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Alojamento, restauração e similares com 50 mil desempregados
Fotografia: AHRESP

Alojamento, restauração e similares com 50 mil desempregados

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), com base na informação mensal do Mercado de Emprego, divulgada pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), esclarece que “em fevereiro de 2021, o aumento no total de desempregados registou maior expressão no setor dos serviços, especialmente nas atividades de alojamento, restauração e similares”.

A associação, com base na mesma informação, adianta que “foi registada uma subida de 20.624 desempregados (+70,6%), comparativamente a fevereiro de 2020”.

A informação mensal do Mercado de Emprego do IEFP destaca que a “atividade de Alojamento, Restauração e Similares conta já com 49.844 desempregados inscritos no IEFP. A nível nacional, o total de desempregados registados nos Serviços de Emprego no mês de fevereiro de 2021 situou-se nos 431.843, um aumento de 116.281 indivíduos (+36,8%) relativamente ao mês homólogo e de +1,8% face a janeiro. A nível regional, o aumento homólogo mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+74,4%), seguindo-se a região de Lisboa e Vale do Tejo (+52,9%)”.

Numa outra nota, a instituição avança que a “Segurança Social vai abrir um novo período para requerer o Apoio Excecional à Família, relativamente aos meses de janeiro e fevereiro de 2021, para as entidades empregadoras e trabalhadores independentes que não conseguiram submeter o pedido atempadamente”.

“Este novo prazo de requerimento decorre entre os dias 22 e 30 de março, e é apenas para pedidos não introduzidos anteriormente. Será posteriormente aberto um outro período de candidatura (em datas a definir) para correção de pedidos já submetidos. A Segurança Social vai também abrir um novo período para requerer o Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores para os trabalhadores por conta de outrem, membros de órgãos estatutários, trabalhadores independentes e trabalhadores do serviço doméstico que não conseguiram submeter o pedido com referência ao mês de janeiro de 2021”, refere a associação que acrescenta que o “requerimento pode ser apresentado na Segurança Social Direta entre os dias 22 e 28 de março”.

“Este apoio está sujeito a condição de recursos, pelo que o MOE/trabalhador deve confirmar o seu agregado familiar e os respetivos rendimentos na Segurança Social Direta”, acrescenta.

A AHRESP destaca, também, que o Governo “acaba de prorrogar por nove meses os períodos de carência de capital das operações de crédito que beneficiam de garantia mútua, contratadas entre 27 de março de 2020 e 23 de março de 2021, conforme publicação do decreto-lei n.º 22-C/2021, de 22 de março”.

A instituição sustenta que  a “adesão é automática para os beneficiários dos setores mais afetados, como é o caso das empresas com CAE principal 55 (alojamento turístico) e 56 (restauração e similares). Para os restantes, será necessário comunicar às instituições bancárias, até 31 de março de 2021, a intenção de aderir a esta prorrogação excecional dos períodos de carência. A prorrogação do período de carência de capital é acompanhada por uma extensão da respetiva maturidade por período idêntico, sem nunca exceder o prazo máximo estipulado nos protocolos das operações de crédito contratadas”.

Com base num relatório da SIBS, sobre a evolução do consumo durante a pandemia, a AHRESP salienta que entre as conclusões do documento destaca-se a “representatividade do comércio digital, 18%, do total de compras eletrónicas em Portugal, um valor que praticamente duplicou face ao período pré-pandemia”.

“Destaque ainda para o aumento do peso dos pagamentos digitais, nomeadamente com o MB WAY no telemóvel, que mostram um crescimento significativo face ao período homólogo (2 a 4 vezes superior)”, alude a associação recorrendo uma vez mais ao dito relatório.

“ O estudo conclui ainda que no segundo confinamento, restauração e similares (que o estudo junta com moda e acessórios) registou quebras na ordem dos 71% e o alojamento (a que se junta transportes) caiu cerca de 75%”.


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