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Centros de Vacinação devem ter um mais módulos de vacinação e capacidade de vacinar cerca de 50 pessoas por hora

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Fotografia: Centro de Vacinação do Peso da Régua

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou, esta  terça-feira, uma orientação (sobre os Centros de Vacinação Covid-19 (CVC), que recomenda “que os CVC sejam constituídos por um ou mais módulos de vacinação, cada um com 5 postos de vacinação (5 enfermeiros) e com a capacidade de vacinar cerca de 50 pessoas por hora (1 administração/enfermeiro/6-10 minutos)”.

A orientação refere que os centros deve ser “constituídos em espaço amplo, arejado, de acesso fácil a pessoas com mobilidade reduzida e com dois acessos, de entrada e saída, distintos, bem como facilidade de estacionamento e transporte de doentes”, sendo “organizados num circuito simplificado de marcha em frente, organizado em áreas funcionais e num fluxo cadenciado, evitando os aglomerados de pessoas e garantindo o distanciamento físico de, pelo menos, 2 metros entre elas”.

A norma estabelece que os centros devem possuir “espaços bem iluminados e com controlo da temperatura ambiente e ventilação adequadas”, devendo “ser assegurada, sempre que possível, uma boa ventilação dos espaços (renovação do ar), preferencialmente com ventilação natural ou mecânica, ou sistemas híbridos”, preconizando que a área e receção, “área, à entrada do recinto, que deve permitir a acomodação das pessoas convocadas para vacinação. A utilização de máscara cirúrgica é obrigatória para todas as pessoas no interior do CVC”.

Fotografia: Centro de Vacinação de Paços de Ferreira

A norma define o local de admissão, como uma “área com postos de atendimento com acesso ao sistema informático que permita validar os dados das pessoas convocadas. No local de admissão deve ser entregue o questionário de vacinação e o folheto específico de cada vacina (anexo das Normas da DGS específicas de cada vacina)”.

A norma estabelece, também, um local de espera pré-vacinação “espaço de lugares sentados localizado a seguir ao “Local de Admissão”, que permita a permanência simultânea de pelo menos 25 pessoas com cumprimento das recomendações do distanciamento físico”.

“Neste local deve ser assegurado o preenchimento do questionário de vacinação e a leitura do folheto. Estes locais devem ter as condições de acessibilidade necessárias para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo, quando necessário, disponibilização de cadeira de rodas”, assim como um local de vacinação e registo “locais individualizados, para vacinação em paralelo, com acesso informático à plataforma nacional de registo e gestão da vacinação”, avança a respetiva orientação.

Quanto às vacinas, a Direção-Geral de Saúde (DGS) preconiza um local de vigilância pós-vacinação, “locais de espera que permitam a permanência simultânea dos utentes em vigilância, por 30 minutos, mantendo o distanciamento físico. Os locais de espera devem ter saída direta para o exterior”, uma sala de preparação de vacinas “ individualizada, climatizada e adaptada à cadeia de frio especificada pelo fabricante de cada vacina. Os técnicos responsáveis pela preparação devem estar em dedicação exclusiva a esta atividade, permitindo a cadência mínima adaptada ao planeamento da ação de vacinação”.

Determina-se, também, a existência de uma sala de emergência “para a intervenção em caso de suspeita e reações anafilática, onde deve constar o equipamento e material, pronto a ser utilizado”, assim como uma “zona de pausa para os profissionais de saúde e outros profissionais do CVC  com condições necessárias para alimentação”.

Quanto às instalações, a norma recomenda a “configuração e sinalética adequadas, em linguagem clara e com letra bem visível e sempre que possível com recurso à combinação de texto e imagem de forma a marcar os pontos de entrada e saída de pessoas. disponibilizar, em locais estratégicos, mensagens para orientar as pessoas e facilitar a sua mobilidade, sem atropelos, durante o processo de vacinação. disponibilizar, em locais estratégicos, cartazes com informação às pessoas sobre os critérios de elegibilidade para a vacina (quando aplicável, por exemplo, quando são vacinadas populações específicas), contraindicações e precauções para a vacinação, necessidade da vigilância pós-vacinação (30 minutos), regras de prevenção e controlo de infeção (nomeadamente: distanciamento físico, utilização de máscara, higienização das mãos)”.

A norma estabelece ainda que se deve identificar adequadamente as áreas funcionais do CVC, versa sobre os recursos materiais e informáticos, “equipamento de Proteção Individual (EPI) para os profissionais de saúde (máscaras, luvas, etc.) que preparam e administram as vacinas e EPI adicional (batas, óculos, aventais, luvas, entre outros) para os profissionais que necessitem de prestar apoio de emergência, recursos humanos, limpeza e desinfeção.

A orientação define Centro de Vacinação como “pontos de vacinação ajustados às necessidades de caráter geodemográfico à situação epidemiológica e às especificidades da Campanha de Vacinação Contra a COVID-19, por forma a garantir a aceleração e massificação progressivas da vacinação contra a COVID-19 nos quais têm de existir: rede de frio adequada, nos termos da Orientação 023/2017 da DGS, conforme as especificações técnicas de cada vacina e as instruções do fabricante; profissionais de saúde com treino e formação para a vacinação e para a atuação em caso de reações anafiláticas; equipamento e medicamentos para o tratamento de reações anafiláticas,; acesso à Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação”.

A DGS esclarece que “os CVC resultam da adaptação dos pontos de vacinação já existentes no Serviço Nacional de Saúde ou de infraestruturas próprias ou adaptadas especificamente para o efeito, e em cumprimento dos requisitos técnicos definidos na presente Orientação”, sendo os CVC “ constituídos sob a coordenação dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e Unidades Locais de Saúde (ULS), em articulação com as Autoridades de Saúde Locais, as autarquias e demais parceiros locais”.


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