Novum Canal

mobile

tablet

Publicidade

Reportagem: Antonino de Sousa recordou papel dos profissionais de saúde, apoio conferido às famílias e empresas e obras realizadas

Partilhar por:

O presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, realçou, na cerimónia de aniversário dos 251 anos de elevação de Penafiel a cidade, que decorreu no Museu Municipal, e foi transmitida via streaming em direto e através das plataformas digitais (facebook, youtube e site) do município, o papel dos profissionais de saúde no combate à crise sanitária.

A sessão solene de atribuição das medalhas honoríficas condecorou Abel Ferreira, o treinador de futebol penafidelense, que venceu recentemente a Taça Libertadores; a título póstumo, Júlio Manuel Mesquita, ex- Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel; e a Luís Mendes, artista plástico penafidelense.

O chefe do executivo focou uma parte do seu discurso ao surto pandémica, relembrou os impactos que este teve na vida do município recordou que levou inclusive ao cancelamento das cerimónias do 250.º aniversário e ao cancelamento do programa que o executivo tinha delineado.

“Como consequência da pandemia, as muitas atividades previstas no extenso programa que tínhamos preparado para a efeméride, foram totalmente canceladas a partir de março. A prioridade passou a ser a saúde e a vida dos penafidelenses. Elaboramos de imediato um plano de apoio às famílias e de resposta ao impacto da Covid-19 na economia local, para que fossem adotadas as medidas adequadas a prevenir e a conter o vírus, a apoiar famílias afetadas pela pandemia e a minimizar o impacto da pandemia na nossa economia local”, disse, relembrando os muitos penafidelenses que na sequência do surto penafidelense acabaram por perder a vida.

“E se há um ano atrás celebrávamos com alegria o dia em que a cidade chegou à bonita idade de 250 anos, hoje assinalamos a chegada dos 251 anos com sobriedade porque a tragédia da pandemia que assolou Portugal e o mundo, neste último ano, recomendam parcimónia e recato na celebração. Queria evocar a memória dos que partiram, vítimas da pandemia, e manifestar solidariedade aos seus familiares e amigos e queria também dirigir  uma palavra de conforto a todos aqueles que sofreram e ainda sofrem e desejar-lhes uma rápida recuperação”, disse.

Falando das medidas que o executivo implementou para fazer face aos impactos negativos que a crise sanitária provocou quer junto das famílias, quer das empresas, o responsável pelo executivo municipal realçou que a prioridade foi apoiar os mais vulneráveis.

“Procuramos desde o primeiro momento garantir que os mais fragilizados, por serem  idosos sem retaguarda familiar ou por sofrerem de doenças de risco acrescido ou por se encontrem em isolamento profilático, não deixavam de ter acesso  aos bens essenciais como alimentos e medicação”

“Procuramos, desde o primeiro momento, garantir que os mais fragilizados, por serem idosos, sem retaguarda familiar ou por sofrerem de doenças de risco acrescido ou por se encontrem em isolamento profilático, não deixassem de ter acesso aos bens essenciais como alimentos e medicação. Assim a primeira resposta que criamos foi a rede solidária Covid-19 que, com o envolvimento das IPSSS e das juntas de freguesia, asseguraram que o essencial nunca faltaria. Em alguns momentos estivemos até um pouco à frente. Foi assim com as máscaras comunitárias que distribuímos a toda a população, numa altura em que a diretora-geral de Saúde ainda manifestava dúvidas sobre a eficácia do seu uso que logo a seguir veio a tornar-se obrigatório. Uma iniciativa que teve o condão de colocar as empresas de confeção do concelho na linha da frente, na produção de máscaras comunitárias”, sustentou, referindo que ao longo deste ano, o executivo procurou apoiar as famílias penafidelenses que perderam rendimentos, como consequência da pandemia, mas também as empresas, sobretudo as pequenas e médias empresas, com as medidas do Plano Municipal Solidário e através do reforço financeiro.

“Fizemos o que se espera de um município que foi distinguido com o galardão do município amigo das famílias, nos últimos cinco anos consecutivos e foi, inclusive, convidado, recentemente, para integrar a rede europeia dos municípios amigos das famílias devido à matriz humanista e solidária das suas políticas locais”, disse.

Na sua intervenção, o chefe do executivo declarou que as instituições particulares de solidariedade social estiveram igualmente entre as prioridades da câmara municipal.

“Apoiamos as nossas IPSS, as nossas corporações de bombeiros, com equipamentos de proteção individual, como reforço dos respetivos subsídios e não deixamos de olhar para as nossas coletividades. Sabemos das dificuldades que têm enfrentado ao longo deste ano, sem poderem desenvolver as suas atividades e sem terem acesso às tradicionais fontes de receita e, por isso, também lhes reforçamos o apoio financeiro que lhes atribuímos”, sublinhando que apesar de todos os condicionalismos, a autarquia continuou a trabalhar pela comunidade e pelo concelho, em todos os domínios da governação autárquica.

“Apesar das incertezas que estes tempos colocam aos empresários e aos investidores, foram alienados a quase totalidade dos lotes na nossa zona industrial de Recesinhos, com contratos de investimento para a instalação de empresas e consequente criação de emprego, uma aposta importante face aos 20% da taxa de desemprego, no ano passado, e aos tempos difíceis que se anunciam”, afiançou.

No domínio da educação, Antonino de Sousa apontou que foi concluída a obra de requalificação EB 2,3 D. António Ferreira Gomes e estão em curso as empreitadas da requalificação das escolas EB 2,3 Penafiel Sul, em Marecos, Secundária Joaquim de Araújo , em Guilhufe, EB,23 Penafiel Sudeste, em Cabeça Santa.

“Demos um outro passo no domínio da educação e no apoio às famílias penafidelenses, quando tomamos a decisão de assegurar o transporte gratuito para todos os alunos do concelho residentes a mais de dois quilómetros”

Nesta área, o presidente da câmara afirmou não ter desistido de procurar “recursos para que as escolas básicas EB 2,3 de Pinheiro e de Paço de Sousa possam e venham a ser objeto de requalificação”.

Na educação, o autarca recordou o apoio que foi conferido nos transportes escolares.

“Mas demos um outro passo no domínio da educação e no apoio às famílias penafidelenses, quando tomamos a decisão de assegurar o transporte gratuito para todos os alunos do concelho, residentes a mais de dois quilómetros, e foi também a câmara municipal que disponibilizou mais de 700 tablets e várias dezenas de cartões de internet para que os alunos mais carenciados pudessem assistir às aulas online, sem ficarem para trás”.

Na área do ambiente assumiu que foi implementado um conjunto de projetos inovadores, “na proteção dos rios e ribeiros, na aposta na eficiência energética dos edifícios municipais e da iluminação púbica e em várias outras ações que promovem o uso sustentável dos recursos naturais”, sustentando que nas políticas de bem-estar animal foi conseguida “uma notável evolução do número de animais adotados sem precedentes e sem comparação, em termos regionais”. 

No que concerne ao desporto, o chefe do executivo avançou que o projeto do parque desportivo e de lazer das Termas de São Vicente está quase concluído, o projeto do polidesportivo de São Mamede de Recesinhos está também em execução, confirmando que o projeto do FC da Calçada irá iniciar-se em breve. Recordou, ainda, que os pavilhões gimnodesportivos de Rio Mau, de Paço de Sousa e de São Martinho de Recesinhos, serão, brevemente, uma realidade.

No turismo, o presidente relevou o trabalho qualificado de promoção do concelho, “com oferta diversificada de atividades, com proatividade junto dos operadores e com incentivo aos investidores para que no pós-pandemia o nosso concelhio continue a ser destino de visita de tantos e que as mais de 100 mil dormidas de 2019 possam ser, o quanto antes, ultrapassadas”.

“Vimos, ao longo deste último ano, avançarem projetos de extraordinária importância para a cidade, concelho e até para a região. A requalificação do edifício dos Paços do Concelho e o edifício da Biblioteca Municipal, com a criação de coberturas, caixilharias, condições de acessibilidade”, atalhou, afiançando que no domínio da mobilidade, a obra da futura central de transportes, equipamento localizado junto à estação de comboios de Penafiel, vai ser um verdadeiro centro nevrálgico de transportes para a cidade, para o  concelho e para a região, permitindo “integrar a estação dos caminhos de ferro na cidade de Penafiel. Daí sairá uma nova avenida, já em execução, que fará a ligação da intersecção da saída da A4 com a EN 106, encaixando na rotunda que fará a amarração destas vias disciplinando e promovendo uma melhor fluidez do trânsito rodoviário”.

Ainda ao nível da mobilidade, o responsável pelo executivo penafidelense concretizou que a segunda fase da via dos modos suaves, está já em fase de conclusão, permitindo a requalificação de toda a variante de Cavalum, com passeios, pista ciclável, iluminação led e rotundas “para acalmia do tráfego e está também em execução a empreitada da via da Meia Encosta, uma via estruturante que vai permitir o desenvolvimento da cidade para a belíssima encosta do Cavalum. Uma obra que a cidade deseja há várias décadas e que este ano ficará concluída”.

“Esta será a principal via de ligação ao Ponto C e à respetiva praça envolvente, empreitadas que aguardam apenas a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel, relativamente a uma providência cautelar instaurada contra a DGAL, por causa da declaração de utilidade pública dos terrenos. Este é também um equipamento que o concelho e a região anseiam há muitos anos e que vai preencher uma das maiores lacunas da nossa cidade e da nossa região: a inexistência de uma sala de espetáculos, com capacidade para 400 pessoas, e um palco capaz de acolher melhor a criação artística do país e do mundo. Esta intervenção vai afirmar-se como um marco para a vida cultural da região e o futuro da cidade”, acrescentou.

Antonino de Sousa reconheceu que há ainda um longo caminho a percorrer para honrar a memória de todos que “antecederam, que se sacrificaram e que sofreram” por Penafiel, competindo ao agentes e atores políticos continuar a lutar por honrar esse legado e em prol do  desenvolvimento do território.

Falando dos homenageados, Antonino de Sousa confirmou que a outorga das distinções honoríficas com a mais alta condecoração da cidade e do concelho a Abel Ferreira, Júlio Mesquita, a título póstumo e Luís Mendes, faz destes cidadãos honorários do concelho.

“Como sinal de reconhecimento e gratidão, os penafidelenses, através do município, atribuem-lhes a maior deferência que lhes podem conceder, fazendo-os cidadãos honorários”, afirmou, recordando o trabalho dos profissionais de saúde pelo trabalho hercúleo realizado em prol dos penafidelenses. 

“Nesta sessão solene, pretendemos também homenagear os profissionais de saúde que exercem funções no concelho de Penafiel, seres humanos excecionais que, ao longo deste ano de pandemia, têm estado na linha da frente no combate ao vírus que, dia após dia, apesar do desgaste físico e emocional, não desistem e continuam a sua luta na mais nobre das missões: salvar vidas. Nesta homenagem queremos envolver os médicos e enfermeiros, mas também os demais profissionais ligados à saúde”.

Refira-se que os profissionais do ACES Vale do Sousa Sul receberam medalha de mérito municipal dourada, tendo a mesma sido entregue a Fátima Marques, coordenadora da Saúde Pública, Almiro Mateus, presidente do Conselho Clínico),  Filipa Carneiro, homenageando assim todos os profissionais do Agrupamento de Centros de Saúde do Tâmega ll Vale do Sousa Sul.

Também o presidente da Assembleia Municipal de Penafiel, Alberto Santos, se referiu à pandemia que continua a assoberbar a região e o país,  ao cancelamento das comemorações do 3 de março dos 250 anos por disseminação da crise sanitária, reconhecendo que a pandemia “trouxe feridas  sociais e inimagináveis”.

“O ciclo da história não para. Chegamos a um novo dia 3 de março”, expressou, sublinhando que é fundamental manter viva a chama da identidade.

Alberto Santos relevou, também, o trabalho de todos os profissionais de saúde, qualificando-os de “intrépidos soldados contra um inimigo invisível. Merecem a nossa gratidão coletiva. A Assembleia associa-se com orgulho a esta homenagem”.

O presidente da Assembleia Municipal enalteceu o trabalho da ciência na forma como consegui superar as adversidades, manifestado o desejo de que o custo social que a pandemia provocou venha a servir para alguma coisa.

“Se o problema era não haver dinheiro, com os milhões de bazuca, o que mais falta para dar início à obra? Se há dinheiro, o que impede o lançamento do concurso do troço Rans/Entre-os-Rios e a entrada em obra do troço Penafiel/Rans, já entretanto adjudicada?”

Alberto Santos aludiu, também, ao 20.º aniversário da queda da ponte de Entre-os-Rios, que se celebra esta quinta-feira, e à urgência de se avançar de forma efetiva com a construção do IC35, uma obra reclamada há vários anos e que é tida como sendo vital para a região.

“No meio da pandemia, amanhã passam 20 anos da queda da ponte Hintze Ribeiro. Ficará para sempre na memória anunciei a minha primeira candidatura à Câmara de Penafiel. Estabeleci como primeira prioridade urgente reparação da ponte de Entre-os-Rios antes que ela caísse e ela caiu no dia seguinte. Na emoção dos tempos fizeram-se promessas de construção de novos pontos, variante à EN 106 e depois IC35. As pontes fizeram-se, mas vão as duas dar ao mesmo sítio. O IC35 esse perdeu-se, uma promessa adiada, para um futuro incerto. Aqui ninguém esquece. Aqui chegados fomos  surpreendidos que o IC35 tem uma nova data, 2026, para daqui a mais cinco anos, anuncia-se que ficará pronto 25 anos depois da promessa. Esta notícia é tanto surpreende quanto incompreensível: se o problema era não haver dinheiro, com os milhões de bazuca, o que mais falta para dar início à obra? Se há dinheiro, o que impede o lançamento do concurso do troço Rans/Entre-os-Rios e a entrada em obra do troço Penafiel/Rans, já entretanto adjudicada? Se o dinheiro não é problema, não digam que agora há mais burocracia projetos e estudos ainda em falta. 20 anos não foram suficientes para todos esses estudos? Se há dinheiro esta é a hora de acertar as contas para Penafiel, com Castelo de Paiva, Marco de Canaveses, Cinfães e com toda esta vasta região, pois tal e qual as duas pontes agora existentes que vão dar a lugar nenhum, foram executadas em tempo recorde, é hora de utilizar a mesma receita, acelerar as mesmas burocracias e resolver o assunto de vez. Sim, porque tal como aconteceu com as duas referidas pontes, o Estado se quiser faz e sim porque aqui ninguém esquece e porque  promessa é dívida sobretudo quando a causa é justa. Porque a pandemia, a Covid-19, essa passará, mas queremos que a pandemia dos fazedores públicos de promessas incumpridas também passe, porque esta indecorosa pandemia também faz muito mal às nossas gentes”, confessou.


Partilhar por:

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!