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Ator de Lousada espera que Dia Mundial do Teatro sirva para relembrar dificuldades que atores e atrizes estão a atravessar
Ator de Lousada espera que Dia Mundial do Teatro sirva para relembrar dificuldades que atores e atrizes estão a atravessar

Ator de Lousada espera que Dia Mundial do Teatro sirva para relembrar dificuldades que atores e atrizes estão a atravessar

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Este sábado assinala-se o Dia mundial do Teatro, arte que à semelhança de outras atividades culturais foi severamente fustigada pela crise pandémica, com salas encerradas, espetáculos cancelados e com as dificuldades financeiras das companhias e dos atores e atrizes, assim como os demais atores e agentes que dependem desta forma de expressão artística, a adensarem-se.

Em dia de efeméride, o Novum Canal ouviu um dos atores que integra a companhia profissional de teatro, Jangada Teatro, com sede em Lousada, uma presença nas peças da companhia, cuja afirmação no  seio do  grupo se vinha fazendo, mas cuja crise sanitária acabou, também, por afetar.

Ao Novum Canal, Vítor Fernandes admitiu que  com salas encerradas, com a maioria dos atores e atrizes sem trabalho, falar do Dia Mundial do Teatro é algo que não faz sentido, a não ser para alertar e sensibilizar a maioria das pessoas para as dificuldades que a atividade vem passando, que iniciaram no ano transato, com o início da pandemia e que continuam a manter-se devido à evolução da pandemia e às restrições que, entretanto, foram sendo implementadas pelo Governo.

Vítor Fernandes manifestou mesmo que há imensos atores e atrizes em dificuldades extremas, que apesar dos parcos apoios conferidos pelo Governo, continuam a estar  impedidos de trabalhar e numa situação económica vulnerável.

O ator que estudou Teatro e Artes Performativas em UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, reconheceu que o setor vive mesmo uma situação aflitiva, os apoios são escassos, há pessoas que estão ligadas ao meio com dificuldades em fazer face aos compromissos que têm.

Ator de Lousada espera que Dia Mundial do Teatro sirva para relembrar dificuldades que atores e atrizes estão a atravessar
Fotografia: Vítor Fernandes

Ainda sobre os apoios que foram conferidos no âmbito da cultura, neste caso ao teatro, Vítor Fernandes não tem dúvidas que quem ficou impedido de exercer a sua atividade durante tanto tempo, deveria ter um apoio mais robusto.

Falando do plano de desconfinamento apresentado pelo Governo no dia 11 de Março,  em sede de Conselho de Ministros, e a abertura anunciada das salas de espetáculo e do teatro no dia 19 de abril, o ator da Jangada Teatro reconheceu que este regresso poderá representar uma lufada de ar fresco para muitas companhias que estão já a trabalhar na programação com o objetivo de minimizarem os custos desta longa paragem e permitirem que atores e atrizes retomem a atividade.

No caso da companhia Jangada Teatro, o ator destacou que a companhia  tem já vários espetáculos  marcados, uma realidade que poderá contrastar com a de outros grupos de teatro, admitiu, embora assuma que tudo é incerto.

“Existe sempre o receio de que voltemos a fechar, tudo depende da evolução epidemiológica da doença, mas também da vacinação, de adquirirmos a imunidade de grupo”, expressou, sublinhando que a sua expectativa é que depois do dia 19, as companhias e grupos de teatro não voltem  a encerrar.

“Sou um otimista. Reabrir é sempre uma boa solução. Seguramente que irá permitir recuperar, minimizar os prejuízos”, disse, confirmando que o teatro nunca irá acabar, terá que se adaptar, reinventar-se e fazer face às transformações que venham a surgir.


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