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Paredes: CEO da Be Water afirma que empresa mantém-se aberta ao diálogo construtivo e defende estratégia comum

Reportagem (C/Vídeo): CEO da Be Water afirma que empresa mantém-se aberta ao diálogo construtivo e defende estratégia comum

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O CEO da Be Water, Alberto Carvalho Neto, defendeu, esta segunda-feira, no âmbito Inauguração da Ampliação e Remodelação da ETAR de Campo, Valongo, que a empresa está disponível e aberta para manter um diálogo construtivo e defende estratégia comum para a questão da água e do saneamento no concelho de Paredes.

“Estamos a inaugurar uma etar que teve o apoio do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) , mas o que continuo a ouvir constantemente é que é necessário resgatar a concessão, nomeadamente a de Paredes, para ter apoios e financiamento. Portanto, hoje, está mais do que provado que não há necessidade disso. Pode haver uma forma de trabalhar em conjunto como acontece aqui em Valongo. É preciso que haja entendimento e que haja uma projeção”, disse, salientando que a empresa ambiciona tornar Valongo o primeiro concelho cem por cento ligado ao nível de água e de saneamento.

Questionado se é possível haver uma reversão em Paredes, Alberto Carvalho Neto, destacou que caso de Paredes está em tribunal e que depende do juiz da forma como vai analisar o interesse público”.

Agora, o interesse público parece-me que é muito relativo. O que é o interesse público hoje em dia? O interesse público é realmente fazer obra? Porque isso é o que queríamos fazer a nível de empresa. As Águas de Paredes quer fazer obra, queremos continuar. Aliás, propusemos fazer exatamente  o que estamos aqui a fazer hoje, que foi conseguir arranjar financiamento, trabalhar em conjunto com as autarquias para se conseguir ir buscar investimento e não estar a onerar a tarifa”, disse, acrescentando: “Imagem, agora, que fazíamos o mesmo em Paredes que era com o montante que tínhamos disponível em termos de plano de investimento continuar a investir, mas aumentar ou duplicar esse montante para muitos mais obras. Desde que houvesse diálogo para assim ser feito, poderíamos ter feito isso”.  

Interpelado se faltou diálogo nesta questão,  CEO da Be Water afirmou não ter faltado diálogo da parte da empresa.

“Não faltou da nossa parte. Houve sempre. O que houve foi uma mudança completa de paradigma. Ou seja, estávamos a trabalhar num determinado diálogo, fomos incitados a levar para um determinado tipo de acordo que felizmente não assinamos porque era uma redução do perímetro, coisa que a nível de empresa sempre discutimos e achamos  que era mau, isto é,   continuar a insistir numa versão em que existem várias empresas num concelho e que não houvesse um equilíbrio. Era necessário ambicionar e conseguir ter esta capacidade social de conseguir investir e atribuir a toda a população rapidamente o equilíbrio e o acesso à rede quer seja de água, quer seja de saneamento  e por isso solicitamos sempre que nos entregassem  essas freguesias que estão dentro do nosso contrato “, defendeu, esclarecendo “ só pedimos que respeitem  o contrato que assinamos. Se nos entregassem as freguesias poderíamos cumprir com os planos de investimento que queríamos fazer”.

O CEO manifestou, ainda, que a empresa continua disponível e com o mesmo discurso de sempre que é fazer os investimentos, desde que sejam entregues as freguesias.

“Acima de tudo um diálogo que nos permita trabalhar rapidamente até porque quando nos falam em incumprimento, ainda faltam mais 15 anos de contrato. Como é que podemos falar em incumprimento? Se não nos entregam as freguesias, como é que fazemos o investimento? Por isso o que é preciso é haver diálogo construtivo e acima de tudo pensarmos uma estratégia comum para que se consiga resolver os problemas atuais e repensar o futuro numa forma em que rapidamente se assuma o equilíbrio que é necessário”, atalhou.

Quanto às declarações do CEO da Be Water, o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, reiterou que houve uma fase de negociações com a Be Water e está a decorrer um prazo de 12 meses para o município tomar conta do serviço.

“Entendemos que não estavam a defender o interesse público em Paredes e avançamos com o resgaste em dezembro. Está neste momento a decorrer um prazo de 12 meses para tomarmos conta do serviço. Entretanto, foi interposta uma providência cautelar à qual o município já reagiu, como não poderia deixar de ser. Estamos convictos que não vai ter provimento, nem pode ter porque tem de existir um princípio claro de separação de poderes entre o poder judicial e da gestão pública. Quem defende o interesse público são as pessoas que foram eleitas quer para a câmara municipal, quer para a assembleia municipal e estou convicto que o tribunal nos vai dar razão. Se não concordam com o valor  que nós temos à disposição, isso é outra questão que se discutirá, se o entenderem no futuro”, avisou.  


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