resposta à S.O.S. Rio Paiva, o Ministério referiu, em março deste ano, que a inauguração da nova ETAR de Castro Daire está dependente da “certificação das instalações elétricas associadas”,

A S.O.S. afirma, também, que questionada pela associação, a Câmara de Castro Daire “não respondeu, nem deu publicamente nenhuma explicação para o facto da nova ETAR, que custou mais de 6 milhões de euros, se encontrar praticamente abandonada”.

Nos últimos anos, o Rio Paiva foi alvo de um investimento de largos milhões de euros em infraestruturas turísticas, com destaque para o município de Arouca, onde foram construídos os “passadiços do Paiva” e a ponte “365 Arouca” sobre o Rio Paiva, mas as questões relacionadas com a conservação, a poluição ou a regulamentação dos desportos de aventura, ficaram esquecidas pelo poder político, sem que fosse realizado um plano para determinar e minimizar os impactos do turismo na conservação deste rio, como foi proposto pela associação S.O.S. Rio Paiva antes do avanço destes investimentos”, alude a associação que adianta: “Há anos que a S.O.S. Rio Paiva defende um investimento mais sustentável, que proporcione aos turistas uma experiência positiva, em vez da situação atual que consideramos muito lesiva da conservação deste curso de água, porque não foram tomadas medidas para minimizar os impactos da pressão de um turismo de massas”.

Fotografia: S.O.S. Rio Paiva – Associação de Defesa do Vale do Paiva

“Infelizmente, ao chegar ao Rio Paiva, os milhares de turistas e os praticantes de desportos de aventura, são confrontados com a poluição e a interdição da prática balnear, devido à contaminação preocupante das águas”, lê-se no comunicado que a associação nos enviou, avançando, por outro lado, que “há graves problemas com a plantação de monocultura de eucalipto nas margens, destruição da galeria ripícola, avanço de espécies invasoras e problemas graves de seca em alguns troços do rio entre a nascente, em Moimenta da Beira, e o concelho de Castro Daire, fruto da construção de açudes e levadas (ilegais) que retêm a água sem respeitar o caudal ecológico, facto que já deu origem a várias denúncias, sem que nada fosse feito”.

Sobre os quatro projetos de resolução hoje aprovados, a S.O.S. Rio Paiva garante que também contemplam “estes problemas e foram votados em conjunto”, baixando “à 11ª Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território onde serão discutidos na especialidade”.

“A S.O.S. Rio Paiva espera que a aprovação deste plano de despoluição e conservação do Rio Paiva se traduza em medidas urgentes e na entrada em funcionamento da nova ETAR de Castro Daire”, confessa a instituição na mesma nota informativa.


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