Novum Canal

mobile

tablet

Publicidade

CDS-PP questiona tutela sobre de depósitos minerais em Gondomar, Paredes e Penafiel
Fotografia: CDS-PP

CDS-PP questiona tutela sobre de depósitos minerais em Gondomar, Paredes e Penafiel

Partilhar por:

A deputada do CDS Cecília Meireles questionou, esta quarta-feira, o Ministro do Ambiente e Ação Climática sobre o pedido para concessão de exploração de depósitos minerais de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco, estanho, tungsténio e minerais associados, denominado “BANJAS”, localizado nos concelhos de Gondomar, Paredes e Penafiel, numa área de 1185,475 hectares.

O CDS esclarece,  em comunicado, que Cecília Meireles “quer saber se o ministro tem conhecimento da discordância das autarquias de Gondomar, Paredes e Penafiel em relação ao projeto de concessão de exploração de depósitos minerais de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco, estanho, tungsténio e minerais associados solicitado para aqueles territórios, e se o governante confirma que a Associação de Municípios Parque das Serras do Porto não foi previamente contactada sobre o mesmo, e se não, qual o motivo”.

Os centristas  avançam que a “deputada quer saber se o projeto em causa foi objeto de análise quanto a eventuais consequências nefastas para os territórios abrangidos e se o ministro está em condições de garantir que o referido projeto não terá consequências ambientais graves, colocando também em causa a saúde das populações”.

O grupo parlamentar do CDS-PP destaca que Cecília Meireles questionou ainda “se a Agência Portuguesa do Ambiente ou a Direção-Geral de Energia e Geologia já elaboraram algum parecer sobre este projeto, e se sim, quais as conclusões, se já foi concluída a Avaliação de Impacte Ambiental do projeto, e se sim, quando e onde será divulgada, e finalmente se o ministro tenciona ouvir as populações envolvidas, e se sim, quando e de que forma”.

Refira-se que no “aviso n.º 3711/2021, de 1 de março, o Ministério do Ambiente e Ação Climática faz saber, através da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), que a empresa «Beralt Tin and Wolfram (Portugal), S. A. requereu a celebração de contrato administrativo para atribuição direta de concessão de exploração de depósitos minerais de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco, estanho, tungsténio e minerais associados, denominado “BANJAS”, localizado nos concelhos de Gondomar, Paredes e Penafiel, ficando a corresponder -lhe uma área de 1185,475 hectares, […].”

CDS-PP questiona tutela sobre de depósitos minerais em Gondomar, Paredes e Penafiel
Fotografia: CDS-PP

“A Beralt Tin and Wolfram (Portugal) pertence ao grupo canadiano Almonty, proprietário das Minas da Panasqueira, no distrito de Castelo Branco”, acrescenta o CDS-PP que recorda que na sequência da publicação, as autarquias de Paredes, Penafiel e Gondomar deram conta, através da comunicação social, de que já tinham transmitido ao DGEG o seu desacordo quanto a esta eventual exploração dos seus territórios.

“Por seu turno, a Associação de Municípios Parque das Serras do Porto (AMPSP), que integra Gondomar, Valongo e Paredes, emitiu um comunicado no qual afirma não ter sido contactada previamente pela DGEG relativamente a este processo. No texto, a AMPSP frisa que «a Paisagem Protegida Regional Parque das Serras do Porto, criada em março de 2017, constitui uma importantíssima infraestrutura verde na densamente urbanizada Área Metropolitana do Porto, habitada por mais de 1,7 milhões de pessoas», sendo «parte indissociável» da dinâmica territorial e da identidade locais, e contributo importante para a saúde e bem-estar das populações”, clarifica o CDS-PP.

O comunicado dos centristas concretiza, também, que os três autarcas, que assinam o comunicado, afirmam reconhecer “a relevância da mineração aurífera romana, um legado com 2.000 anos», mas, acrescentam, “hoje, será tempo de priorizar o bem comum, em detrimento dos interesses individuais. Esta é a década do restauro dos ecossistemas não da sua delapidação”

O grupo parlamentar centrista confirma, ainda, que “a DGEG já garantiu que o projeto está sujeito a avaliação de impacte ambiental prévio ao início da exploração”.

“O CDS entende que a exploração mineira requerida pela empresa Beralt Tin and Wolfram (Portugal) poderá representar um ato catastrófico contra o meio ambiente, correndo-se sérios riscos de, a concretizar-se, o projeto destruir reservas de água e tornar o solo poluído num raio de vários quilómetros, já que a extração de alguns dos minerais mencionados no aviso implica a utilização de ácidos muito fortes, com enorme risco de acidentes. As consequências ambientais e de saúde pública poderão ser dramáticas”, lê-se no comunicado que nos foi enviado.


Partilhar por:

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!