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Ordem dos Nutricionistas alerta para as desigualdades sociais e adverte para aumento da insegurança alimentar
Fotografia: Câmara de Castelo de Paiva

Ordem dos Nutricionistas alerta para as desigualdades sociais e adverte para aumento da insegurança alimentar

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Esta quarta-feira assinala-se o Dia Mundial da Saúde com o mote “Construir um mundo mais justo e saudável”

Antecipando esta efeméride, a Ordem dos Nutricionistas alerta para as desigualdades sociais e apela ao Governo para que cuidados de nutrição sejam assegurados a todos.

Em comunicado, a “Ordem dos Nutricionistas alerta o Governo para a desigualdade  no acesso aos cuidados de saúde, apelando para se garanta cuidados de nutrição a todos os portugueses”, num repto integrado no contexto do Dia Mundial da Saúde que se assinala esta quarta-feira, dia 07 de abril, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a definir como mote “Construir um mundo mais justo e saudável”. 

Citada em comunicado, Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, destaca  que “é fundamental que os nossos decisores políticos tenham consciência que a situação pandémica que vivemos veio adensar as desigualdades sociais e aumentar a insegurança alimentar, pelo que os cuidados de nutrição devem ser assegurados para todos, de modo justo e igualitário. Algo que só se consegue com nutricionistas em locais mais próximos dos cidadãos”.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas destaca que “apesar do retrato nacional de doenças crónicas ser preocupante, o acesso aos cuidados de nutrição não é assegurado a todos os portugueses e, nos centros de saúde, faltam cerca de 800 nutricionistas, pelo que para a Ordem é urgente que exista uma estratégia interministerial que passe pela integração destes profissionais em locais próximos da população, seja nos centros de saúde, nas instituições do setor social e solidário, nas autarquias ou nas escolas”.

A Ordem dos Nutricionistas realça que “há uma clara necessidade de criação de políticas que, além de promoverem escolhas alimentares saudáveis, se foquem em particular nas populações mais vulneráveis, em maior risco de desigualdades, quer no acesso a alimentos, quer no acesso a cuidados de saúde no geral e em particular aos de nutrição”.

Fotografia: Câmara de Valongo

“No nosso país, quanto mais baixa é a posição social, pior é o consumo alimentar, nomeadamente no que diz respeito ao acesso a alimentos saudáveis, o que pode condicionar o surgimento e agravamento de situações de insegurança alimentar, bem como ter efeitos nocivos na saúde de todos, dos mais jovens aos mais idosos”, lê-se no comunicado  que nos foi enviado.

Alexandra Bento salienta, ainda, que “em Portugal sabemos que os maus hábitos alimentares estão nos lugares cimeiros no que respeita à perda de anos de vida saudável. É preciso agir depressa e bem”.

A Ordem dos Nutricionistas estima que o “perfil de doenças crónicas, como a diabetes, as doenças do aparelho circulatório ou a obesidade, poderá ter sido agravado por mais um confinamento social e recorda que a maior parte destas doenças estão diretamente relacionadas com os maus hábitos alimentares”. 


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