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“Cabe a todos, a gestão efetiva destas expectativas, na certeza que não somos 'máquinas' e que carecemos de tempo para retomarmos as rotinas”, Marina Ferreira Silva, psicóloga.
Fotografia: Novum Canal

Atenção! Os trabalhadores estão a adoecer!

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Vivemos numa era competitiva, envoltos em cobrança e a um ritmo de vida aceleradíssimo. Ser-se bom não é suficiente, impõe-se que se seja o melhor! Novos hábitos, o enfraquecimento dos valores sociais e a constante necessidade de prontidão são alguns fatores que contribuem para o surgimento do já tão debatido, e cada vez mais prevalente, stresse profissional.

Em Portugal, ainda não existe uma cultura de felicidade organizacional ligada ao bem estar psicológico, e por esse motivo estima-se que 2 em cada 10 trabalhadores padeçam de problemas relacionados com o trabalho, que se traduzem num real sofrimento e que estão na base, por exemplo, do absentismo, das quedas na produtividade e da falta de compromisso e envolvimento nas tarefas.

Ora vejamos:

– pressão para cumprir prazos

– tarefas monótonas

– comunicação ineficaz

– objetivos exigentes

– horários abusivos

– liderança autoritária

– falta de oportunidades de progressão na carreira

– insegurança causada pela imprevisibilidade das mudanças

Tudo isto, riscos psicossociais intimamente relacionados com o acentuado desgaste psíquico – tantas e tantas vezes sentido – e que, quando continuado, conduz a um quadro clínico de Burnout.

A palavra Burnout vem do inglês, significa ‘queimar até ao fim’ e caracteriza-se fundamentalmente pela sensação de sobrecarga e exaustão, pelo assumir de uma atitude distante, pouco empática e pouco afetuosa, bem como, pela perda do interesse e motivação para o exercício das funções habituais.

Ir trabalhar passa a ser um “fardo” para o trabalhador.

A exposição prolongada a agentes stressores pode ter consequências muito prejudiciais tanto para a saúde física quanto para a saúde mental, no caso, doenças cardiovasculares, autoimunes, ansiedade, depressão, alcoolismo e até mesmo suicídio.

É de extrema importância manter um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal para evitar adoecer.

Eis alguns sinais a ter em consideração, que o/a farão refletir se existe ”algo que poderá não estar bem”:

– cansaço constante;

– taquicardia ou aumento da tensão arterial;

– alterações no padrão de sono, mais frequentemente insónia;

– enxaquecas, dores lombares e musculares;

– fragilidade do sistema imunitário;

– tristeza e apatia;

– irritabilidade, atitude crítica e sarcasmo;

– sensação de fracasso e inutilidade;

– isolamento social

– não ter vontade de sair de casa ou de conviver com outras pessoas. …entre outros.

Portugal ocupa o primeiro lugar do pódio na lista dos países da União Europeia com maior risco de burnout. Os números são alarmantes e com tendência para aumentar substancialmente nos próximos anos.

Se sente que não consegue lidar sozinho/a com alguma destas questões, procure ajuda atempadamente!


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