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Pulseiras eletrónicas por suspeita de violência doméstica em Vila Nova de Gaia
Fotografia: GNR

Pulseiras eletrónicas por suspeita de violência doméstica em Vila Nova de Gaia

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O Comando Territorial do Porto, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Porto, no dia 23 de março, deteve dois homens de 45 e 51 anos, suspeitos por violência doméstica, em duas situações distintas, no concelho de Vila Nova de Gaia.

Segundo a GNR, “na primeira situação e no âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito de 45 anos, com antecedentes criminais por homicídio na forma tentada e posse ilegal de arma, agrediu, injuriou e ameaçou de morte a vítima, sua companheira de 33 anos. Com o escalar dos episódios de violência física, o agressor foi detido, tendo sido dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária que originou a apreensão do seguinte material: uma arma de fogo de calibre 9 mm; 35 munições de calibre 9 mm; uma soqueira e dois detonadores pirotécnicos”.

As autoridades informam que “no segundo caso, o homem de 51 anos, sem antecedentes criminais, foi detido por agressões, injúrias e ameaças de morte à vítima, sua companheira de 47 anos, com a qual manteve uma relação durante 20 anos. Os militares da Guarda apuraram que, ao longo da relação, a vítima foi alvo de diversos episódios de violência física e ameaças por parte do agressor que, numa tentativa de controlo e movido por ciúmes exacerbados, acusava-a de manter relacionamentos extraconjugais, controlando-lhe as suas rotinas, não permitindo que andasse sozinha na rua. No decorrer das diligências policiais apurou-se ainda que o suspeito possuía diversas armas, o que originou um mandado de busca domiciliária que permitiu apreender várias armas e munições”.

Fotografia: GNR

A Guarda avança que “os detidos foram presentes ontem, dia 24 de março, a primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde lhes foram aplicadas as medidas de coação de afastamento das residências das vítimas, proibição de contactar as vítimas por qualquer meio ou forma, de se aproximarem dos locais habitualmente frequentados pelas vítimas, não se podendo aproximar das mesmas, controlados por pulseira eletrónica, e proibição de deter ou adquirir armas de qualquer natureza”.


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