Novum Canal

mobile

tablet

Publicidade

Teatro da Linha 5 celebrou 12º aniversário. Grupo mostra-te otimista quanto ao futuro e à dinâmica que a cultura vai voltar a ter
Fotografia: Teatro da Linha 5

Teatro da Linha 5 celebrou 12.º aniversário. Grupo mostra-te otimista quanto ao futuro e à dinâmica que a cultura vai voltar a ter

Partilhar por:

O Teatro da Linha 5, estrutura  ligada ao projeto Cais Cultural de Caíde de Rei, Lousada, celebrou, este sábado, data em que se comemorou o Dia mundial do Teatro, o seu 12.º aniversário.

Luís Daniel Peixoto, presidente da direção do Cais Cultural de Caíide de Rei, admitiu que, apesar do contexto de crise pandémica que o país vive, esta é uma data especial, relembrado António Meireles e o desafio que fez à Patrícia Queirós para criar um grupo de teatro em Caíde de Rei.

“Esta data têm um significado muito especial, porque faço parte deste grupo desde o seu primeiro dia, mal sabendo que um dia seria o próprio diretor do grupo. Foram 12 anos que passaram a voar, porque quando se faz o que se gosta, nem se dá conta do tempo passar. Não podendo esquecer o António Meireles que lançou o desafio à Patrícia Queirós para criar um grupo de teatro em Caíde de Rei. Felizmente esse desafio foi aceite e, ainda hoje, é um privilégio termos connosco a Patrícia, não só enquanto profissional da área, mas principalmente como amiga e fonte de sabedoria, desempenhando a função de diretora artística do grupo”, disse.

Fotografia: Teatro da Linha 5

Luís Peixoto fez um balanço positivo destes 12 anos de atividade do Teatro da Linha 5, grupo que é já uma referência no concelho e cuja afirmação e presença em vários eventos na região se vinha fazendo antes da crise sanitária.

Fotografia: Teatro da Linha 5

“O balanço é muito positivo. Como em todos os projetos, existem altos e baixos, mas nos últimos anos o Teatro da Linha 5 tem aumentado a sua qualidade e atividade. Foram já centenas as apresentações realizadas, passando por vários locais da região. Peças de autoria própria e participação noutros grandes projetos, revelam a potencialidade e versatilidade do grupo. Acredito que, depois desta pandemia, sairemos mais fortes e com mais vontade de fazer mais e melhor. Não posso deixar de agradecer a todos aqueles elementos que já passaram pelo grupo e que contribuíram para o seu sucesso. Deixo agora um forte abraço aos elementos que atualmente integram o grupo, com votos de que em breve voltemos a pisar os palcos juntos”, expressou.

Questionado sobre a crise e os impactos desta na cultua, nomeadamente no teatro, o presidente do Cais Cultural de Caíde de Rei destacou que além do teatro profissional, também os grupos amadores ficaram fortemente condicionados na sua atividade.

Fotografia: Teatro da Linha 5

“Tal como em todas as áreas, sabemos que a cultura também foi fortemente afetada, nomeadamente quando falamos dos profissionais do setor. Nós, enquanto amadores, também sentimos a crise. O Cais Cultural de Caíde de Rei tem as suas portas encerradas desde o dia 9 de março de 2020 e, consequentemente, não se realizou qualquer atividade no seu interior. Ora, o Teatro da Linha 5 viu canceladas todas as suas atividades, nomeadamente o FESTAC – Festival de Teatro Amador de Caíde de Rei, pelo segundo ano consecutivo, bem como a presença em diferentes eventos e festivais de teatro. Claro que as receitas para o grupo e associação também diminuíram drasticamente”, adiantou.

Falando dos projetos e atividades que o Teatro da Linha 5 pretende concretizar a curto/médio prazo, Luís Peixoto recordou que o grupo recebeu recentemente um convite para criar pequenos vídeos de teatro a promover o concelho de Lousada.

“Há pouco tempo, através de uma atividade online (Stay to Talk – Instituto de Imersão Cultural), recebemos o convite para criar pequenos vídeos de teatro a promover o concelho de Lousada. Ora, o desafio foi tão interessante e desafiante, que após os quatro vídeos já apresentados, pretendemos continuar a apresentar as potencialidades do nosso concelho através do teatro. Esperamos também no verão poder apresentar algumas dinâmicas de teatro de rua. Mas o grande objetivo é poder voltar a pisar os palcos e proporcionar alegria ao público. Relembro ainda que o nosso grupo está sempre aberto a receber pessoas novas que connosco queiram fazer e sentir o teatro amador”, atalhou.

Fotografia: Teatro da Linha 5

Sobre o Dia Mundial do Teatro, efeméride  que se comemorou este sábado, e que foi  assinalada também na região, Luís Peixoto assumiu que esta data, apesar de todos os condicionalismos acaba por ter um simbolismo especial.

“Enquanto diretor e ator de um grupo de teatro amador, obviamente que esta data tem um simbolismo especial. Precisamente há 12 anos atrás, neste dia 27 de março, o Teatro da Linha 5 fez a sua primeira apresentação pública de uma peça de teatro. Foi uma noite memorável no Cais Cultural com casa cheia. Esse que era o Dia Mundial de Teatro passou a ter outro significado e desde então nunca mais passou em branco”, frisou, relembrando que a comemoração do Dia Mundial do Teatro coincidia com o FESTAC – Festival de Teatro Amador de Caíde de Rei.

“Habitualmente, por esta altura, estaria a decorrer o nosso FESTAC – Festival de Teatro Amador de Caíde de Rei, no entanto, face às adversidades, não o conseguimos realizar pelo segundo ano consecutivo. Essa era a grande atividade comemorativa do aniversário da Linha 5 e do Dia Mundial do Teatro. Mas através das redes sociais, procuramos assinalar a data e chegar ao público, onde este ano fizemos a transmissão de um direto onde diferentes personagens (que fizeram parte de peças apresentadas pelo grupo) tiveram uma conversa muito animada para recordar os velhos tempos”, referiu.

Fotografia: Teatro da Linha 5

Referindo-se ao Plano de Desconfinamento definido pelo Governo, em Conselho de Ministros, e à abertura das salas de espetáculo e dos teatros para o dia 19 de Abril, Luís Peixoto concordou com o “timing” que foi escolhido, manifestando, todavia, que a data seja, contudo discutível em função da realidade de cada concelho.

“Sim, considero o momento certo, embora seja sempre discutível em função da realidade de cada concelho e das dimensões e condições das salas de espetáculos. Obviamente que os artistas precisam voltar a pisar os palcos, não só por uma questão de rendimentos, mas também porque o público está sedento de cultura”, atalhou, relembrando que cada caso é um caso, mas acima de tido devemos ter como prioridade a saúde pública.

“Como disse anteriormente, cada caso é um caso, mas claro que é melhor adiar a situação por uma questão de saúde pública. Precisamos de nos sentir seguros. Claro que, com a falta de apoio que os profissionais da cultura atravessam, quanto mais cedo se poder abrir será bem melhor. Aproveito para deixar um abraço solidário, principalmente, a todos os profissionais da cultura, mas também amadores. Somos muitos a passar por esta situação que nos deixa muito tristes e expectantes”, declarou.   


Partilhar por:

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!