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Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19 aponta para tendência crescente de novos casos
Fotografia: DGS

Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19 aponta para tendência crescente de novos casos

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O relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19, de 11 deste mês, aponta para uma tendência crescente a nível nacional.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) destaca que o relatório realizado em articulação com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) evidencia que o “número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 83 casos, com tendência crescente a nível nacional”.

De acordo com o mesmo relatório “o valor do Rt apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,07) e em todas as regiões de saúde, à exceção da região Norte, sugerindo uma tendência crescente. Esta tendência crescente é mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), que apresenta um Rt de 1,12”.

O documento refere que mantém-se “esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos/100 000 habitantes será de 15 a 30 dias para o nível nacional, tendo sido ultrapassado esse limiar em LVT”, sustentando que “o número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 29% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas”.

Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19 aponta para tendência crescente de novos casos
Fotografia: DGS

“Ao nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,6, valor que se mantém abaixo do limiar definido de 4%. Observou-se um decréscimo do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias, para o qual contribuiu o feriado do dia 3 de junho, e aumento da positividade”, avança a DGS.

Ainda de acordo com a DGS a “proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 7,5%, mantendo-se abaixo do limiar de 10%”, sendo que “nos últimos sete dias, 89% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 83% dos seus contactos”.

O relatório destaca que “com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em maio a prevalência estimada da variante Alpha (B.1.1.7 ou associada ao Reino Unido) foi de 88,4%. Até 9 de junho, foram identificados, por confirmação laboratorial, 111 casos da variante Beta (B.1.351 ou associada à África do Sul). Existe transmissão comunitária desta variante”, confirmando que “até 9 de junho, foram identificados, por confirmação laboratorial, 142 casos da variante Gamma (P.1 ou associada a Manaus, Brasil). Existe transmissão comunitária desta variante”.

O documento avança, ainda, que “até 9 de junho, foram identificados 92 casos da linhagem Delta (B.1.617.2 ou associada à Índia). Existe transmissão comunitária desta variante, mais evidente na região de LVT”, sublinhando que “observa-se transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. Dado o intervalo de tempo esperado entre o aumento do número de infeções e o número de internamentos em UCI, a tendência crescente deste indicador impõe cautela na vigilância do aumento da incidência, em especial na população sem esquema vacinal completo”.


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