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Reportagem: Paços de Ferreira apresenta projeto para minorar impacto da Covid-19 nos ambientes sociais e familiares mais vulneráveis

Reportagem: Paços de Ferreira apresenta projeto para minorar impacto da Covid-19 nos ambientes sociais e familiares mais vulneráveis

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“Habili´Arte”, assim se designa o projeto que foi apresentado, esta sexta-feira, no salão nobre da Câmara de Paços de Ferreira, uma iniciativa desenvolvida pela autarquia pacense em parceria com a Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso e que tem como meta principal a minorar o impacto da Covid-19, sentido nos ambientes sociais e familiares mais vulneráveis.

O projeto foi desenvolvido pelos serviços técnicos da Ação Social da autarquia, na sequência da pandemia que afetou o concelho, preconizando um conjunto de ações que visam dotar os seus habitantes de ferramentas e competências de forma a reforçar os laços e a coesão nestes equipamentos sociais.

O projeto irá abranger os equipamentos de habitação social de Modelos, Arreigada, Penamaior e Boavista.

A vereadora da Ação Social da Câmara de Paços de Ferreira, Filomena Silva, assumiu que este projeto  tem como principal foco a inclusão e valorização social dos habitantes destes equipamentos, destacando que no universo de residentes dos quatro equipamentos de habitação Social, num total de cerca de 400 pessoas, e que serão alvo de intervenção no Habilit’Arte, existem diversas pessoas idosas em situação de isolamento ou a necessitar de cuidados básicos.

“Há diversas formas de incluir as pessoas e de facto este projeto pretende  através da arte promover essa mesma inclusão, mas também através do desporto porque são áreas relevantes e que estão presentes na vida das pessoas. Estamos a falar de equipamentos sociais e teríamos de pensar  numa atividade que fosse simples, mas que cativasse pela diferença e por isso apostamos no teatro e na expressão musical. Queremos apostar nestas duas vertentes. É evidente que cada empreendimento tem a sua realidade e as suas tradições, mas o nosso objetivo é incluir estas comunidades, promover a sua autoestima”, disse, salientando que neste âmbito será apresentado no final um espetáculo à comunidade.

A autarca reconheceu que a atual crise sanitária que continua a assolar a região e o país vieram adensar ainda mais as dificuldade, sobretudo, das pessoas mais vulneráveis.

“Estamos a falar de pessoas que se isolaram mais. Nestes empreendimentos temos muita população idosa e estas dificuldades são mais prementes. Depois temos também a questão da segregação, muitas destas pessoas auferem o rendimento social de inserção e são estas que queremos agarrar para que sintam que fazem parte da sociedade, que têm conhecimentos e uma experiência que é também importante para nós”, atalhou.

 Filomena Silva confirmou que  continua a existir algum estigma relativamente às pessoas que residem nestes empreendimentos.

“No início esse estigma era mais visível, as pessoas eram conotadas, os bairros eram conotados, mas estamos a falar de uma população que tem vindo a ser trabalhada ao longo dos anos pelo serviço de Ação Social do município, num acompanhamento muito próximo, com o apoio do psicólogo, do assistente social. Estamos a desenvolver um projeto que é o Escolhas no Complexo de Arreigada que trabalha com a população cigana e no âmbito do qual temos feito um acompanhamento da população jovem, no acompanhamento ao estudo, na preparação para a vida profissional, no atendimento em gabinete. Tentamos que haja uma aproximação maior a uma população que já de si é fragilizada”, acrescentou.

A responsável pelo pelouro da Ação Social admitiu que terminado este projeto, gostava que o mesmo pudesse ser replicado a outros pontos do concelho.

“Tentamos sempre ter ideias para sustentar aquilo que são as boas práticas. É óbvio que não vamos ter as mesmas capacidades, não há financiamento, mas gostaríamos  de criar essa capacidade de manter o projeto, sobretudo, no que diz respeito à música e à arte”, sustentou.

“O município tem procurado criar condições para que os habitantes dos bairros sociais possam sair de alguns ciclos endémicos quer de falta de qualificações, que de situações pobreza”

Também o presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Brito, relevou a importância social deste projeto na inclusão e integração social destes grupos.

“O município tem procurado criar condições para que os habitantes dos bairros sociais possam sair de alguns ciclos endémicos quer de falta de qualificações, que de situações pobreza. As pessoas estão nos bairros sociais, mas não estão abandonadas à sua sorte e o município procura através das políticas públicas encontrar os mecanismos e os instrumentos de forma a trazer essas pessoas para a comunidade, tornando-as úteis à sociedade. Sentimos que nalguns casos é difícil por força de um conjunto  de razões sociais e muitas vezes até de saúde. Para além de criarmos condições de habitabilidade, queremos ter medidas de natureza social, dotando-as de competências e instrumentos, seja na área da música, na área da informática, mas também os cuidadores informais que é, hoje, uma necessidade no mercado de trabalho, fazer com que  estas pessoas possam ter uma atividade remunerada e com isso terem rendimentos para poderem fazer face à sua vida. Queremos ter um concelho com uma coesão social forte, procurando que todos participem na construção desta comunidade e este projeto tem esse objetivo”, afirmou.

Questionado sobre a importância da arte na inclusão social, o chefe do executivo reconheceu que as práticas artísticas são uma forma de fomentar a socialização, são inerentes à atividade e à condição humana e pode assumir um papel relevante num tempo marcado pela falta de afetos, que a própria crise sanitária veio adensar.

“A arte é ancestral, a dança, a música e o teatro fazem parte dessas artes ancestrais e isso é uma forma de socialização. A arte só faz sentido quando é replicada para que os outros possam usufruir dela e acreditamos que é nestas envolvências, nestas dinâmicas e é com a participação das pessoas que vamos reforçando os laços e os afetos num tempo tão difícil como o que vivemos hoje”, assumiu.


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