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57% dos estudantes do ensino superior preferem as aulas presenciais

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Um estudo do ISAG – European Business School e do CICET – FCVC, constituída por Cristina Cunha Mocetão, Catarina Nadais e Rosa Conde), evidencia que a maioria dos estudantes do ensino superior prefere o “regime presencial de aulas (56,5%), assim como 35,5% são mais favoráveis a um modelo de ensino híbrido”.

Segundo o mesmo estudo “os dados foram recolhidos durante o primeiro confinamento e revelaram ainda que os estudantes não sentiram o seu percurso afetado pela transição para o e-learning”, que sustenta que o “estudo do ISAG – European Business School e do Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC) analisou o impacto que tal mudança trouxe para os estudantes do Ensino Superior, em termos dos níveis da aprendizagem e das emoções geradas pelo isolamento social”.

O estudo  intitulado “Práticas de Lazer, Emoções e Ensino E-learning dos Estudantes do Ensino Superior”, realizado “com dados obtidos entre março e maio de 2020, através de um questionário disseminado online”, concluiu que “apesar de a maioria dos estudantes inquiridos revelar que preferia o ensino presencial (56,5%), o estudo encontrou alguma abertura a formatos que conciliem o ensino presencial com o ensino online. Os modelos híbridos (ou b-learning) foram mesmo indicados como os preferidos por 35,5% dos estudantes, enquanto o e-learning, em exclusividade, recolheu apenas a preferência de 8%”.

O estudo refere que “os alunos não sentiram o seu percurso afetado pela transição para o ensino à distância. De facto, uma parte significativa dos 527 inquiridos indicou que se manteve igual o seu interesse pelo curso (56%), pela unidade curricular (55%) e pelo estudo em geral (45,2%). Continuou também igual a relação com os colegas (46,9%) e, para 46,3%, a relação com os professores”, sublinhando que “responderam ao inquérito estudantes do Ensino Superior de todo o país (cerca de 48% da Área Metropolitana do Porto), que indicaram utilizar as plataformas de ensino a distância, sobretudo, para a frequência das aulas (80,5% indicaram fazê-lo “sempre”). Não tão frequente foi o pedido de esclarecimento de dúvidas aos professores (36,6% indicaram fazê-lo apenas “às vezes” e 35,3% só “raramente”) e com colegas (27,9% nunca o fizeram, 28,8% fizeram-no “raramente” e 27,5% “às vezes”)”.

De acordo com o mesmo estudo “apesar da preferência pelo ensino presencial, os estudantes inquiridos reconheceram as vantagens trazidas pelo e-learning. Nomeadamente, 70,8% concordaram ou concordaram totalmente que as atividades em e-learning eram relevantes para a sua aprendizagem, 69,8% apontaram que o uso da plataforma não era complexo nem difícil e 68,5% afirmaram que os docentes estavam sempre disponíveis em todo o processo de ensino/aprendizagem”.

“Mais de metade afirmaram, ainda, que o número de atividades solicitadas era adequado em relação ao tempo disponível (52,2%) e que o e-learning concedia maior flexibilidade na gestão do tempo (58,2%). Foram também mais os estudantes que indicaram que os professores facultavam mais materiais de apoio (46,1%) do que os aqueles que referiram o contrário (27,1%)”, lê-se na nota de imprensa que avança que  “confrontados com um modelo de ensino que, para muitos, foi uma total novidade, 67,4% dos estudantes concordaram ou concordaram totalmente que o e-learning exige muito esforço de aprendizagem, 31,7% assinalaram que o ensino a distância funciona em todas as unidades curriculares e 31,3% defenderam que o modelo de avaliação dos conteúdos/matérias se encontrava bem definido para todas as unidades curriculares”.

À pergunta “como se sentiram e o que fizeram os estudantes para além das atividades letivas?”, o “estudo do ISAG – European Business School e do CICET-FCVC mostrou que o isolamento social, durante o primeiro confinamento, não despertou sentimentos negativos extremos entre os estudantes do Ensino Superior. Nessa altura, os inquiridos afirmaram que se sentiam pouco ou nada envergonhados (83,9%), agressivos (78,9%), amedrontados (69,3%), aflitos (66,4%), transtornados (64,5%), abatidos (63%), deprimidos (61,8%), incomodados, tristes ou agitados (cerca de 61%) e chateados (60,3%)”.

De acordo com os docentes do ISAG – European Business School e investigadoras do CICET-FCVC, “os resultados mostraram que as capacidades de iniciativa e tomada de ação destes jovens ficaram mais condicionadas”.

“O estudo aponta que os estudantes se sentiram, de facto, pouco ou nada vigorosos (63,3%), empolgados (62,8%), estimulados (60,7%), inspirados (55,6%) ou entusiasmados (52,4%)”, acrescentam os investigadores que sublinham “que as próprias instituições de Ensino Superior, para além de procurarem garantir os recursos necessários ao normal decorrer da atividade letiva, tiveram um papel determinante na procura do bem-estar dos seus estudantes, pois muitas criaram mecanismos de apoio emocional e fortaleceram os canais de contacto à disposição dos alunos”.

O inquérito procurou também perceber quais as atividades não letivas que, em confinamento, mais ocuparam o tempo dos estudantes.

Dos inquiridos, 62,4%, afirmaram ouvir música, 51,4%, ver séries e filmes e 41,2%, fazer as lides domésticas.

“No extremo oposto, estão a prática de exercício físico fora de casa (53,5%), bricolage (49,1%) e a ida às compras (29,6%)”, lê-se na nota imprensa.

Refira-se que o “Centro de Investigação de Ciências Empresarias e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC) é vocacionado para a promoção e realização de investigação aplicada nas áreas das Ciências Empresariais, da Gestão Hoteleira, do Turismo, da Economia e da Contabilidade e Finanças”.

Já o “ISAG – Instituto Superior de Administração e Gestão, também designado ISAG – European Business School (ISAG-EBS), localizado no Porto, é uma instituição de ensino superior politécnico particular. A sua missão centra-se na formação técnica, científica e cultural de nível superior nas áreas das Ciências Empresariais, do Turismo e da Gestão Hoteleira”.  

“O ISAG-EBS ministra licenciaturas (Gestão de Empresas, Gestão Hoteleira, Relações Empresariais e Turismo) e mestrados (Gestão de Empresas e Direção Comercial e Marketing). Atua ainda na área dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e da formação executiva, desenvolvendo programas de MBA, Pós-Graduação, Cursos de Especialização e Formação In-Company”, acrescenta a mesma  nota à comunicação social.


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