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No regresso às aulas, Câmara de Cinfães confirma que irá reforçar equipas de assistentes operacionais
Fotografia: Câmara de Cinfães

No regresso às aulas, Câmara de Cinfães confirma que irá reforçar equipas de assistentes operacionais (c/vídeo)

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O regresso às aulas dos alunos do primeiro ciclo e do pré-primário em Cinfães foi pautado pela tranquilidade e normalidade.

Ao Novum Canal, o presidente da Câmara de Cinfães, Armando Mourisco, mostrou-se confiante neste regresso, realçando que o município irá reforçar as equipas de assistentes operacionais das escolas.

“Acreditamos que este é um passo necessário, ainda que tenha que ser claramente acompanhado de vários cuidados por parte de toda a comunidade educativa, à semelhança do que já aconteceu no início deste ano letivo. Dessa forma, e considerando a experiência do 1.º período letivo, as nossas expectativas são positivas – acreditamos que professores, pessoal não docente, encarregados de educação e alunos responderão com empenho ao desafio e, mais uma vez, não serão as escolas um significativo fator de risco e de propagação da Covid-19. No entanto, sabemos que temos que estar vigilantes e que também devemos esperar o aparecimento pontual de casos positivos nas escolas, algo que deverá ser encarado com cuidado, mas com tranquilidade. Acreditamos que as escolas estão agora mais preparadas para acompanhar grupos de alunos e/ou turmas que tenham que ficar algum tempo em isolamento profilático e fá-lo-ão com menores perdas ao nível das aprendizagens. Estas situações serão vistas como parte do processo e serão geridas com maior simplicidade, o que será positivo”.

O autarca reconheceu que as dificuldades neste recomeço possam estar associadas à gestão dos recursos humanos.

“Antevemos que as dificuldades nas escolas possam vir de alguma dificuldade na gestão dos recursos humanos. As escolas poderão ter que lidar com eventuais situações de isolamentos profiláticos ou baixas médicas do pessoal docente e do pessoal não docente – em virtude da Covid-19 – que venham a dificultar a gestão das rotinas escolares, que são agora mais exigentes ao nível dos cuidados de desinfeção e de acompanhamento dos estudantes. Diante dessa possibilidade, o Município tem em curso um procedimento de contratação de Assistentes Operacionais, com o objetivo de reforçar as equipas das escolas. Além disso, durante o 1.º período letivo, e quando foi necessário, o município também recorreu à contratação de serviços externos para apoiar as escolas em momentos de maior necessidade”.

O chefe do executivo confirmou que os estabelecimentos de ensino são espaços seguros e que as escolas estão preparadas para este reatar das atividades letivas de forma presencial.

“Sim, estamos seguros que as escolas estão preparadas. Esta situação tem sido gerida, acima de tudo, com um enorme trabalho de equipa. Os Srs. Diretores têm gerido as equipas escolares com um enorme cuidado e todos os profissionais das escolas têm demonstrado um enorme profissionalismo no desempenho das suas funções. Além disso, vários atores locais foram chamados a contribuir – sendo um exemplo deles, as juntas de freguesia -, tendo-o feito com um importante sentido cívico. Em paralelo a este trabalho de equipa, lembrámos que as escolas tiveram, já no início do ano letivo, um reforço dos equipamentos de higienização, bem como a substituição de materiais de uso comum antigos por materiais mais adequados à situação epidemiológica atual, no seguimento de orientações das autoridades de saúde”, avançou, sublinhando que a higienização dos espaços foi feita de foi feita de acordo com os procedimentos habituais.

No regresso às aulas, Câmara de Cinfães confirma que irá reforçar equipas de assistentes operacionais
Fotografia: Câmara de Cinfães

“A higienização dos espaços, que, no caso das escolas do Ensino Pré-escolar e do 1.ºCEB, estiveram encerrados ao público (uma vez que as escolas de acolhimento foram as escolas sede dos agrupamentos de escolas), foi feita de acordo com os procedimentos habituais. Nesta fase, a testagem do pessoal docente e do pessoal não docente (o que inclui todos os técnicos que atuam na escola, como por exemplo, terapeutas ou psicólogos) está a iniciar. Acreditamos que esta é também, uma estratégia muito positiva para assegurar a segurança das escolas e a tranquilidade da comunidade”, disse reafirmando que o município irá reforçar equipas de assistentes operacionais das escolas

“A par disto, e como já foi mencionado, o município irá reforçar as equipas de Assistentes Operacionais das escolas”, expressou, reconhecendo que “as famílias têm, naturalmente, os seus receios neste contexto de combate a uma epidemia mundial”.

“Contudo, acreditamos que a escola conquistou a confiança dos pais e encarregados de educação numa primeira fase do ano letivo. Além disso, os pais e encarregados de educação são os primeiros a reconhecer a vontade e a expectativa de regresso à escola dos seus educandos. Não se trata apenas da gestão das aprendizagens, mas também, e talvez até principalmente, de questões importantes de socialização e desenvolvimento pessoal. Apesar desta segunda temporada de Ensino à Distância ter-se desenrolado com enormes melhorias – muito em resultado do empenho dos professores e do esforço das famílias, mas também, do suporte técnico e de equipamentos que foi dado, numa primeira fase, pelo Município e, posteriormente, pelo Ministério da Educação – esta forma de ensino, quando prolongada no tempo, não consegue alcançar todos os objetivos do ensino presencial. Assim, sentimos que as famílias, e em particular, as crianças mais pequenas, estavam expectantes e desejavam o regresso às atividades letivas presenciais”, atalhou.

Questionado sobre o timing do plano de desconfinamento apresentado na passada semana no âmbito do Conselho de Ministros, o chefe do executivo admitiu que a estratégia seguida é positiva.  

“Parece-nos uma estratégia positiva. É um processo feito com cuidados e, principalmente, com balizas claras. Acreditamos que devemos estar todos preparados para diferentes cenários, incluindo a possibilidade de existirem estratégias desenhadas localmente num futuro próximo. Esta é uma possibilidade em relação à qual estaremos colaborantes e atentos, caso a mesma se verifique necessária. Acreditamos que as nossas escolas e as nossas famílias entenderam a necessidade deste plano faseado e achamos inclusivamente, que esta estratégia trouxe alguma confiança à comunidade educativa. O Município, por sua vez, está preparado para atuar sempre que necessário e com os cuidados e adaptações exigidas – quer ao nível da gestão dos transportes escolares, da gestão das refeições escolares, da gestão do pessoal não docente e do pessoal técnico e das componentes de apoio à família, quer ao nível de programas educativos municipais ou supramunicipais, e também, ao nível da ação social escolar”, concretizou

Quanto à possibilidade de poder eventualmente acontecer algum retrocesso no plano de desconfinamento, o responsável pelo executivo municipal admitiu que “essa é uma possibilidade que todos devemos encarar como uma fase do processo”.

“Infelizmente, ainda nos compete correr nesta maratona e isso poderá acontecer com avanços e recuos. Um retrocesso neste plano de desconfinamento será, em simultâneo, uma estratégia ou um avanço no combate à propagação do vírus. Naturalmente, todos preferimos que tal não se verifique, pois isso significará que a propagação da Covid-19 está relativamente controlada. Tudo considerado, o Município está preparado para gerir os diferentes cenários e, no contexto específico das escolas, estamos convencidos que todos estão preparados para rentabilizar da melhor forma possível as diferentes vantagens de cada contexto, atuando, sempre que necessário, nas atividades letivas presenciais e nas atividades de Ensino à Distância. Entretanto, sabemos que este processo depende do esforço contínuo de cada um de nós individualmente e de todos enquanto comunidade e acreditamos que os cinfanenses saberão contribuir para um desfecho positivo”, acrescentou.

O presidente da autarquia deixou ainda um repto às famílias e encarregados de educação no início deste novo arranque, defendendo que à “semelhança das crianças, as famílias possam também serem resilientes e confiantes no futuro”.

“Nesta fase de reabertura das escolas, sabemos que os pais e encarregados de educação têm alguns receios. Embora reconheçam amplamente a importância das atividades letivas presenciais, guardam sempre alguns anseios relativamente à segurança dos mais novos. Além disso, temem também, pelas aprendizagens que ainda não se realizaram e pelas questões de desenvolvimento pessoal das crianças que possam estar fragilizadas. Ora, a mensagem que gostaria de sublinhar é precisamente aquela que podemos aprender com os mais novos. Há bem pouco tempo, não nos imaginávamos a exigir das nossas crianças a resiliência e o empenho que temos exigido. No entanto, elas têm sido o principal exemplo de capacidade de adaptação e de compreensão face a esta nova realidade, bem como, de esperança no futuro. Assim, e à semelhança das nossas crianças, possamos também nós ser resilientes e confiantes no futuro. O Município trabalhará com a sua população, em todos os momentos, no sentido de apoiar a resolução de dificuldades e a retoma de um processo de recuperação das atividades do território”, asseverou.


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