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Federação Portuguesa de Autismo releva caminho realizado no Dia Mundial da Consciencialização do Autismo
Fotografia: Federação Portuguesa de Autismo

Federação Portuguesa de Autismo releva caminho realizado no Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

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A Federação Portuguesa de Autismo ((FPDA) relevou, esta sexta-feira, numa curta mensagem partilhada na sua página oficial o caminho e o trabalho realizado no dia em que se assinalou o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

A FPDA esclarece, numa mensagem que partilhou, que a o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem como propósitos esclarecer a comunidade mundial para esta problemática, que pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral.

A FPDA releva, também, a referência que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,  fez a esta data, aquando da sua deslocação às instalações do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças em Lisboa, onde acompanhou as atividades para os utentes apoiados.

O Chefe de Estado  associou-se ao Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, tendo enfatizado a “necessidade de integração nas atividades do dia-a-dia das crianças, adolescentes e adultos com perturbações de desenvolvimento e levando uma palavra de motivação a todos os profissionais empenhados na discriminação positiva”.

A FPDA, na mensagem que partilhou na sua publicação oficial, recordou que “2 de abril, uma data cheia de significado para quem é uma pessoa com perturbação do espetro do autismo (PEA) ou é familiar de uma pessoa com PEA, para quem dispõe da sua pessoa, do seu tempo, congregando esforços em entidades dedicadas ao estudo das PEA ou ao apoio a pessoas com PEA e seus familiares,  para quem diligencia para que às pessoas com PEA sejam universalmente reconhecidos os seus direitos e elas possam viver numa sociedade que as inclua, respeite a sua dignidade e lhes proporcione qualidade de vida”.

A federação aproveitou a data para relembrar o caminho já percorrido, relembrando que a data apela “a toda a comunidade para que venha tomar conhecimento do que são as PEA e do que significa viver e conviver com PEA, designadamente, através dos documentos essenciais que balizam esse caminho, agora e para o futuro, entre os quais aqueles a que a FPDA-Federação Portuguesa de Autismo se refere na mensagem difundida nesta ocasião”.

Federação Portuguesa de Autismo releva caminho realizado no Dia Mundial da Consciencialização do Autismo
Fotografia: Federação Portuguesa de Autismo

“A FPDA congrega 13 associações que abrangem a quase totalidade do território nacional e as Regiões Autónomas”, lê-se na publicação da  instituição que realça que a “luta conjunta pela plena inclusão das pessoas autistas na sociedade e pelo reconhecimento dos seus direitos tem que ser conjunta”.

A FPDA alude, na mesma publicação, às declarações do presidente do conselho executivo da instituição, Fernando Campilho, que confirma que só “todos juntos poderemos criar respostas de diagnóstico, intervenção precoce, educação, emprego digno e estável e criar as condições para a aplicação plena da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência aprovada pela Resolução da Assembleia da República 56/2009. O decreto-lei 129/2017, com a criação do Modelo de Apoio à Vida Independente e dos Centros de Apoio à Vida Independente com o reconhecimento do papel dos Assistentes Pessoais, permitiu a criação de respostas inovadoras, que têm que ser divulgadas, avaliadas e replicadas, nomeadamente no que concerne à garantia de um financiamento que tornem estas respostas viáveis”.

Refira-se que, também, esta sexta-feira, a Crioestaminal, o primeiro Banco Familiar em Portugal, que integra o maior Grupo Europeu de células estaminais, avançava, a propósito da comemoração do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, que  as “células estaminais contribuem  para melhorias em crianças  com Perturbações do Espectro do Autismo”.

“Os tratamentos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical estão associados a melhorias em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), revelam vários estudos”, refere o comunicado de imprensa que destaca que as PEA “caracterizam-se por distúrbios do foro neurológico com alterações no normal desenvolvimento da criança ao nível da comunicação, linguagem, comportamento e interação social, que poderão estar associados à existência de uma falha na comunicação integrativa entre várias regiões do cérebro. O autismo é a patologia mais comum destas perturbações”.  

A mesma nota de imprensa avança que “vários estudos, envolvendo várias centenas de crianças, têm vindo a evidenciar o potencial das células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical para o tratamento de PEA. Num dos mais importantes estudos realizados até à data, na Universidade de Duke, nos EUA, foram identificadas melhorias significativas nas capacidades de comunicação e atenção em crianças dos 4 aos 7 anos de idade e QI não verbal > 70, após tratamento com sangue do cordão umbilical. Tendo em conta os bons resultados obtidos nos vários ensaios clínicos realizados, o centro médico desta instituição, sob a liderança da Dra. Joanne Kurtzberg, está autorizado a administrar sangue do cordão umbilical, do próprio ou de um irmão compatível, a crianças e jovens adultos até aos 26 anos com PEA, entre outros distúrbios do foro neurológico. Com efeito, mais de 150 crianças com PEA foram já tratadas com sangue do cordão umbilical no âmbito deste programa”.

“O tratamento experimental de PEA com tecido do cordão umbilical tem, igualmente, alcançado resultados favoráveis. Foram reportadas melhorias em cerca de metade das crianças autistas tratadas com estas células estaminais, num universo de mais de três dezenas de crianças que participaram nos ensaios clínicos com esta fonte de células estaminais”, acrescenta o banco de células estaminais que sublinha que existem “dados revelam que as melhorias observadas estão relacionadas com um aumento da conectividade cerebral após a infusão de células estaminais”

De acordo com a banco de células “atualmente, estão registados mais de 20 ensaios clínicos com o objetivo de avaliar o potencial de células estaminais de várias fontes no tratamento de crianças e adultos com PEA, dos quais 10 envolvem a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical e 6 recorrem a células estaminais do tecido do cordão umbilical”, sendo que “seis em cada mil crianças apresentam uma perturbação do espetro do autismo, verificando-se maior incidência no sexo masculino. Em Portugal, o autismo afeta um em cada mil crianças em idade escolar”.


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