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DRS e Infarmed afirmam que evidências não confirmam vacina AstraZeneca seja a causa dos eventos tromboembólicos
Fotografia: DGS

Vacina contra a Covid-19 AstraZeneca suspensa (c/vídeo)

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A Direção-Geral da Saúde, o Infarmed  e a Task-Force avançaram, num esclarecimento conjunto, com data de 15 de março, que procederam à interrupção temporária do processo de vacinação contra a Covid-19 com a vacina da AstraZeneca, tendo por base o princípio da precaução em Saúde Pública.

“A Direção-Geral da Saúde e o INFARMED, I.P. – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, recomendaram, hoje, a interrupção temporária do processo de vacinação contra a Covid-19 com a vacina da AstraZeneca, tendo por base o Princípio da Precaução em Saúde Pública”, referem as instituições em comunicado, que declararam que a “recomendação surge na sequência de terem, hoje (segunda-feira), sido conhecidos novos casos de reações adversas graves reportados por vários países europeus, após a administração da vacina da Astrazeneca”.

No esclarecimento conjunto as instituições reforçam que “conforme foi também comunicado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), estes casos continuam em avaliação pelo Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da agência e ainda não foi possível estabelecer uma relação de causalidade entre eles e a toma da vacina, esperando-se mais resultados durante esta semana”.

As três entidades manifestam que “os casos foram hoje (segunda-feira) discutidos com os parceiros europeus e internacionais da Direção-Geral da Saúde e do INFARMED, IP, quer na reunião da Rede de Autoridades do Medicamento da União Europeia, quer na reunião do National Immunization Technical Advisory Group”.

O esclarecimento conjunto realça que “os escassos casos de eventos tromboembólicos notificados no país ao Sistema Nacional de Farmacovigilância têm características clínicas e laboratoriais distintas, de menor gravidade e complexidade, face aos casos reportados a nível da União Europeia que estão em avaliação”.

As entidades manifestam, ainda, que “atendendo a que já foram administradas mais de 17 milhões de doses desta vacina na União Europeia e no Reino Unido, os eventos que têm sido reportados são muito raros e representam um número residual entre as pessoas vacinadas, pelo que não há motivos de preocupação acrescida para quem já recebeu esta vacina”.

“Os profissionais de saúde que suspeitem de reações adversas em pessoas vacinadas devem notificar, de imediato, essas reações no Sistema Nacional de Farmacovigilância”, lê-se no esclarecimento que adverte que “este assunto continuará a ser acompanhado pelas autoridades nacionais de saúde, através da sua participação na avaliação que decorre a nível europeu em conjunto com as autoridades congéneres europeias”.

As entidades reforçam que o “processo de vacinação dos profissionais do setor da educação, dependente de vacinas da AstraZeneca e previsto para o fim de semana de 20 e 21 de março, fica suspenso temporariamente”, sublinhando que o “processo de vacinação prosseguirá com outras vacinas e centrado no grupo etário das pessoas com 80 ou mais anos e nas pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, com uma das comorbilidades previstas para a fase 1 da vacinação”.

“Caso esta situação que envolve a suspensão da vacina da AstraZeneca se prolongue, prevê-se que a fase 1 do Plano de Vacinação possa terminar na terceira semana de abril, retomando-se então a administração aos profissionais de educação”, lê-se no esclarecimento que confirma que “qualquer nova informação será de imediato disponibilizada”.


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