Novum Canal

mobile

tablet

Pianista lousadense conquista concurso de Interpretação do Festival Estoril-Lisboa
Fotografia: João Xavier

Pianista lousadense conquista concurso de Interpretação do Festival Estoril-Lisboa

Partilhar por:

O pianista lousadense João Xavier, executante de piano, conquistou o 22.º Concurso de Interpretação do Festival Estoril-Lisboa, que decorreu de 16 a 17 de Julho de 2021, num evento dedicado a jovens intérpretes portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, direcionado a concorrentes com idade entre os 16 e 34 anos.

Ao Novum Canal, o jovem lousadense, já com vários prémios conquistados e tido com um jovem talentoso e uma promessa na arte de tocar piano, realça que a  ideia de se inscrever no Concurso de Interpretação do Festival Estoril Lisboa surgiu no ano passado.

“O concurso estava previsto para 2020, mas foi adiado para este ano devido à pandemia. Uma vez que se trata de um prémio muito bom, com vários concertos não só em Portugal, mas também no estrangeiro, decidi tentar”, disse, salientando que apesar da mestria dos demais executantes foi sempre seu objetivo arrecadar um prémio.

“ Uma vez que decidi participar, tive sempre a esperança de poder obter o prémio. No entanto, os concursos são sempre muito imprevisíveis, por isso tento sempre concentrar-me somente na preparação e, na altura de atuar, em fazer o meu melhor”, frisa, recordando que o concurso consistiu em duas provas, uma eliminatória e a prova final, tendo contado com cerca de 12/13 executantes.

Ao Novum Canal, João Xavier admite que ter ganho este concurso irá permitir-lhe atuar e participar em vários concertos em Portugal e até no estrangeiro.

“Este prémio deu-me a possibilidade de tocar no futuro com várias orquestras em Portugal e também no estrangeiro. Isto é muito importante, principalmente porque nos últimos tempos, devido à pandemia, a minha atividade tem sido muitíssimo reduzida”, disse.

Falando da sua ligação à música clássica e ao piano, João Xavier recorda que o gosto pela música surgiu na infância.

“Em casa ouvia discos com música de vários compositores, e isso despertou-me não só o interesse pelo mundo da música clássica, como também a vontade de aprender um instrumento”, adianta, relevando a sua passagem e formação no Conservatório do Vale do Sousa, em Lousada, como tendo sido determinante no seu percurso formativo, mas,  também, na consolidação dos seus conhecimentos musicais.

“O Conservatório do Vale do Sousa deu-me todas as bases para que pudesse mais tarde ingressar na Escola Superior e foi para mim uma escola de extrema importância, onde aprendi muito com ótimos professores”, disse.

O jovem de Lousada garante que a entrada na Escola Superior de Música do Porto e ainda no Conservatório de Moscovo foram, igualmente, etapas fundamentais na sua carreira, momentos de consolidação do seu trajeto e percurso de formação no domínio do piano, que lhe permitiram evoluir e privar com os melhores executantes.  

“O tempo que passei no Conservatório e mais tarde na Escola Superior de Música do Porto e ainda no Conservatório de Moscovo, têm sido de constante enriquecimento pessoal e profissional e de constante aprendizagem”, acrescenta.

Fotografia: João Xavier

Como principais prémios que marcaram a sua carreira, João Xavier elege o “Prémio Jovens Músicos, em 2011, o 3.º prémio no Concurso Internacional de Piano de Jaén, em Espanha, e, sem dúvida, o 1.º prémio no Concurso de Interpretação do Estoril”.

João Xavier, tal como os demais executantes, considera que a crise sanitária que continua a atingir a região e o país deixou marcas e afetou os músicos e artistas, de uma forma geral.

“A pandemia afetou todos os artistas. Também tive concertos adiados e cancelados numa altura que, sem pandemia, já tem sido difícil para mim, uma vez que me encontro numa espécie de transição da vida académica para a vida profissional”, concretiza, concordando que será necessário investir na cultura no período pós-pandemia, minimizado os efeitos de um setor que foi, também, atingido por esta doença.

“É sempre necessário investir na área da cultura e será necessário apoiá-la depois da crise sanitária que vivemos. O teatro e a ópera, por exemplo, já antes da pandemia viviam sem grande perspetiva cá em Portugal”, expressa, sublinhando ter estudado no Conservatório Tchaikovsky, em Moscovo, o que lhe permitiu  conhecer outros executantes pianistas e professores já consagrados nesta área.  

O Jovem lousadense defende que o período de tempo que esteve em Moscovo ajudou-o a consolidar conhecimentos, a crescer enquanto executante e a conhecer outras realidades, mas admite que  em Portugal existem já excelentes escolas e professores, nesta área.

“Existem boas escolas e professores em Portugal, mas acho importante conhecer outras realidades e muito enriquecedor pessoal e profissionalmente estudar num país diferente. No meu caso, estudei em Moscovo motivado pela grande pianista e professora Eliso Virsaladze”, afirma.

Presentemente, João Xavier encontra-se em Portugal.

Refira-se que o concurso de Interpretação do Festival Estoril-Lisboa foi aberto a executantes em: “acordeão, canto, clarinete, contrabaixo, cravo, fagote, flauta, guitarra, harmónica, harpa, oboé, órgão, percussão, piano, saxofone, trombone, trompa, trompete, tuba, viola, violino e violoncelo”.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!