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PSD Paços de Ferreira vota contra o relatório e contas 2020
Fotografia: PSD Paços de Ferreira

PSD Paços de Ferreira vota contra o relatório e contas 2020

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O PSD Paços de Ferreira votou contra o relatório e contas de 2020 apresentado pelo executivo PS na Câmara Municipal.

No comunicado enviado ao Novum Canal, o PSD justifica a sua posição por considerar  “estarem desfasadas da realidade, naquele que foi o quarto documento analisado no corrente mandato”.

“E neste relatório e contas, tal como nos anteriores, à medida que o vamos folheando, sentimos que estamos a entrar num ‘conto de fadas’, em que tudo está resolvido no nosso concelho e em que problema algum existe. Quem não viver em Paços de Ferreira e conseguir ler este documento, sente que os nossos habitantes entraram num elevado estado de existência, livres dos malvados governantes precedentes de quem atualmente gere a autarquia”, avanças os sociais-democratas.

“Infelizmente, não poderiam estar mais enganados. Aliás, a existência de expressões de cariz partidário como “Obrigado pela confiança na mudança!” na mensagem do Sr. Presidente da Câmara, é a prova de que estamos, mais uma vez, perante um documento eleitoralista, propagante e no qual se tenta, mais uma vez, “dourar” uma realidade, que a população do nosso concelho, mais tarde ou mais cedo, vai descobrir que é um embuste”, prossegue o PSD Paços de Ferreira.

Fotografia: PSD Paços de Ferreira

Na nota informativa, a Comissão Política do PSD Paços de Ferreira tece várias críticas ao documento apresentado pelo executivo socialista.

“Mas este ano não nos vamos repetir. Seria a quarta vez que o faríamos! E por isso, não vamos fazer referência:  1. À mensagem enganadora relacionada com a diminuição da dívida até porque continuarmos com mais de €51M em Provisões (rubrica na qual se deveria infelizmente adicionar pelo menos €100M fruto da desastrosa gestão do processo de concessão de água e saneamento por parte da maioria socialista), um cenário que nos faz lembrar uma “varredela” para debaixo do tapete de algo que, esperamos, não venha a se materializar numa dívida a pagar num futuro próximo; 2. À inexistência de adesão à realidade no que à mensagem de rigor na gestão até porque, as demonstrações financeiras continuam a revelar um (contínuo) aumento dos custos operacionais desde que o PS está no poder”.

O PSD Paços de Ferreira, no mesmo comunicado, alude, ainda, ao aumento do IMI, chocando com aquela que tem sido a posição do executivo municipal.

“ Ao IMI que, ao contrário do que é dito, continua a aumentar o valor cobrado aos nossos cidadãos”, lê-se na nota informativa que aponta ainda para a “falta de visão estratégica da maioria socialista”, acrescentando “que ano após ano apresenta custos correntes muito superiores aos custos de capital, isto é, ao investimento, o que prova que se limita a gerir o dia-a-dia e as expectativas dos “votantes”, pondo de parte o que realmente é importante que é um futuro melhor para a população mesmo que com base em opções tomadas que não deem tantos votos (só para registo, o investimento em 2020 baixou perto de 50% quando comparado com 2019!)”.

O PSD Paços de Ferreira, no comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, acusa o executivo municipal de andar “ao sabor do vento, sem estratégia e sem visão para o nosso concelho”.

“É com particular espanto que vimos o Sr. Presidente de Câmara terminar a sua mensagem com a expressão “a Capital do Móvel resiste!”. Neste ponto estamos de acordo. Mas faltou acrescentar “Resiste, apesar de eu tudo ter feito para acabar com ela!” Ou o Sr. Presidente de Câmara já se esqueceu da “marciana” ideia que teve há uns anos atrás ao ter criado a Capital Europeia do Móvel, tendo inclusive dado uma valente “seca” de apoios à AEPF, contribuindo para a lamentável situação de dificuldades económicas em que a associação se encontra, nomeadamente na luta diária que os seus dirigentes têm para se manter com a posse do Parque de Exposições, um património para o qual tanto se trabalhou?!?”.

“Gostaríamos também de fazer referência ao “foguetório” feito pela maioria socialista relacionado com os resultados líquidos positivos. Obviamente que é preferível ter resultados positivos a resultados negativos. Mas numa situação como a que a que atualmente vivemos, de louvar seria caso a Autarquia tivesse usado o valor dos resultados (que por coincidência é um valor próximo do da moratória do FAM) para apoiar, de forma proactiva e coerente, as empresas do concelho e as pessoas que sofreram com a pandemia. Mas não, pelo contrário: num ano como o de 2020, com brutais perdas de rendimento por parte das nossas empresas e das nossas famílias, a Câmara ainda cobrou mais impostos diretos e indiretos (+ cerca de €750m cobrados)! E, quando não conseguia cobrar, lá passou essa tarefa para a Autoridade Tributária para ainda penalizar mais a nossa população com multas e taxas”, acrescenta o PSD Paços de Ferreira, sublinhando que por  estes motivos, os vereadores do PSD, Joaquim Pinto e Célia Carneiro, votaram contra o documento em apreciação.

Câmara de Paços refere que “contas de 2020 mantêm a trajetória de redução da dívida e aumento do investimento”.

Refira-se que a autarquia pacense, também, em comunicado, referia, no dia 1 de junho, que as contas de 2020 “mantêm a trajetória de redução da dívida e aumento do investimento”.

Citado em comunicado, o vereador do pelouro das finanças, Joaquim Sousa, destacava, à data, que o documento revela a “boa saúde financeira do município, facto que foi fundamental para que a Câmara Municipal pudesse, num ano a todos os títulos excecional, implementar um conjunto de medidas extraordinárias no âmbito da pandemia da Covid-19”.

O vereador das Finanças apontava, também, para “resultado Positivo no valor de 2,4 milhões de euros, situação que se repete pelo sexto ano consecutivo; uma diminuição dos Gastos Operacionais relativamente ao exercício de 2019 no montante de 242 mil euros”.

Joaquim Sousa enfatizava, ainda, a “diminuição da dívida total do município, fixando-se a mesma no final de 2020 em 42 milhões de euros”, salientando que “esta trajetória de redução da dívida tem sido sistemática desde que o atual executivo entrou em funções. Em 2013 o valor da dívida total do município era de 68 milhões de euros. Em 2020 o valor baixou para 42 milhões de euros. Uma redução de 26 milhões euros”.

O responsável pela pasta das finanças afirmada, também, que  “a execução orçamental da receita e da despesa foi de respetivamente, 98% e 84%. Estas taxas de execução são das mais elevadas de sempre e revelam uma boa gestão dos dinheiros públicos”, sublinhando que “entre a receita corrente e a despesa corrente apurou-se uma poupança corrente de 5,2 milhões de euros, poupança essa que permitiu financiar a despesa de investimento”.

O vereador recordou, ainda, que “entre 2014 e 2020 foram realizados investimentos na ordem dos 21 milhões de euros”.


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