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Valongo: inaugurada ampliação e remodelação da Etar de Campo

Reportagem (C/Vídeo): Inaugurada ampliação e remodelação da Etar de Campo

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Foi esta segunda-feira inaugurada ampliação e remodelação da Etar de Campo, em Valongo, num investimento total de 5.469.987 euros realizado pela concessionária Be Water – Águas de Valongo e que permitiu aumento da capacidade de tratamento da ETAR de 51.317 habitantes, para 98.278 habitantes.

O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, realçou que esta é uma intervenção aguardada há muitos anos que vem colocar um ponto final àquilo que eram os odores que se faziam sentir na área e contribuir para melhorar a qualidade da água.

“Há muitos anos que haviam aqui problemas com os maus cheiros. Nos últimos 20 anos volta e meia surgia o problema da Etar de Campo. É uma Etar que serve quase 100 mil pessoas, é uma das grandes etars deste país e que vai ajudar a resolver problemas que existem, vai permitir aos municípios de Valongo e Paredes ter condições para ligar o saneamento a esta estrutura”, disse.

O chefe do executivo recordou, por outro lado, que a construção desta Etar assim como a entrada em funcionamento em pleno da Etar de Arreigada, em Paços de Ferreira, constituem um contributo positivo  para a água que é devolvida ao rio e que entra nas Serras do Porto.

“ É certo que teremos de aguardar a entrada em funcionamento em pleno de Arreigada, que estas duas intervenções apoiadas pelo Governo, possam dar um contributo para melhorar a qualidade da agia porque a qualidade da água deste rio não é ainda aceitável. Esta estruturas têm um impacto nas populações, no parque das Serras do Porto e das comunidades”, expressou, garantindo que a  questão da qualidade da água resolve-se com as duas estruturas.

José Manuel Ribeiro realçou que, também, vital é a revitalização das margens  que irá permitir a sua renaturalização.

“Há aqui muitos problemas na parte do Ferreira que vem de Paredes, a presença do coletor, tendo sido assinado um acordo entre a APA e o município de Paredes que vai permitir fazer intervenção, isto é, recuperar as margens. Em Valongo, já houve uma intervenção na zona de Couce apoiada pelo Fundo Ambiental, mas muito localizada, numa parcela que pertence ao município, agora há necessidade de fazer aqui muitas intervenções com técnicas de bio-engenharia com as quais possamos recuperar e revitalizar as margens. Estamos a falar de um processo cujos investimentos são avultados. Investir nas margens dos rios não é um investimento barato por isso e que  precisamos do apoio dos fundos comunitários, mas acho que é um objetivo nobre e dá coerência ao que andamos a fazer”, atalhou.

O presidente da Câmara de Valongo confirmou, ainda, que municípios de Paredes e Valongo têm feito um investimento avultado a criar parques ribeirinhos.

“Agora com a pandemia percebeu-se a importância desses espaços e quando conseguirmos ter a água com melhor nível, quando conseguimos verbas para continuar a fazer esta recuperação das margens e fazer estruturas de mobilidade sustentável, caminhos para as pessoas usarem, tudo isto com espaços de convívio daremos um salto gigante. Paredes, Gondomar e Valongo estão envolvidos num projeto que é fazer um parque com 60 quilómetros quadrados, num dos projetos mais ambiciosos da Área Metropolitana do Porto”, avançou.

O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, concordou que este equipamento era uma estrutura que se impunha.

“ É com satisfação que vejo que está concluído, que vai entrar em funcionamento. Seja o meu executivo, seja outro, vamos ter eleições em outubro, a partir de janeiro de 2022 iremos ter os SMAS e muito do nosso tempo de gestão vai passar pela gestão da água e saneamento, pelo que durante os próximos quatro anos teremos de fazer muitos investimentos a esse nível”, avisou.

Concebida em 1996 para servir a população das freguesias de Valongo, Campo e Sobrado do município de Valongo e as freguesias da Gandra, Rebordosa, Lordelo, Duas Igrejas, Astromil e Vilela do município de Paredes, esta ETAR é a principal unidade de tratamento de águas residuais na bacia do rio Ferreira.

O município relembra, em comunicado, que “desde do início do seu funcionamento em 1999 que a evolução dos caudais afluentes à ETAR devido ao aumento da taxa de cobertura da população servida foi superior à prevista, tendo-se atingido no ano 2004 os caudais e cargas estimados para o ano de horizonte do projeto de 2016, o que conduziu a uma situação de sobrecarga desta instalação”.

“Assim, no seguimento de convite dirigido em 2015 pelo POSEUR à Águas de Valongo, autorizado pelo Senhor Secretário de Estado do Ambiente, foi apresentada a candidatura do “Projeto de Ampliação e Remodelação da ETAR de Campo-Valongo” com vista ao cumprimento da DARU- Diretiva relativa ao Tratamento de Águas Residuais Urbanas, abrangida pelo Eixo 3 – Proteger o Ambiente e Promover a Eficiência dos Recursos do POSEUR, Domínio (022) Tratamento de Águas Residuais”, lê-se no comunicado que nos foi enviado que acrescenta que “o projeto de ampliação da ETAR de Campo representou um investimento total de 5 469 987€ a que correspondeu uma contribuição do POSEUR no valor de 3 311 804 euros”.

A nota informática declara que a intervenção realizada na “ETAR de Campo consistiu no aumento da capacidade hidráulica e de carga mássica da instalação, através da construção da terceira linha de tratamento da fase liquida e ajustamentos em alguns órgãos de tratamento, nomeadamente uma etapa adicional no processo de tratamento da fase sólida, que incluiu a construção de um digestor anaeróbio mesófilico com aproveitamento do biogás para aquecimento das lamas, traduzindo-se num aumento da capacidade de tratamento da ETAR de 51.317 habitantes, para 98.278 habitantes”.


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