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Paulo Araújo Correia aponta mobilidade, rede de transportes e habitação como prioridades

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Paulo Araújo Correria, candidato pelo PS à Câmara de Penafiel, confirmou, esta sexta-feira, no programa especial “Virar à Esquerda”, moderado por Paulo Lopes, e emitido no Novum Canal, que a mobilidade, a criação de uma rede de transportes no concelho e mesmo ao nível da região, numa solução articulada, estão entre as suas prioridades.

Nesta questão, Paulo Araújo Correia apontou os transportes escolares, sobretudo, na zona sul do concelho, como deficitários e um exemplo da escassez de respostas ao nível da mobilidade, com repercussões na comunidade escolar, que se arrasta há já vários anos.

Paulo Araújo Correia apontou, também, as dificuldades que muitos idosos de freguesias, mais recônditas do concelho, têm em se deslocar para as principais valências que se encontram no centro da cidade, como o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), o IEFP, da repartição de Finanças e das piscinas municipais, por falta de uma rede de transportes.

 Nesta questão, o candidato socialista considerou que esta situação tipifica “um deficit de liberdade” e compete às autarquias darem uma resposta para este tipo de problemas ou articular com outros concelhos, ao nível das comunidades intermunicipais, procurando garantir que os cidadãos possam usufruir deste tipo de serviços.

“É do interesse de toda a região criar uma rede de transportes porque isso contende com tudo, com a capacidade de fixarmos os jovens no concelho e com a qualidade de vida na região”, concretizou.

O candidato avançou mesmo com a hipótese de vir a criar empresa municipal de transportes, caso seja  eleito, ou proceder ao estabelecimento de parcerias  com os operadores que atuam no território de forma a minimizar este problema.

 “Estamos a elaborar o nosso projeto autárquico e teremos soluções concretas”, avançou, reconhecendo que urge adotar as melhores práticas.

Pedro Araújo Correia referiu-se ainda à habitação, como sendo, igualmente, uma das suas prioridades.

Questionado sobre a existência de várias habitações em Novelas, que se encontram fechadas e a degradarem-se, o candidato pelo PS às autárquicas, realçou que deve-se enaltecer o facto do IHRU já ter colocado diversas habitações daquele local no mercado.

“As habitações não estavam disponíveis porque havia necessidade de obras que não dependiam do IHRU, mas dos condóminos que não estavam concluídas”, atalhou, precisando, no entanto, que a Estratégia Local de Habitação, ferramenta que permite aos municípios identificar as carências habitacionais nos seus concelhos, que foi recentemente aprovada na Assembleia Municipal de Penafiel é “limitativa”.

“Só dá resposta às pessoas com recursos económicos muito limitados, mas deixa de fora toda a classe média que não consegue arrendar casa nem comprar habitação na cidade. Era necessário que esta estratégia não desse só resposta a esses agregados familiares mais pobres, mas também a todos os outros penafidelenses, que tendo um rendimento maior, continuam a ter dificuldades em aceder à habitação. Não há mais nada que contenda com a nossa liberdade que o acesso à habitação”, confessou, reforçando que Penafiel está a perder população, os jovens, porque não há habitação disponível.

Paulo Araújo Correia atalhou que existem várias estratégias que os municípios podem beneficiar neste domínio, nomeadamente aproveitar as verbas governamentais para reconstrução, para reabilitação, mas também para construção, permitindo, inclusive, às autarquias disporem de um parque, serem donas de casas e colocá-las no mercado a preços acessíveis.  

O candidato referiu-se, por outro lado, à escolha do seu nome para candidato do PS à autarquia penafidelense, como sendo um “orgulho” e uma “responsabilidade”.

“É um orgulho calçar os sapatos das pessoas que me antecederam e que representaram  tão bem os valores do PS no concelho. Mas é também uma responsabilidade uma vez que o PS tem mais de mil militantes e ser escolhido para representar todas essas pessoas, com quadros altamente qualificados, com uma vida profissional que dispensa apresentações, ser eu o escolhido é obviamente uma responsabilidade para a qual, modéstia à parte, me sinto cabalmente preparado”, disse.

Paulo Araújo Correia confirmou ter credenciais para liderar este processo e relevou o trabalho implementado pela atual Comissão Política Concelhia do PS Penafiel, liderada por Nuno Araújo, nos últimos três anos, com a aposta na formação de novos quadros capazes de abraçar este projeto.

“Conseguimos colocar os penafidelenses, ao longo destes três anos, a dialogar com aqueles que são os principais decisores políticos do país, fosse com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, fosse com a ministra da Cultura, o ministro do Ambiente, e com presidentes de câmara, com políticas de mobilidade interessantes nos seus concelhos. Isso permitiu ao PS ter um discurso claro e identificar aqueles que são os anseios dos penafidelenses”, frisou.   

Falando de si, Paulo Araújo Correia assumiu ser uma pessoa com raízes no concelho,  tendo admitido que a experiência que granjeou no Governo, onde exerceu funções na secretaria de Estado de Assuntos Parlamentares, e no ministério da Habitação e das Infraestruturas, onde esteve dois anos e lhe granjearam experiência.

Apesar de não ter experiência autárquica, Paulo Araújo Correia, admitiu que não é o facto de não ter essa experiência que irá condicionar na sua candidatura à câmara municipal.

“Sou um jovem, somos a geração mais qualificada de sempre, estive cinco anos num gabinete, onde tive a oportunidade de reunir com vários autarcas, centenas de autarcas da nossa região e não só, o que me deu uma experiência que pode ser útil à comunidade”, disse, salientando que o facto de conhecer estes atores e agentes é uma mais-valia e deve ser encarada como tal.

Ao nível da região, Paulo Araújo Correia prometeu dialogar com todos os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM Tâmega e Sousa), realçando que muitas das respostas às dificuldades que são sentidas a nível local e regional requerem uma visão e uma resposta supramunicipal.

A este propósito, o candidato socialista afirmou mesmo estar a faltar essa capacidade de construir soluções em conjunto.


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