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Lamego: Pandemia e poder local marcam discursos do 25 de Abril
Fotografia: Câmara de Lamego

Lamego: Pandemia e poder local marcam discursos do 25 de Abril

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A pandemia e o poder local marcaram  os discursos do 25 de Abril em Lamego.

A autarquia local assinala, em comunicado  que o “47º aniversário da histórica madrugada do 25 de Abril de 1974, “aurora da desejada liberdade sonhada pelos portugueses”, foi assinalado em Lamego com a realização de uma Sessão Solene da Assembleia Municipal Comemorativa do Dia da Liberdade”.

De acordo com o município, o “programa de comemorações decorreu este ano em versão reduzida, devido aos condicionalismos motivados pela atual pandemia”.

Citado me comunicado, José Rodrigues Lourenço, presidente da Assembleia Municipal, no discurso de encerramento desta sessão evocativa, referiu que “nunca é demais relembrar que antes dessa data e dos esconsos e obscuros 40 anos de ditadura, muitos foram perseguidos, presos, torturados e assassinados, por algo tão simples e que faz parte dos genes de qualquer ser humano: ser livre no seu pensamento verbal. Não ser cortado por delito de opinião. Por isso, a liberdade, na assunção pura do seu significado, foi conquistada pelos portugueses”.

Lamego: Pandemia e poder local marcam discursos do 25 de Abril
Fotografia: Câmara de Lamego

Num salão nobre marcado pela ausência de representações institucionais e de público, devido às atuais regras sanitárias, José Rodrigues Lourenço recordou ainda que, “no próximo dia 12 de dezembro, se celebram 45 anos das primeiras eleições autárquicas em regime democrático, “uma das grandes conquistas de Abril”. “Porque as autarquias são constituídas por mulheres e homens, também não é de escamotear as características hominis de cada um, ou seja, as de compromisso com a causa pública, a seriedade e o caráter. Assim se cumpre a Constituição da República Portuguesa e Abril”.

O presidente da Câmara Municipal, Ângelo Moura, destacou que “comemorar Abril é também celebrar o poder local, uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. Aos autarcas, como a todos os agentes políticos em geral, impõe-se um denominador comum: a missão de servir, de estar ao serviço dos cidadãos e da satisfação dos seus anseios de bem-estar, de qualidade de vida, de paz e segurança, de tolerância e democracia”.


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