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Ordem dos Nutricionistas exige medidas de combate à obesidade

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Fotografia: Ordem dos Nutricionistas

A Ordem dos Nutricionistas adverte, esta quinta-feira, data em que se assinala o Dia Mundial da Obesidade, o Governo que a falta de nutricionistas nos cuidados de saúde é um problema crónico.

“Esta quinta-feira, dia 04 de março, assinala-se o Dia Mundial da Obesidade e a Ordem dos Nutricionistas aproveita a efeméride para alertar o Governo para a necessidade urgente de travar as doenças crónicas relacionadas diretamente com a alimentação”, refere a Ordem dos Nutricionistas em comunicado.

Citada em comunicado, Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, relembra que a obesidade atinge “mais de 20% da população adulta portuguesa, sendo que o excesso de peso, que inclui obesidade e pré-obesidade, afeta mais de metade da população nacional”.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas lembra que se estima que o “confinamento possa ter resultado em alterações nos hábitos alimentares e na atividade física, o que poderá ter impactos no peso e nas doenças associadas”.

Alexandra Bento afirma que a abordagem necessária para combater a obesidade implica uma “aposta clara na prevenção, através da implementação de políticas de saúde pública; na identificação e intervenção precoce, de modo a melhorar a probabilidade de sucesso do tratamento; e em modelos de prestação de cuidados de saúde capazes de dar resposta eficaz às necessidades destes indivíduos.”

A responsável pela Ordem dos Nutricionistas lembra, ainda, que sem os nutricionistas nos centros de saúde e nos hospitais, “será muito difícil conseguir inverter esta tendência”.

“No entanto, para a Ordem, sem os nutricionistas nos locais certos, como nos centros de saúde e nos hospitais, “será muito difícil conseguir inverter esta tendência”.

A Ordem dos Nutricionistas, com base no relatório “The Heavy Burden of Obesity – The Economics of Prevention” da OCDE, realizado em 2019, declara que “em Portugal, 10% da despesa da saúde é utilizada para o tratamento de doenças relacionadas com excesso de peso, uma percentagem superior à média dos países da OCDE (8,4%)”.

Segundo este estudo, estima-se que, “entre 2020 e 2050, o excesso de peso e as doenças associadas possam contribuir para uma diminuição da esperança média de vida em 2,2 anos”.

Alexandra Bento manifesta que “a obesidade é um dos principais problemas de saúde pública à escala mundial e, apesar ser uma doença multifatorial, a alimentação inadequada surge com uma das suas inquestionáveis e principais determinantes, pelo que é fundamental que existam respostas adequadas a esta problemática”.

A presidente da Ordem dos Nutricionistas confirma, ainda, que no que respeita à Covid-19, existem dados que indicam que “quem tem peso em excesso tem um pior prognóstico da doença”.

“Este ano, o Dia Mundial da Obesidade tem como tema “Every Body needs everybody”, que pretende salientar a necessidade de uma abordagem integrada que englobe intervenções ao nível dos hábitos alimentares, salientando o papel dos nutricionistas como profissionais indicados para combater a obesidade” , refere o comunicado.


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