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Presidente da República defende que testar, rastrear e vacinar é fundamental para desconfinamento bem-sucedido
Fotografia Créditos: Rui Ochoa/Presidência da República

Presidente da República defende que testar, rastrear e vacinar é fundamental para desconfinamento bem-sucedido

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou, esta noite, na mensagem sobre a décima renovação do segundo estado de emergência, que “testar, rastrear e vacinar são essenciais para um desconfinamento bem-sucedido”.

“Há duas semanas, na Assembleia da República, lembrei o que todos queremos: que o desconfinamento seja sensato e bem-sucedido. E acrescentei – com testagem, rastreio e vacinação. É este o nosso desafio imediato. A começar nos próximos dias até à Páscoa. Um desconfinamento bem-sucedido exige testar e rastrear, desde logo, as escolas que já abriram e aquelas que irão abrir depois da Páscoa. É um esforço enorme, mas essencial para garantir a confiança e reforçar a segurança”, disse, recordando que um “desconfinamento bem-sucedido exige, também, vacinar mais e mais depressa”.

O Chefe de Estado relembrou que nas “últimas semanas, duas questões preocuparam os Portugueses, e, para sermos verdadeiros, muitos europeus”, o atraso no fornecimento das vacinas e as dúvidas relacionadas com a vacina da AstraZeneca.

“A primeira questão foi a do atraso no fornecimento de vacinas, obrigando a reajustamentos no calendário traçado no final de 2020. Esperamos que esta questão possa ser, finalmente, ultrapassada durante o segundo trimestre. Ou seja, já a partir de abril. E, que naquilo que de nós dependa, tudo façamos para recuperar o tempo decorrido, convertendo o milhão de primeira toma, e o meio milhão de duas tomas de agora, nos 70% de imunizados em setembro. A segunda questão foi mais perturbadora. Surgiram dúvidas e, depois, decisões individuais de vários Estados da União Europeia suspendendo o recurso a uma determinada vacina”, frisou, sustentando que a segunda questão “acabou por ser resolvida com a intervenção da Agência Europeia do Medicamento, que confirmou a segurança e a eficácia da vacina suspensa”.

Fotografia: Rui Ochoa/Presidência da República

Além de rastrear e testar, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que é necessário “sensatez”.

“Testar, rastrear e vacinar são essenciais para um desconfinamento bem-sucedido. Mas não bastam. Como disse no dia 9 de março, é preciso sensatez. E, desde já, sensatez durante a semana da Páscoa. São dias muito importantes, porque a Páscoa é, entre nós, um tempo de encontro familiar intenso, em particular, em certas áreas do Continente e nas Regiões Autónomas. E as confissões religiosas, que vão celebrar a Páscoa, sabem-no melhor do que ninguém e têm sido exemplares na proteção da vida e da saúde. Por outro lado, a renovação do estado de emergência, que eu hoje decretei, vai vigorar até ao dia 15 de abril. Ou seja, para além do tempo pascal. E aí haverá mais escolas, mais atividades económicas e sociais abertas e muito, muito maior circulação de pessoas, atalhou.

Marcelo Rebelo de Sousa precisou que é fundamental que os portugueses  continuem a cumprir com as regras definidas pelas autoridades de saúde.

“Temos de dar esses passos, de modo a que os números de infetados, de internados em cuidados intensivos e de mortos, assim como o indicador de transmissão ou contágio, não invertam a tendência destes últimos dois meses, nem aumentem por forma a travarem o que todos desejamos – o esbatimento da pandemia antes do Verão. Vivemos, nestes dias, um tempo de alívio e de esperança. E é bom recordá-lo – graças aos sacrifícios, de dois meses, de milhões de Portugueses. Façamos deste tempo, um tempo definitivo, sem mais confinamentos no futuro. Testemos, vacinemos, mas, cumpramos, também, as regras sanitárias, contendo o risco de infeção. E se assim for, ao longo da execução do Plano de desconfinamento, criaremos as condições para sair do estado de emergência”, avançou, sustentando que os portugueses sabem, que o “estado de emergência tem existido para dar solidez jurídica reforçada às medidas restritivas indispensáveis em tempos de mais severo combate à pandemia”.

“Isto porque vigora, desde 1986, uma Lei específica sobre estado de sítio e estado de emergência que legitima expressamente as medidas restritivas que venham a ser tomadas no decreto presidencial sobre estado de emergência”, acrescentou ainda.

O Presidente da República admitiu que “quanto mais depressa as restrições possam ser levantadas, mais depressa será possível abrir caminho ao fim do estado de emergência”.

“Estamos mais perto do que nunca. Mas ainda não chegámos à meta que desejamos: um Verão e um Outono que representem mesmo o termo de mais de um ano de vidas adiadas, de vidas atropeladas, de vidas desfeitas”, sublinhou, recordando que “há, ainda, caminho a fazer. Há, ainda, precaução a observar. Há, ainda, moderação a manter. Tudo a pensar no próximo grande desafio que se nos impõe: reconstruir tudo aquilo que a pandemia destruiu”.

“São apenas umas semanas, mas umas semanas que bem podem valer por muitos meses e anos ganhos na vida de todos nós. E comecemos já pela Páscoa, antes ainda das aberturas de abril e de maio. Com prudência. Com sentido de solidariedade, com esperança acrescida de futuro. Portugal merece-o. Todos nós, Portugueses, o merecemos”, asseverou.


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